O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Economia cresceu 7,7% no período, segundo o IBGE, abaixo do esperado pelo mercado financeiro – que ignora o resultado no pregão desta quinta
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,7% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desta quinta-feira (3).
Aguardado pelo mercado - que falava em uma alta de 8,8% - , o resultado pode indicar caminhos para a recuperação da economia brasileira. Veja abaixo seis pontos para entender o desempenho no período.
Falar que a economia cresceu 7,7% pode dar uma falsa impressão de uma retomada em "V", como preconiza o ministro da Economia, Paulo Guedes. Mas a alta do período reflete a base de comparação muito baixa do trimestre anterior.
Entre abril e junho, a economia brasileira teve um tombo de 9,6%. Foi o período mais afetado pela pandemia de covid-19, quando houve restrição à circulação de pessoas para conter a doença e receio da população em consumir diante do cenário de incerteza.
No primeiro trimestre, parcialmente afetado pela doença, o PIB retraiu 1,5%. Com isso, no acumulado do ano a economia brasileira tem baixa de 5%. O terceiro trimestre, quando comparado com o mesmo período do ano passado, o PIB teve queda de 3,9%.
No terceiro trimestre deste ano, o desempenho do Brasil equivale ao de países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que tiveram alta de 9% da economia.
Leia Também
Segundo o pesquisador associado do FGV IBRE Claudio Considera, esse é um desempenho esperado, diante do tombo provocado pela pandemia.
"Se não crescesse esse 7%, seria um desastre. O número não significa uma recuperação em 'V'."
Claudio Considera, pesquisador associado do FGV IBRE
O setor de serviços tem recuperação mais lenta. Houve uma alta de 6,3% no terceiro trimestre, depois de um tombo de 9,4% nos três meses anteriores, ainda segundo o IBGE
O dado é especialmente importante porque o setor de serviços tem peso de cerca de 75% na economia brasileira. O crescimento aqui está divido da seguinte forma:
"Mesmo tendo sido retiradas as restrições de funcionamento, as pessoas ainda ficam receosas para consumir, principalmente os serviços prestados às famílias, como alojamento, alimentação, cinemas, academias e salões de beleza”
Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE
Diante da pandemia, governo e Congresso articularam o pagamento de um auxílio emergencial a 67,7 milhões de pessoas, desembolsando R$ 875,5 bilhões dos cofres públicos.
O dinheiro, em um primeiro momento em parcelas mensais de R$ 600 e agora de R$ 300, teve influência direta no consumo das famílias, diante da redução da oferta no mercado trabalho.
O consumo das famílias aumentou 7,6% no terceiro trimestre contra o trimestre anterior. No entanto, quando comparado ao mesmo período do ano passado, o indicador recuou 6%, mostram os dados do IBGE.
Para Luka Barbosa, economista do Itaú Unibanco, a alta na comparação trimestral ainda foi bastante influenciada pelo dinheiro repassado pela União às famílias e pela retomada da economia, que diminuiu o medo das pessoas em gastar.
Ele pondera que dificilmente os recursos continuarão sendo distribuídos no ano que vem, citando os riscos para a sustentabilidade fiscal e a inflação. Ainda que possa reduzir o consumo das famílias em 2021, o fim do auxílio emergencial não deve derrubar a demanda, porque as condições previstas para a economia são positivas – juros baixos e queda da taxa de poupança (que cresceu ao longo do ano).
"Quando junta tudo isso, o efeito líquido desses fatores ainda é positivo para o consumo", disse Barbosa em encontro com jornalistas.
Em nota, o Ministério da Economia disse que "a forte recuperação" da atividade, do emprego formal e do crédito neste semestre pavimentam o caminho para que a economia brasileira "continue avançando no primeiro semestre de 2021 sem a necessidade de auxílios governamentais".
Especialistas ainda falam que a economia vai ter de lidar com uma continuação do aumento do desemprego - a taxa pode chegar a 17%. Pela metodologia internacional, seguida pelo IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que tomou alguma atitude para buscar trabalho.
Com a redução do isolamento social e o fim do auxílio emergencial no ano que vem, é natural que cada vez mais trabalhadores voltem a procurar trabalho. Quem não encontra, é considerado desocupado. A taxa de desemprego em outubro já era 14,1%, segundo o IBGE.
O dólar, que neste ano disparou mais de 30% e é usado pelos investidores como proteção em um cenário de incerteza, teve influência negativa na linha de setor externo do PIB.
