O investidor volta para a universidade
Você já viu esse filme. A garota (ou garoto) que ninguém dá bola passa a chamar a atenção da turma quando começa a namorar. Esse típico roteiro de comédia adolescente também se repete na bolsa de valores. O anúncio de um negócio envolvendo uma empresa que havia ficado de lado muitas vezes é o suficiente […]

Você já viu esse filme. A garota (ou garoto) que ninguém dá bola passa a chamar a atenção da turma quando começa a namorar. Esse típico roteiro de comédia adolescente também se repete na bolsa de valores.
O anúncio de um negócio envolvendo uma empresa que havia ficado de lado muitas vezes é o suficiente para atrair os holofotes não só para ela mas também para o todo o setor.
Foi o que aconteceu com a Ser Educacional. Até a última sexta-feira, as ações da rede privada de ensino superior amargavam uma perda de mais da metade do valor de mercado no acumulado de 2020.
A queda tem suas razões. Os investidores correram da empresa — e do setor de educação em geral — com medo de uma explosão da inadimplência das mensalidades com a pandemia do coronavírus.
[captacao]
Mas o mercado decidiu olhar (e comprar) de novo as ações de educação depois do anúncio de que a Ser fechou a compra da unidade brasileira da rede de ensino Laureate — dona das universidades Anhembi Morumbi e FMU.
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O anúncio da transação bilionária fez as ações da Ser dispararem mais de 10% no pregão desta segunda-feira da B3. E, de quebra, puxou os papéis das demais empresas do setor, como Ânima, Cogna e Yduqs.
Falando nas concorrentes, o negócio entre a Ser e a Laureate chamou a atenção da Yduqs. A antiga Estácio quer acabar com esse namoro e estuda fazer uma proposta melhor.
Isso é possível graças a uma cláusula no contrato que permite o “flerte” da Laureate com outras empresas. Saiba mais sobre o negócio e veja como fecharam as ações do setor nesta matéria que eu escrevi.
MERCADOS
• O Ibovespa precisou de apenas um pregão para retomar o patamar dos 100 mil pontos. O principal índice da B3 subiu quase 2% e o dólar caiu mais de 1% após a retomada dos testes clínicos de vacina da AstraZeneca. Veja o que mais mexeu com a bolsa.
EMPRESAS
• O BTG Pactual entrou de vez na briga dos bancos digitais, e lançou logo dois canais: um voltado pessoas físicas e outro específico para pequenas e médias empresas. Saiba os detalhes do lançamento.
• Enquanto isso, o Bradesco lançou o seu serviço de carteira digital. A dois meses do PIX, o serviço chamado Bitz passou a operar com a parceria da Cielo. O banco dará cashback aos clientes com o uso do cartão de débito virtual.
•Fica, Petrobras. Estados deram início à campanha de permanência de subsidiárias da estatal, que deverá se concentrar em Rio e SP. Ao todo, 148 empresas se concentram fora deste eixo.
POLÍTICA E ECONOMIA
• A aprovação de Jair Bolsonaro subiu novamente e passou de 37% em agosto para 39% em setembro. O presidente passou a ser mais aprovado do que reprovado, o que não acontecia desde maio de 2019. Veja os dados completos da pesquisa XP-Ipespe.
• Paulo Guedes subiu o tom. “Vamos entrar em rota de implosão fiscal”, disse o chefe da Economia. A declaração foi dada em discurso contra a criação de fundos para compensar entes pela reforma tributária.
COLUNISTAS
• A sucessão de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre está no radar. Uma PEC que permite a reeleição dos presidentes das Casas tem apoio do Senado, mas enfrenta resistência na Câmara. Confira na coluna do Lucas Aragão como a decisão pode sobrar para o STF.
• Rituais funcionam para prover união e identidade às pessoas. Algo semelhante ocorre com a inflação: as pessoas se comportam coletivamente achando que os preços vão subir e correm para comprar. Na coluna de hoje, o Felipe Miranda discute se acordamos o dragão.
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