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INCLUSÃO SOCIAL

Magazine Luiza, Ambev e P&G indicam tendência de inclusão

Companhias querem ampliar a diversidade dos novos funcionários e, principalmente, prepará-los para que ocupem cargos de direção

Lu do Magalu
Imagem: Facebook / Magazine Luiza

Grandes empresas como Magazine Luiza, Ambev, P&G e Bayer estão tomando iniciativas para promover a diversidade e a inclusão em seus quadros de colaboradores, como programas de trainee exclusivos para estudantes negros.

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Apesar das críticas, este tipo de ação vai virar tendência em grandes organizações daqui para frente, segundo especialistas em recursos humanos e executivos.

Em comum, essas companhias querem ampliar a diversidade dos novos funcionários e, principalmente, prepará-los para que ocupem cargos de direção. Um dos passos para atrair candidatos foi substituir a obrigatoriedade da língua inglesa por cursos que serão fornecidos aos que forem selecionados.

As iniciativas estão causando controvérsia. Na sexta-feira (18), o anúncio do Magalu sobre o programa de trainee abriu uma disputa nas redes sociais entre os que elogiaram a medida e os que acusaram a empresa de "racismo reverso" com brancos, usando a hashtag #MagazineLuizaRacista.

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No mesmo dia, a Bayer, empresa da área química e farmacêutica de origem alemã, também abriu inscrições para um programa de trainee similar para 19 vagas e salários de até R$ 6,9 mil. Elisabete Rello, diretora de RH da empresa no Brasil, diz que sabia que haveria questionamentos, embora boa parte deles tenha sido direcionada ao Magalu.

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"Quando avaliamos a quantidade e a qualidade dos comentários vimos que tem número maior de apoiadores, e esse apoio nos faz acreditar que estamos no caminho certo", afirma Elisabete, acrescentando que é preciso coragem por parte das empresas para adotar esse tipo de medida.

O grupo tem 6,5 mil funcionários no Brasil, segundo mercado mais importante para a companhia que atua em 87 países. "Só aqui existe esse programa, porque a questão étnico racial é diferente nos demais", diz.

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Trainee vira vitrine

O presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Paulo Sardinha, acredita que a ação de grandes grupos será "vitrine" para outras empresas seguirem a tendência da diversidade não só em relação aos negros, mas também mulheres, deficientes físicos, analfabetos e homossexuais, assim como da sustentabilidade.

Em julho, a Ambev lançou programa de estágio voltado a pessoas negras, com 80 vagas. Em 2019, ela já havia feito programa piloto nessas condições e contratou dez pessoas. A P&G teve este ano dois programas nessa linha, em fevereiro e neste mês.

Patrícia Beltran, da Vagas.com, empresa de tecnologia que atua na área de RH e tem cerca de 3 mil clientes, afirma que várias empresas estudam ações de inclusão e diversidade há cerca de três anos, muitas com ações internas, e agora começam a focar em programas mais amplos.

Segundo ela, empresas como Suzano, Natura, Santander, Unilever, Vivo, Coca-Cola e BRF destinam pelo menos um porcentual de vagas para diversidade e inclusão.

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Em relatório publicado ontem (21), a analista da XP, Marcella Ungaretti, considerou a ação da Magalu relevante "por enxergar a equidade racial e de gênero como ponte para ambientes empresariais bem-sucedidos e para um país mais igualitário".

*Com informações de Estadão Conteúdo

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