As exportações de bens e serviços tiveram queda de 2,1%, ainda conforme o IBGE. Importações de bens e serviços caíram 9,6% em relação ao segundo trimestre de 2020.
Segundo Palis, do IBGE, um dos fatores que explicam esse desempenho é o câmbio. “A importação cai devido à baixa atividade econômica e ao câmbio desvalorizado", diz.
"Por outro lado, a exportação não cresceu devido aos problemas de parceiros comerciais, além das quedas na importação e exportação de serviços como viagens internacionais, que despencaram, assim como transporte aéreo de passageiros”.
Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE
Assim como em momentos anteriores, a divulgação do resultado do PIB não tem influência imediata no mercado financeiro. Em primeiro lugar, porque o desempenho da economia é monitorada mês a mês por outros indicadores setoriais - como a produção industrial - e por outras metodologias de análise, como o monitor do PIB da FGV.
Em segundo lugar, as negociações locais em grande parte são guiadas por perspectivas fiscais do Brasil e por questões externas. Com isso, o Ibovespa subiu nesta quinta-feira, ainda repercutindo a notícia de que o governo desistiu do programa de renda básica que substituiria o Bolsa Família e com o avanço de estímulos fiscais nos Estados Unidos.
Considera, da FGV, lembra que quando se fala em crescimento econômico, o mercado teme "qualquer coisa" que não seja o ajuste fiscal e as reformas estruturais. A indicação de responsabilidade fiscal recente, apesar do PIB, acaba sendo positiva para a bolsa.
Em nota, o governo destacou que, além de consolidar o lado fiscal, busca corrigir "a má alocação de recursos", para aumentar a produtividade e incentivar a expansão do setor privado.
*Colaborou Ivan Ryngelblum
Aumento de 4,26% segue a inflação acumulada em 12 meses medida pelo IPCA
Lula também lançou a Plataforma Digital da Reforma Tributária, a nova infraestrutura digital que dará sustentação ao sistema brasileiro
O vencedor do BBB 26 levará para casa o dobro do valor da última edição
O reator experimental de fusão nuclear da China bate recordes, desafia limites da física e reforça a corrida global por uma fonte potencialmente ilimitada de energia
As ordens judiciais têm como alvos endereços ligados ao banco e ao empresário nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro
A noite de terça-feira (13) foi movimentada no Espaço da Sorte, com sorteios da Lotofácil, da Mega-Sena, da Quina, da Timemania e da Dia de Sorte
Portal centraliza serviços como apuração de tributos e consulta de documentos fiscais
Lucro da Globo ultrapassa R$ 1 bilhão apenas com o patrocínio de marcas no BBB 26
Novo sistema de renovação automática da CNH entrou em vigor, facilita a vida de parte dos motoristas, mas mantém regras mais rígidas para quem tem 70 anos ou mais
Powell está sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para cortar os juros no país. A mais recente investida é uma intimação com ameaça de acusação criminal, emitida pelo Departamento de Justiça (DoJ)
Quase R$ 3 bilhões já foram devolvidos e prazo para contestação de descontos vai até dia 14 de fevereiro, segundo o INSS
Brasil vende commodities agrícolas como milho, soja e açúcar para o país no Oriente Médio, mas participação do Irã na balança comercial não é grande
Fiat Strada lidera o ranking como carro mais vendido pelo quinto ano seguido; volume em 2025 supera a população da maioria dos municípios brasileiros
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da semana. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão.
A regra é voltada à tributação sobre consumo e altera a forma como bens e serviços são taxados no Brasil
Gigante da Vila Industrial, estádio do Primavera, ganhou novo gramado Tahoma 31, utilizado em competições internacionais e previsto para a Copa do Mundo de 2026
Com as obras na sede da instituição ultrapassando o orçamento previsto, Trump encontrou um novo motivo para fazer investidas contra Powell
Segundo a Caixa, o próximo sorteio acontece na terça-feira, dia 13 de janeiro, e quem vencer pode levar essa bolada para casa
Com Mega-Sena, Lotofácil e Quina acumuladas, loterias colocam R$ 23 milhões em jogo neste sábado (10)
Após décadas de negociação, acordo Mercosul–UE é destrinchado em 13 pontos-chave que detalham cortes de tarifas, regras ambientais, cotas agrícolas e os próximos passos até a entrada em vigor