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2020-03-06T17:30:10-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
CAPTAÇÕES

Apesar de coronavírus, fundos de ações captam valor líquido recorde para fevereiro de R$ 12,8 bilhões

Pelo quinto mês consecutivo, a classe ações obteve o melhor resultado no mês. Na ocasião, o Ibovespa teve queda de 8,43% em fevereiro

6 de março de 2020
17:22 - atualizado às 17:30
dinheiro impostos real
Imagem: Shutterstock

Mesmo diante de um cenário complicado e incerto por conta da rápida propagação do coronavírus pelo mundo, as captações líquidas dos fundos de ações bateram recorde em fevereiro e fecharam em R$ 12,8 bilhões, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Pelo quinto mês consecutivo, a classe ações obteve o melhor resultado no mês. Na ocasião, nem mesmo o recuo de 8,43% do Ibovespa em fevereiro, que teve o pior mês desde maio de 2018 foi capaz de afastar os investidores dos fundos de ações.

De acordo com os dados da Anbima, a classe de fundos de ações acumula entrada líquida de R$ 36,3 bilhões até fevereiro, o que representa uma alta de 153% em relação ao mesmo período de 2019.

Mesmo com a alta das captações, os fundos não passaram ilesos pela piora no cenário mundial. A queda na bolsa brasileira teve impacto na rentabilidade dos fundos de ações.

O tipo ações livres - em que não há compromisso de concentração em uma estratégia específica - , por exemplo, fechou o mês com retorno negativo de 6,9%. No ano, a queda desses tipos de fundos foi menos acentuada e ficou em 5,6%.

O levantamento feito pela Anbima não fez um recorte do impacto que os fundos de investimento tiveram após a volta do carnaval. Na ressaca das festas, as bolsas globais foram extremamente impactadas pelo aumento de casos confirmados na Itália, Irã e Coreia do Sul.

Na ocasião, os principais índices do mundo caíram mais de 3%¨na semana e o índice do medo dos investidores (VIX) chegou a disparar mais de 46% em um dos pregões.

Multimercados

Além dos fundos de ações, outra classe que viu o número de captações líquidas subir no último mês foi a dos fundos multimercados.

Segundo a Anbima, a classe multimercados fechou o mês com captação líquida de R$ 7,9 bilhões. No ano, a classe registra entrada líquida de R$ 18,4 bilhões, o que representa o segundo melhor resultado da indústria, com alta de 59% em relação ao mesmo período do ano passado.

Mas assim como os fundos de ações, os multimercados também sofreram com as incertezas no cenário global. No acumulado de fevereiro, apenas os multimercado trading e investimento no exterior (que investe mais de 40% do patrimônio líquido em ativos do exterior) terminaram o mês com leve ganho de 0,17% e 0,21%, respectivamente.

Ao juntar as duas classes, as captações líquidas de fundos de ações e de multimercados fecharam o mês em R$ 20,8 bilhões. No ano, ambas acumulam juntas uma entrada líquida de R$ 54,8 bilhões, o que representa uma alta de 111% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na contramão...

Seguindo na direção oposta, os fundos de renda fixa tiveram resgates líquidos de R$ 2,3 bilhões no mês de fevereiro. Já no acumulado do ano, os resgates líquidos chegaram a ser de R$ 21,7 bilhões.

Apesar das retiradas, todos os tipos de fundos de renda fixa apresentaram retorno médio positivo no último mês. Os maiores destaques ficaram para os fundos do tipo investimento no exterior, com alta de 0,6% no mês e de 2,8% no acumulado do ano.

A Anbima informou ainda que o total de ingressos líquidos de toda a indústria de fundos superou em 81,8% o valor do ano passado e fechou em R$ 30,1 bilhões. Mas que o resultado foi impactado pelos resgates nos fundos de renda fixa.

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