Menu
2020-06-16T08:51:04-03:00
Estadão Conteúdo
EFEITO CORONAVÍRUS

AIE prevê queda na demanda por petróleo em 2020 e aumento recorde em 2021

Segundo a AIE, o gradual processo de reabertura econômica em vários países, após o choque do coronavírus, ajudou a impulsionar a recuperação da demanda.

16 de junho de 2020
8:51
Petróleo mercados Ibovespa dólar
Imagem: Shutterstock

A pandemia do novo coronavírus vai prejudicar fortemente a economia global e a demanda por petróleo este ano, mas cortes de oferta por grandes produtores e um avanço recorde no consumo no próximo ano vão ajudar a reequilibrar o mercado, segundo avaliação da Agência Internacional de Energia (AIE).

Em relatório mensal divulgado nesta terça-feira, a AIE reduziu sua projeção de queda na demanda global por petróleo em 2020 em 500 mil barris por dia (bpd), para 8,1 milhões de bpd, contração que, ainda assim, será a maior da história. Já para 2021, a agência prevê aumento recorde de 5,7 milhões de bpd na demanda.

Segundo a AIE, o gradual processo de reabertura econômica em vários países, após o choque do coronavírus, ajudou a impulsionar a recuperação da demanda. Na China, por exemplo, a demanda por petróleo em abril chegou quase aos níveis em que estava um ano antes, ressalta a agência.

Se a recuperação persistir e grandes produtores seguirem adiante com planos de restringir sua oferta, o "mercado estará numa posição mais estável no fim do segundo semestre (de 2020)", prevê a AIE.

Recentemente, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados - grupo conhecido como Opep+ - decidiram prorrogar os atuais cortes de 9,7 milhões de bpd na oferta coletiva em um mês, até o fim de julho.

A AIE estima que a oferta global por petróleo sofreu diminuição de 11,8 milhões de bpd em maio. Neste ano, a previsão é de que a produção recua 7,2 milhões de bpd, antes de crescer 1,7 milhão de bpd em 2021.

Ainda no documento, a agência estima que os estoques de petróleo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) tiveram aumento de 4,9 milhões de barris em abril, a 3,137 bilhões de barris.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

pandemia

Brasil registra 1.340 mortes por covid-19 em 24h

Resultado ficou atrás apenas do dia 7 de janeiro, quando foram confirmadas 1.524 novos falecimentos

seu dinheiro na sua noite

Tudo caiu – até o forward guidance

Os mercados domésticos ficaram hoje divididos sob a influência de acontecimentos distintos, o que resultou em um comportamento geral incomum: tudo caiu. O Ibovespa perdeu o patamar dos 120 mil pontos e fechou em queda, na contramão das bolsas americanas, animadas pela posse do novo presidente Joe Biden e a nova fornada de estímulos fiscais […]

Análise

Sem o “forward guidance”, Banco Central arranca bola de ferro dos pés

Decisão do BC de abrir mão do compromisso de não mexer com os juros foi acertada, mas a adoção do instrumento mais ajudou ou atrapalhou a economia?

sem "efeito Biden"

Vacinação e risco fiscal derrubam o Ibovespa em dia de festa em NY; dólar também recua

Euforia dos mercados internacionais com o “efeito Biden” foi barrada pelas incertezas domésticas e fez a bolsa brasileira ir na contramão de NY

taxa básica

BC mantém Selic em 2% ao ano, mas retira o ‘forward guidance’

Bolsa pode ter realização de lucros nesta quinta com derrubada de prescrição, diz especialista; decisão de hoje acontece em meio à alta dos preços das commodities e à valorização do dólar

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies