O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Um leitor me questionou recentemente: ‘com as mudanças impostas pelas práticas ESG, será que a Eneva não seria um case ultrapassado?’. A resposta é um dilema entre o que defendemos e o melhor que podemos fazer.
Você já pensou como seria entrar no seu carro à gasolina, virar a chave e receber uma pedrada no para-brisa, jogada pelo dono de um Tesla, com a justificativa de que você está utilizando um motor cuja combustão mata focas inocentes na Antártida?
Nada contra o tema ESG – aliás, eu vejo com bons olhos essa mudança na cabeça das pessoas – mas às vezes eu tenho um pouco de receio sobre um certo extremismo com esse assunto.
Recentemente, recebi um email de um assinante da Empiricus que me perguntou o seguinte: "Com as mudanças impostas pelas práticas ESG, será que a Eneva não seria um case ultrapassado?"
Em outras palavras, "a Eneva está destruindo o Planeta, tirem esse negócio agora das recomendações da casa".
Se você não sabe, a Eneva (ENEV3) é uma companhia de geração termelétrica, com um modelo único no Brasil no qual ela mesma extrai o gás utilizado como combustível em suas usinas.
O problema é que, com a pauta ESG dominando o mercado, muita gente começa a se perguntar se ela não estaria com os dias contados por gerar energia através de combustíveis fósseis e danosos ao meio ambiente.
Leia Também
Antes de mais nada, ninguém é – ou pelo menos, não deveria ser – imbecil a ponto de negar que termelétricas poluem o ambiente. Em qualquer processo de queima de combustível fóssil, haverá liberação de CO2 e outros gases poluentes na atmosfera.
O problema é que, dadas as configurações atuais dos parques elétricos ao redor do mundo, a presença de termelétricas não é apenas necessária, mas crucial para que se mantenha o funcionamento adequado e previsível do sistema.
O Brasil é um ótimo exemplo disso.
Dono de algumas das maiores bacias hídricas do planeta, o nosso país se escorou por décadas na geração hidrelétrica para resolver todo o seu suprimento de energia.
Mas com o aumento da população, da urbanização e da industrialização do país, a oferta de energia foi ficando cada vez mais justa. E quando faltou chuva em 2001, fomos forçados a enfrentar a crise do apagão – que parou o país e nos custou cerca de R$ 45 bilhões de reais, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU).
O governo aprendeu a lição e, nos anos seguintes, passou a incentivar a implantação de usinas termelétricas no sistema.
Ainda bem que isso aconteceu! Porque se não fossem as termelétricas construídas naquela época, uma nova seca teria nos levado a um outro apagão severo em 2014, com indústrias fechando, empregos sendo perdidos e, provavelmente, uma crise econômica ainda pior do que aquela que se instalaria no biênio 2015 e 2016.
As usinas térmicas são as únicas capazes de gerar energia sempre que for necessário – independente do nível de chuvas, de sol, de ventos, etc.
Essa capacidade de funcionar a qualquer momento faz com que elas sejam consideradas a "bateria do sistema": nem sempre são utilizadas, mas estão lá para salvar sempre que for necessário.
Se as termelétricas cumpriram um papel importante na seca de 2014, elas serão ainda mais importantes daqui para frente. Isso porque a expectativa é de um aumento significativo das fontes renováveis na matriz energética até 2029, principalmente eólica e solar. E como não temos nem sol, nem vento o tempo todo, precisaremos cada vez mais de usinas térmicas para garantir a continuidade do suprimento.
Ou seja, a única forma de se aumentar a geração de energia de fontes limpas sem correr riscos de desabastecimento é colocando junto no sistema as "baterias" termelétricas, capazes de gerar energia sempre que faltar chuva, sol e vento, para garantir que a economia continue girando.
Já que a presença de termelétricas será necessária e indispensável nos anos que estão por vir, como fazer isso da melhor maneira possível?
Apesar de parecer tudo a mesma coisa, os combustíveis utilizados nas usinas térmicas são muito diferentes em termos de poluição.
Como mostra o gráfico abaixo, o diesel, o óleo combustível e o carvão são muito mais poluentes que o gás natural – emitem 35%, 40% e 70% mais CO2 respectivamente.
Elaboração: Seu Dinheiro. Fonte: Volker-Quaschning
É por esse motivo que o gás natural tem sido chamado de "o combustível da transição". Ele consegue substituir praticamente todos os combustíveis fósseis, mas com um nível de emissões muito menor.
Não é à toa que o próprio Ministério de Minas e Energia planeja substituir termelétricas a diesel e óleo combustível por novas usinas a gás nos próximos anos.
Elaboração: Seu Dinheiro. Fonte: Plano Decenal de Expansão de Energia.
Já que não podemos abrir mão de termelétricas para garantir a segurança do sistema — pelo menos nos próximos dez anos —, então que essas usinas funcionem com um combustível barato e o menos poluente possível.
É nesse contexto que eu enxergo a Eneva. Um modelo de geração elétrica que, além de indispensável para o crescimento de fontes limpas no país, está baseado em um combustível que agride menos o ambiente.
Podemos não ser perfeitos, mas isso não nos impede de tentar ser o melhor que podemos.
Nem todas as empresas tiveram o privilégio de nascer em um business que se encaixa nas diretrizes perfeitinhas do ESG. Mas isso não quer dizer que elas não podem almejar ser empresas melhores para o meio-ambiente e para a sua sociedade.
Por isso, entendemos que a Eneva (ENEV3) tem lugar mesmo no portfólio daqueles investidores mais preocupados com o tema ESG.
E é por isso também que as ações continuam com recomendação de compra na série Oportunidades de Uma Vida, mesmo depois de mais de 300% de valorização.
Falando em Oportunidades de Uma Vida, nesta semana teve recomendação de uma companhia que fez IPO há pouco tempo e que conta com potencial de valorização ainda maior, segundo o Felipe Miranda.
Se quiser conferir essa nova oportunidade, fica aqui o convite.
E lembre-se que você não precisa de um Tesla para fazer do mundo um lugar melhor. Como dizem, são as pequenas coisas que realmente fazem a diferença: reciclar seu lixo, não desperdiçar recursos naturais e respeitar o próximo impactam muito mais positivamente o Planeta do que comprar um carro elétrico.
Um grande abraço e até a próxima!
Ruy
Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana
Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo
Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo
No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual
Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h
Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor
A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas
Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida
O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje
A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores
Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados
Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje
Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano
Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado
Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países
A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial
Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores
No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras
Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados