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2020-05-04T09:42:03-03:00
Marina Gazzoni
Marina Gazzoni
CEO do Seu Dinheiro. É CFP® (Certified Financial Planner). Tem graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais no Instituto Educacional BM&FBovespa. Foi Diretora de Conteúdo e editora-chefe do Seu Dinheiro, editora de Economia do G1 e repórter de O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e do portal IG.
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15 notícias para começar o dia bem informado

4 de maio de 2020
9:41 - atualizado às 9:42
Selo O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Reza a lenda que o mês de maio é “amaldiçoado” nos mercados. Wall Street tem até um chavão para isso: “sell in May and go away” (venda em maio e vá embora). E, de fato, o histórico das bolsas neste mês é negativo. 

No ano passado, o Brasil “quebrou” a tradição após nove anos consecutivos e fechou o mês no azul. Mas foi um caso pontual. Nos Estados Unidos, as bolsas seguiram o ‘roteiro’ e ficaram no vermelho.

Com coronavírus e tantos "cisnes negros" à solta por aí, fica difícil saber o que esperar dos mercados ao longo do mês. Lá fora maio já começou no vermelho. Por aqui, hoje será o primeiro pregão do mês.

O que não falta esta semana são motivos para chacoalhar o mercado. Respire fundo…

O que você precisa saber hoje

MERCADOS

O Ibovespa encerrou a semana passada em 80.505,89 pontos, com uma queda de 3,20% no pregão de quinta-feira. Já o dólar subiu 1,56%, a R$ 5,43. Na sexta, feriado de 1º de Maio, a bolsa brasileira esteve fechada. Os mercados internacionais tiveram perdas , depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, responsabilizar a China pelo coronavírus e ameaçar tarifar o país.

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ECONOMIA

O Brasil tem 101.147 casos confirmados de coronavírus, segundo o Ministério da Saúde. São 7.025 mortes. 

O Senado aprovou no sábado um auxílio financeiro de R$ 125 bilhões a estados e municípios. A matéria volta para análise da Câmara hoje.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a participar ontem de um ato contra o Congresso e o STF, dias depois de a nomeação para o diretor-geral da PF ser barrada. A manifestação teve agressão a profissionais da imprensa e reação imediata de ministros e da classe política. 

O ex-ministro Sergio Moro depôs por oito horas à Polícia Federal no sábado. Segundo o Estadão, ele apresentou como provas conversas, áudios e e-mails trocados com Bolsonaro durante o período que ocupou o Ministério da Justiça.

 Em entrevista ao canal americano Fox News, Donald Trump voltou a acusar a China de “esconder e demorar para avisar sobre a covid-19”. O presidente dos EUA ainda afirmou que não irá reduzir mais as tarifas comerciais impostas ao país asiático. 

O mercado financeiro reduziu a estimativa para a Selic neste ano, de 3% para 2,75%, segundo o boletim Focus, publicação do Banco Central que projeções econômicas. A expectativa é de que a inflação termine 2020 a 1,97%.

EMPRESAS

 Itaú, Banco do Brasil e Ambev são os destaques da temporada de balanços nesta semana. Saiba o que esperar dos resultados. 

A Gol divulgou um prejuízo líquido de R$ 2,28 bilhões no primeiro trimestre do ano, um resultado pior que o esperado pelos analistas. A empresa foi impactada pelo coronavírus e pela disparada do dólar. 

A Berkshire Hathaway, o conglomerado de Warren Buffett, registrou prejuízo de quase US$ 50 bilhões no primeiro trimestre, mas informou uma posição de caixa de US$ 137 bilhões. Segundo Buffett, o grupo não fez grandes compras nos últimos anos porque não achou nada interessante. Em um evento para falar sobre os resultados a acionistas, o bilionário reconheceu que os efeitos da pandemia ainda são incertos e revelou que vendeu a participação em todas as grandes aéreas americanas.

A Embraer deve receber um aporte de US$ 1 bilhão do BNDES, segundo o jornal Valor Econômico. A justificativa seria de que é preciso recuperar a empresa agora para vendê-la depois da pandemia.

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