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Diante da crise

BCE mantém política monetária, mas promete ‘recalibrar instrumentos’

As principais taxas de juros do BCE, a de refinanciamento e a de depósitos, permaneceram em 0% e -0,50%, respectivamente.

Imagem: Shutterstock

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu deixar sua política monetária inalterada após reunião concluída nesta quinta-feira, como se previa, mas prometeu "recalibrar seus instrumentos" quando for apropriado para "garantir que as condições financeiras permaneçam favoráveis", sustentando a recuperação econômica e neutralizando os efeitos negativos da pandemia de covid-19 na trajetória da inflação.

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As principais taxas de juros do BCE, a de refinanciamento e a de depósitos, permaneceram em 0% e -0,50%, respectivamente.

Além disso, o BCE manteve o volume de seu Programa de Compras de Emergência na Pandemia (PEPP, na sigla em inglês) em 1,35 trilhão de euros.

O BCE também deixou inalterado o tamanho do Programa de Compras de Ativos (APP, na sigla em inglês), em 120 bilhões de euros, a um ritmo mensal de 20 bilhões de euros. Segundo a instituição, as compras do APP serão realizadas "pelo tempo que for necessário".

Em comunicado, o BCE reiterou ainda que o período de vigência do PEPP irá "pelo menos" até o fim de junho de 2021 e que as compras do programa serão conduzidas de maneira flexível. A instituição voltou a ressaltar, porém, que as compras do PEPP continuarão até que a crise da covid-19 seja superada.

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O BCE reafirmou também que os juros básicos vão continuar nos níveis atuais ou menores "até que a perspectiva de inflação convirja de forma robusta" para sua meta, que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2%. A instituição avaliou ainda que suas novas projeções macroeconômicas, a ser divulgadas em dezembro, permitirão uma "total reavaliação da perspectiva econômica".

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