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O investidor volta para a universidade

14 de setembro de 2020
19:34 - atualizado às 14:11
Selo O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Você já viu esse filme. A garota (ou garoto) que ninguém dá bola passa a chamar a atenção da turma quando começa a namorar. Esse típico roteiro de comédia adolescente também se repete na bolsa de valores.

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O anúncio de um negócio envolvendo uma empresa que havia ficado de lado muitas vezes é o suficiente para atrair os holofotes não só para ela mas também para o todo o setor.

Foi o que aconteceu com a Ser Educacional. Até a última sexta-feira, as ações da rede privada de ensino superior amargavam uma perda de mais da metade do valor de mercado no acumulado de 2020.

A queda tem suas razões. Os investidores correram da empresa — e do setor de educação em geral — com medo de uma explosão da inadimplência das mensalidades com a pandemia do coronavírus.

Mas o mercado decidiu olhar (e comprar) de novo as ações de educação depois do anúncio de que a Ser fechou a compra da unidade brasileira da rede de ensino Laureate — dona das universidades Anhembi Morumbi e FMU.

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O anúncio da transação bilionária fez as ações da Ser dispararem mais de 10% no pregão desta segunda-feira da B3. E, de quebra, puxou os papéis das demais empresas do setor, como Ânima, Cogna e Yduqs.

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Falando nas concorrentes, o negócio entre a Ser e a Laureate chamou a atenção da Yduqs. A antiga Estácio quer acabar com esse namoro e estuda fazer uma proposta melhor.

Isso é possível graças a uma cláusula no contrato que permite o “flerte” da Laureate com outras empresas. Saiba mais sobre o negócio e veja como fecharam as ações do setor nesta matéria que eu escrevi.

MERCADOS

 O Ibovespa precisou de apenas um pregão para retomar o patamar dos 100 mil pontos. O principal índice da B3 subiu quase 2% e o dólar caiu mais de 1% após a retomada dos testes clínicos de vacina da AstraZeneca. Veja o que mais mexeu com a bolsa.

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EMPRESAS

 O BTG Pactual entrou de vez na briga dos bancos digitais, e lançou logo dois canais: um voltado pessoas físicas e outro específico para pequenas e médias empresas. Saiba os detalhes do lançamento.

 Enquanto isso, o Bradesco lançou o seu serviço de carteira digital. A dois meses do PIX, o serviço chamado Bitz passou a operar com a parceria da Cielo. O banco dará cashback aos clientes com o uso do cartão de débito virtual.

Fica, Petrobras. Estados deram início à campanha de permanência de subsidiárias da estatal, que deverá se concentrar em Rio e SP. Ao todo, 148 empresas se concentram fora deste eixo. 

POLÍTICA E ECONOMIA

 A aprovação de Jair Bolsonaro subiu novamente e passou de 37% em agosto para 39% em setembro. O presidente passou a ser mais aprovado do que reprovado, o que não acontecia desde maio de 2019. Veja os dados completos da pesquisa XP-Ipespe.

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 Paulo Guedes subiu o tom. “Vamos entrar em rota de implosão fiscal”, disse o chefe da Economia. A declaração foi dada em discurso contra a criação de fundos para compensar entes pela reforma tributária.

COLUNISTAS

 A sucessão de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre está no radar. Uma PEC que permite a reeleição dos presidentes das Casas tem apoio do Senado, mas enfrenta resistência na Câmara. Confira na coluna do Lucas Aragão como a decisão pode sobrar para o STF.

 Rituais funcionam para prover união e identidade às pessoas. Algo semelhante ocorre com a inflação: as pessoas se comportam coletivamente achando que os preços vão subir e correm para comprar. Na coluna de hoje, o Felipe Miranda discute se acordamos o dragão.

Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua noite", a newsletter diária do Seu Dinheiro. Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.

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