Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-05-14T14:51:52-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
em teleconferência

Bolsonaro diz que Maia parece querer afundar a economia e convoca empresários contra lockdown

Presidente criticou indicações de Maia para relatorias e voltou a se posicionar de maneira contrária ao isolamento social

14 de maio de 2020
14:43 - atualizado às 14:51
Presidente da República, Jair Bolsonaro durante Cerimônia de Entrega da Medalha do Mérito Industrial do Estado do Rio de Janeiro.
Presidente da República, Jair Bolsonaro - Imagem: Alan Santos/Presidência da República

O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta quinta-feira (14) o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por suas indicações de relatorias de matérias enviadas pelo governo. O chefe do Executivo se posicionou de forma contrária ao lockdown.

Segundo Bolsonaro, Maia "sinaliza que não quer resolver nada" pelas suas indicações em relatórias. "Parece que quer afundar a economia para ferrar o governo e talvez tirar um proveito político lá na frente".

Na semana passada, Maia designou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) como relator da MP 936/2020, que permite a empresas reduzir salários com redução proporcional de jornada durante a crise do coronavírus.

Doria e lockdown

Em videoconferência, o chefe do Executivo convocou o empresariado a "jogar pesado" com o governador de São Paulo, João Doria, para evitar o lockdown no Estado como medida de combate ao novo coronavírus.

Para Bolsonaro, há "uma guerra" e uma uma tentativa política de tentar quebrar a economia para atingir o seu governo.

Bolsonaro criticou as medidas de lockdown que passaram a ser consideradas por Doria, um de seus principais adversários políticos. São Paulo tem 54.296 casos confirmados de novo coronavírus e 4.315 mortes.

"Um homem está decidindo o futuro de São Paulo, o futuro da economia do Brasil. Os senhores, com todo o respeito, tem que chamar o governador e jogar pesado, porque a questão é séria, é guerra. É o Brasil que está em jogo, se continuar o empobrecimento da população daqui a poucos seremos iguais na miséria", disse

O presidente defendeu a abertura rápida do mercado e providências imediatas para evitar consequências como possibilidade de "caos", "saques" e "desobediência civil". Segundo o presidente, neste caso não adiantará convocar as Forças Armadas porque não haverá militares suficientes para atuar na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Bolsonaro citou o decreto no qual incluiu academias, salões de beleza e barbearia na lista de serviços essenciais. Na semana passada, o presidente já havia incluindo na relação a construção civil e atividades industriais.

"Tem governador falando que não vai cumprir. Eles estão partindo para a desobediência civil. Se alguém não concorda com um decreto meu, tem dois caminhos: um projeto de decreto legislativo no Congresso, para tornar sem efeito o meu decreto, ou ação na Justiça, e não (apenas) 'não vão cumprir'", disse.

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Erros no mercado

Número de pedidos de indenização após perdas na Bolsa salta 810% no primeiro semestre

O Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos assegura aos investidores o ressarcimento de até R$ 120 mil por prejuízos causados por erros ou omissões de participantes do mercado

Lua de mel amarga

C6 quer ‘divórcio’ da TIM, mas operadora briga contra a separação

Um ano após firmarem parceria para captação de clientes em troca de ações, a fintech ouviu um ‘não’ para seu pedido de rescisão de contrato

Crise hídrica

Ministro de Minas e Energia descarta racionamento e diz trabalhar para evitar apagão

Com níveis alarmantes nas usinas hidrelétricas, até mesmo a volta do horário de verão é considerada por alguns membros do governo e indústria

Negócio da China?

SEC confirma pausa em IPOs de empresas chinesas; agência reguladora dos EUA fará novas orientações sobre riscos

Em meio à ofensiva regulatória de Pequim, a SEC busca novas orientações ao mercado sobre os riscos envolvidos em comprar ações de companhias do país asiático

Passo à frente

Rumo ao “outro patamar”: EQI, que trocou a XP pelo BTG, recebe autorização para abrir corretora

Depois de ser pivô de disputa entre os bancos, escritório de agentes autônomos dá um passo decisivo para ter “vida própria” no mercado

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies