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2020-04-06T17:52:51-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Arsenal contra o coronavírus

BC restringe pagamento de dividendos e aumento de salários e bônus pelos bancos

O objetivo é manter o máximo de recursos possível dentro dos bancos para que eles possam manter o crédito e absorver perdas futuras em meio à pandemia

6 de abril de 2020
11:13 - atualizado às 17:52
Banco Central do Brasil
Banco Central do Brasil - Imagem: Shutterstock

Os bancos e demais instituições financeiras estão proibidos de distribuir dividendos aos acionistas acima do mínimo obrigatório e de aumentar salários e bônus de seus executivos até o próximo dia 30 de setembro.

A determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN) faz parte do conjunto de medidas do Banco Central para enfrentar os potenciais efeitos do coronavírus na economia.

O objetivo é manter o máximo de recursos possível dentro dos bancos para manter o crédito e absorver perdas futuras em meio à pandemia, segundo o BC.

Os valores que ficarão retidos nos próximos meses não podem constituir obrigação futura nem ser vinculados a pagamentos de dividendos no futuro.

A restrição não tem relação com um possível problema com as instituições financeiras, que apresentam níveis confortáveis de capital e de liquidez, bem acima dos requerimentos mínimos estabelecidos, segundo o BC.

“Porém, dada a incerteza da magnitude do choque provocado pela Covid-19, julga importante adotar, de forma proativa, requisitos prudenciais complementares mais conservadores”, informou o BC, em comunicado

Ainda segundo o BC, a prerrogativa de vedação à distribuição de resultados e ao aumento da remuneração de administradores é um dos instrumentos previstos pelo Comitê de Supervisão Bancária da Basileia.

Dentro do arsenal de medidas de injeção de liquidez no sistema financeiro, o BC divulgou também as condições para a concessão de empréstimo aos bancos com lastro em letras financeiras garantidas por operações de crédito.

O BC vai cobrar uma taxa de juros equivalente à Selic (atualmente em 3,75% ao ano) mais 0,60% ao ano na chamada Linha Temporária Especial de Liquidez (LTEL).

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