🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ações da insanidade: setores de tecnologia nos EUA e no Brasil beiram a loucura

Se quiser ver a frente, melhor estar preparado quando a bolha estourar

23 de julho de 2020
10:52 - atualizado às 14:39
Tela de celular com aplicativos de Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google
FAANG: as gigantes de tecnologia do mercado americano - Imagem: Shutterstock

Quero falar com você sobre um seleto grupo de ações, o qual denomino o grupo da insanidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Faço referência ao monitoramento de uma tela com as seguintes características: ações que se valorizaram bastante nos últimos meses/anos e empresas com baixíssima lucratividade (se é que apresentam lucros, muitas delas ainda não mostraram).

Para monitorarmos como essas empresas se encaixam, como se enquadram no mercado em relação a múltiplos e valuations, resta a nós olhar o seu valor na bolsa, comparar com seus faturamentos e fazer uso da expressão do momento, “Total Addressable Market”.

Esta expressão significa avaliar o potencial de crescimento, quais são as possibilidades de penetração e o tamanho do mercado que a empresa pode acessar.

Lá atrás, na época da bolha do Nasdaq, entre 1999 e 2000, período que sempre faço referência em meus comentários, uma das expressões do momento era a quantidade de “Page Views”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Falava-se muito de uma determinada empresa e sobre o número de visualizações das páginas da companhia, ou seja, o volume de acessos.

Leia Também

Era uma época em que ainda estávamos muito ligados a métricas de sites.

Manicômio de múltiplos

Hoje, evoluímos, o mercado cresceu muito. No entanto, tem algo que se mantém: a natureza humana.

A natureza especulativa de criar bolhas sempre nos acompanhou e sempre seguirá conosco em nossa jornada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Voltando para o grupo da insanidade, vou compartilhar com você as empresas dessa lista, somente algumas, mas existem muitas hoje em dia.

A primeira é a Tesla, empresa de carros elétricos. A segunda é a Shopify, empresa canadense de forte atuação no comércio eletrônico.

Tem ainda a Uber, que todos nós conhecemos, a Peloton que, de forma irônica, é uma grande bicicleta ergométrica com um iPad na frente conectada a outras bicicletas com iPads na frente.

Aqui no Brasil, temos a Magazine Luiza, a B2W, a Via Varejo e o Mercado Livre, atuante no país e em outros mercados da América Latina.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Mercado Livre, por exemplo, negocia a múltiplos de 20 vezes o seu faturamento: a empresa vale US$ 50 bilhões e sua receita bruta, em 2019, foi de US$ 2,5 bilhões. Um múltiplo esticado.

Essa Peloton, empresa de bicicleta ergométrica, tem um múltiplo de 35 vezes. Cá entre nós, é a própria insanidade em pessoa (jurídica, naturalmente).

A mágica do zero custo

O mais importante desse comentário que busco fazer aqui é compartilhar um trecho de uma entrevista que foi concedida por Scott McNealy (na época, CEO da Sun Microsystems).

Essa empresa atua no mercado de computação e brilhou nos anos 1980, 1990 e no começo do milênio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ação da Sun, que em 1998 valia por volta de US$ 6, atingiu máxima durante o auge da bolha do Nasdaq de US$ 64. Dois anos depois, estava de volta aos US$ 6.

Na ocasião, da entrevista concedida à revista BusinessWeek, o Scott McNealy disse o seguinte, respondendo a investidores que reclamavam do colapso ocorrido com as ações e apontando a distorção existente quando as ações eram negociadas em US$ 64, cerca de 10 vezes o volume de vendas (e veja que aqui no texto dei exemplos de 20 vezes vendas, 35 vezes vendas).

“Com o preço das ações negociando 10 vezes vendas, para que eu consiga devolver seu capital em 10 anos, preciso fazer o seguinte: tenho que te pagar praticamente 100% da receita por 10 anos seguidos através da distribuição de dividendos. Mas aí, o custo dos produtos que vendo tem que ser zero, o que – convenhamos – é algo muito difícil para uma empresa atuando na fabricação de computadores”

Complementando, Scott McNealy aponta:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Isso assume também que eu não tenha despesas operacionais, complicado administrando uma empresa com 39 mil empregados. Também partimos da preposição de que não pago impostos, o que é muito difícil. Mas isso também assume que você, investidor, não paga impostos sobre os dividendos recebidos, o que nos EUA é ilegal. Também partimos do pressuposto de que eu consiga manter constante minha taxa de crescimento, mesmo não gastando nada com P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) pelos próximos 10 anos, pois estou distribuindo tudo para você. Consegue perceber o quão ridículas são todas essas premissas?”

Em conclusão, Scott McNealy completa:

“Você não precisava de maiores informações, você não precisava de notas explicativas. O que você tinha em mente ao comprar as ações pagando 10 vezes vendas?”

Tecnologia brasileira e dólar forte como falácias

A fala do Scott McNealy é extremamente relevante para o que se passa no mercado hoje, em especial no varejo digital brasileiro, que é o símbolo da tecnologia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Convenhamos: a gente não tem um setor de tecnologia no Brasil. Mas os brasileiros adoram, com o desejo mimético, replicar as ideias americanas.

Os investidores fizeram isso lá atrás com Globocabo, fizeram com Inepar e, agora, fazem isso com Magazine Luiza, com Via Varejo, com B2W: é da natureza do brasileiro.

Quando isso vai parar? Quem sou eu para dizer. Mas acho que essa fala do Scott McNealy deve fazer com que você reflita a respeito disso. Você pode optar por ficar fora.

Contudo, o mundo mudou. O mundo é diferente daquele de 2002 quando Scott McNealy concedeu essa entrevista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não só falando do mundo de uma forma geral mas, em particular, os EUA mudaram. À época, havia um certo respeito pela moeda americana. Respeito esse que, em um mundo polarizado como esse que vivemos, talvez esteja indo embora.

É bem provável que esteja em curso, tomando emprestado um conceito do acadêmico Luigi Zingales, professor da Universidade de Chicago, de latinização dos EUA.

É possível que, para se manter no poder, os políticos (em particular Trump) vão fazer o que for necessário, mesmo arriscando o futuro dos seus jovens eleitores.

Digo que é possível que essa busca desenfreada por ativos de risco seja um sintoma de uma nação que começa a não acreditar mais em sua moeda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O longo ciclo de valorização relativa do dólar parece estar terminando.

Sendo assim, no curtíssimo prazo, a única garantia seja de uma maior volatilidade em todos esses ativos.

Portanto, prepare-se.

Aproveito para indicar que leia neste link os melhores fundos de ouro que são confiáveis e lucrativos para você montar sua proteção e multiplicação financeira. Você pode ter acesso a este material aqui

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar