🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O mercado dos 100%

Com juros muito menores atualmente e retornos cadentes como um todo, volatilidade inferior e economia mais bem organizada e sem inflação, difícil imaginar ativos dobrando de preço em poucos pregões.

23 de setembro de 2020
12:52 - atualizado às 13:23
Gráfico de alta com homem sobre avião de papel
Imagem: Shutterstock

Não sei se é verdade, mas papai contava como se fosse. Talvez vá lhe soar um pouco agressivo demais, politicamente incorreto. Peço desculpas por isso. Não é a intenção. A verdade é que os tempos eram outros e, por incrível que pareça, era considerado normal. Não digo que era certo, fique claro. Apenas era o que era. Não julgo. Só conto a história. Todos pareciam estar de acordo com aquilo, numa relação comercial privada e consensual. “Her body, her choice.” 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Reza a lenda que, décadas atrás, quando os coletinhos eram amarelos e motivo de orgulho, não de campanha publicitária no intervalo do Jornal Nacional, alguns operadores da Bovespa e da BM&F se organizavam para apostar qualquer coisa. Tinha até sorteio de uma mulher, uma garota de programa que era sorteada entre os participantes in loco do pregão viva-voz.

Segundo papai, a coisa funcionava assim: cada um recebia um número, uma senha. Então, sorteava-se um número numa espécie de bingo. O “match” entre o número sorteado e o detentor da respectiva senha levava o prêmio pra casa.

 O negócio era tão louco que o número não era anunciado de uma vez. Apostava-se se deu par ou ímpar. Então, um locutor falava ao microfone: “par”. Todos os ímpares estavam excluídos portanto. Os detentores de números pares podiam negociar entre si as senhas. Agora, com 50% dos jogadores excluídos, cada passe já estava mais valorizado. Então, íamos para uma nova rodada: “O número é maior ou menor do que 50?”. Nova negociação entre vendedores e compradores de senhas, interessados em levar algum dinheiro com a venda de seu número ou mais interessados no prêmio. O processo se repetia até a descoberta objetiva do real número sorteado e do respectivo vencedor. 

Pelo que se diz, isso acontecia a cada final de ano. Com frequência maior, havia outro tipo de aposta recorrente, no que se chamava de “mercado dos 100%”. A cada semana, os operadores apostavam qual seria a ação a dobrar de preço mais rápido nos pregões seguintes. Aquele que apontasse a próxima multiplicação de valor levava o prêmio — desta vez, em dinheiro mesmo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os tempos são outros, claro. O absurdo do primeiro tipo de bingo seria impensável hoje. De algum modo, o segundo também. Com juros muito menores atualmente e retornos cadentes como um todo, volatilidade inferior e economia mais bem organizada e sem inflação, difícil imaginar ativos dobrando de preço em poucos pregões. 

Leia Também

O “mercado dos 100%” teria pouca liquidez e poucos apostadores — ao menos em sua frequência semanal. Contudo, sua existência sugere alguma atratividade especial na ideia de dobrar o capital. Parece haver algo mítico na ideia de multiplicar suas economias por 2x. Não tenho comprovação científica, tampouco estudei isso, mas, intuitivamente, suspeito que o benefício marginal em termos de Utilidade (algo próximo à medição do nível de felicidade) do investidor ao sair de um ganho de 80% para 90% numa posição é bem menor do que se fôssemos de 90% para 100% — embora todos saibamos, claro, que, objetivamente, se trata da mesma coisa.

Lembrei dessa história depois de call da nossa equipe de análise com o top management de Jereissati (JPSA3), feito ontem. Claro que o cenário para shoppings ainda é muito difícil e que seria ridículo pensar num horizonte de semanas. Mas, fazendo conta, consigo encontrar nas ações um potencial de valorização da ordem de 100%. O cenário hoje já é melhor do que aquele traçado durante o mês de maio e o próprio management se mostra mais aliviado. Os ativos são bons, os juros baixos vieram para ficar e as ações se mostram muito depreciadas. Podemos até ter alguma mudança de mix dentro dos shoppings mais à frente, com mais entretenimento e menos lojas para consumo de produtos físicos. Mas não me parece que chegaremos a um ponto de mudança no padrão de consumo em que as pessoas passarão a ir menos para os shoppings. Ao contrário, pode até haver algum elemento antifrágil aqui. O shopping estará sujeito a regras claras de convívio, limpeza, distanciamento social e rígidos protocolos de atendimento. Será um ambiente seguro — aqui entendido em vários níveis — e mais atraente às famílias. Podemos ter mais um ou dois trimestres difíceis, mas, objetivamente, as coisas estão voltando semana após semana e logo teremos a vacina. Uma boa empresa, com ativos irreplicáveis, passando por um mau momento (circunstancial) em Bolsa costuma ser uma das oportunidades de compra mais simples. Downside razoavelmente baixo e ótimo upside para um horizonte de 18 meses.

