Um novo flerte do dólar a R$ 5,50
“Nunca aposte contra a América”, alertou Warren Buffett no tradicional encontro de acionistas de sua holding de investimentos em maio deste ano. O bilionário não falava especificamente da moeda dos Estados Unidos, mas toda vez que o dólar mostra sinais de força, alguém (como eu) acaba trazendo a frase à tona. Afinal, é para as […]

“Nunca aposte contra a América”, alertou Warren Buffett no tradicional encontro de acionistas de sua holding de investimentos em maio deste ano.
O bilionário não falava especificamente da moeda dos Estados Unidos, mas toda vez que o dólar mostra sinais de força, alguém (como eu) acaba trazendo a frase à tona.
Afinal, é para as verdinhas que o mundo financeiro costuma correr em momentos de pânico, como aconteceu em março deste ano.
Com a recuperação até surpreendente dos ativos financeiros nos meses seguintes, uma parte do mercado passou a apostar na perda da força do dólar.
Mas bastou a volta da incerteza para os investidores se abrigarem novamente no refúgio tradicional. O índice DXY, que reflete a variação do dólar contra uma cesta de moedas fortes, atingiu os maiores níveis desde julho.
[captacao]
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No dia em que a moeda ganhou força contra praticamente todas as divisas, o nosso real tomou uma nova surra. O câmbio por aqui chegou a flertar seriamente com os R$ 5,50 nas máximas e fechou em alta de 1,27%, a R$ 5,469.
Como me disse um gestor de fundos a quem perguntei sobre a alta, “o dólar sobe porque é o dólar”. É verdade, mas a pressão sobre o câmbio hoje também é o resultado de uma receita com vários ingredientes, como mostra o Ricardo Gozzi.
EMPRESAS
• A Oi ignorou o pregão volátil da bolsa. As ações da encrencada operadora subiram 4,07% sustentadas pela perspectiva de que a dívida da operadora com a União cairá pela metade e também pela elevação do preço-alvo pelo BTG Pactual.
• O ano não está fácil para o Ibovespa, mas a Marfrig destoa: é a terceira maior alta percentual do índice em 2020. Com o contexto de negócios e o perfil financeiro mais favorável, a empresa de alimentos teve a nota de crédito elevada pela Fitch.
• O que grandes empresas como Magazine Luiza, Ambev, P&G e Bayer têm em comum? Todas adotaram iniciativas para promover a diversidade no quadro de funcionários, como programas de trainee para estudantes negros. Saiba mais.
POLÍTICA E ECONOMIA
•Jair Bolsonaro foi à ONU responder às críticas sobre sua política ambiental — e dizer que o Brasil é uma vítima. Segundo o presidente, há uma “brutal campanha de desinformação” ocorrendo com o apoio de instituições internacionais.
• O ex-presidente do Banco Central Ilan Goldfajn engrossou o coro dos que veem os juros em um nível baixo demais para os padrões brasileiros. Ele não espera, contudo, que a Selic volte aos dois dígitos, desde que o país faça seu “dever de casa”.
INVESTIMENTOS
• A gestora brasileira Hashdex foi autorizada a lançar o primeiro ETF (fundo de índice negociado em bolsa) de criptomoedas. A iniciativa em parceria com a Nasdaq pode ajudar a amadurecer esse mercado, como conta a Jasmine Olga.
• Se os grandes bancos abriram a prateleira para fundos de outras gestoras, agora é a vez dos fundos dos bancos aparecerem nas plataformas de investimento. A BB DTVM, do Banco do Brasil, terá três fundos disponíveis na modalmais. Veja quais.
COLUNISTAS
• Ninguém é capaz de prever o futuro, mas tem muita gente que acredita nisso. Na bolsa, essa é uma das narrativas mais perigosas justamente por ser atraente, como mostra o Felipe Miranda na coluna de hoje.
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