Também fiquei pensando em Oi (OIBR3) ao ver relatório do BTG ontem, com novo preço-alvo de R$ 2,80 para as ações. Por termos os papéis recomendados nas nossas carteiras, fico feliz com qualquer notícia que possa ajudar a valorizar os papéis, pois isso implica ganhos para nossos assinantes. Mais até do que o preço-alvo em si, duas coisas me chamaram atenção: i) a percepção de risco muito menor sobre o case agora, o que é ótimo para um ativo sempre considerado muito especulativo; e ii) os elogios à aprovação do aditamento do plano de recuperação judicial; falo isso porque também vi de forma muito positiva a última AGC, embora as ações não tenham andado bem desde então. Quando um negócio vai bem, as ações no final do dia acabam seguindo. Acredito ser o caso agora. Com a evolução do cenário positivo, entendo que OIBR3 poderia buscar R$ 3,20. Sob alguma sorte e eventual maior apetite dos compradores dos seus ativos, chegaríamos a R$ 3,40 por ação — e então, já estamos quase próximos aos 100% de upside.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por fim, para fechar a tríade, me vem à cabeça Natura (NTCO3), uma das cinco maiores players globais do setor (hoje é uma empresa realmente global), valendo US$ 11 bilhões em Bolsa, contra pares que rodam entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões. Se o turnaround der mesmo certo e conseguir entregar aumento de margens de Avon, isso aqui pode ser uma porrada seca e com liquidez. Comecei a estudar Natura com mais afinco a partir de um anedótico, quando percebi o quanto os gestores próximos à Pragma (multi-family office com laços umbilicais com a Natura) estão otimistas com o case. A partir de então, quanto mais estudo, mais eu gosto. Pode não parecer e não ser tão óbvio a priori, mas NTCO3 também faz parte do meu clube dos 100%. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Depois do glow up, vêm os dividendos com a ação do mês; veja como os conflitos e dados da economia movimentam os mercados hoje

4 de março de 2026 - 8:59

A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os desafios das construtoras na bolsa, o “kit geopolítico” do conflito, e o que mais move o mercado hoje

3 de março de 2026 - 8:37

Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Ormuz no radar: o gargalo energético que move os mercados e os seus investimentos

3 de março de 2026 - 7:00

Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O gringo já tem data para sair do Brasil, o impacto do conflito entre EUA, Israel e Irã nos mercados, e o que mais move a bolsa hoje

2 de março de 2026 - 8:46

Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]

DÉCIMO ANDAR

Hora de olhar quem ficou para trás: fundos imobiliários sobem só 3% no ano, mas cenário pode estar prestes a virar

1 de março de 2026 - 8:00

Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Turismo avança e cidades reagem – mas o luxo continua em altitude de cruzeiro

28 de fevereiro de 2026 - 9:02

Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os dividendos da Vivo, a franquia do bolo da tarde e o nascimento de um gigante na saúde: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje 

27 de fevereiro de 2026 - 9:07

Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje

SEXTOU COM O RUY

Quer investir com tranquilidade e ainda receber bons dividendos? Você precisa da Vivo (VIVT3) na sua carteira

27 de fevereiro de 2026 - 6:13

Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026

ALÉM DO CDB

Renda fixa: com prêmios apertados, chegou a hora de separar o joio do trigo no crédito privado

26 de fevereiro de 2026 - 17:35

Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Pausa para um anedótico — janeiro crava o ano para o Ibovespa? 

25 de fevereiro de 2026 - 19:58

Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar