Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Direto ao ponto: comprar ou não comprar dólar?

A verdade é que ninguém sabe se o dólar vai cair, subir, andar de lado, dar cambalhota ou mortal carpado. Diante disso, quando me perguntam “comprar ou não comprar dólar”; eu devolvo com um segunda questionamento: “depende, você já tem dólar?”

2 de junho de 2020
5:50 - atualizado às 13:32
dólar na carteira
Notas de dólares - Imagem: Shutterstock

Devo confessar que sempre fui contra abordagens mais deterministas a assuntos complexos. Necessariamente, quando tratamos de ativos financeiros, não podemos nos esquecer que o objeto de estudo não obedece a um comportamento previsível; ou seja, muito dificilmente consegue preservar suas capacidades e características estatísticas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Evidentemente, existem fundamentos que podem nos nortear em horizontes mais dilatados de tempo, mas será sempre necessário a passagem de tempo per se para que tenhamos uma aderência maior entre fundamentos e valor representado nos ativos financeiros.

Breve parêntese: hoje, o mundo vive um aparente descolamento entre fundamento e ativos financeiro. Costumeiramente, antes, o natural seria que o preço no mercado financeiro convergisse para o valor intrínseco do  ativo subjacente. Já agora, a expectativa é que a realidade convirja para o que está na tela, em um claro processo de contratação de crescimento, em especial no EUA quando estudamos as FAAMGs.

Abaixo, disponibilizo um gráfico do Goldman Sachs que reflete esse "gap" crescente entre o setor de tecnologia e demais segmentos listados em Bolsa. 

Em linhas gerais, existe um aprofundamento do movimento já verificado desde o pós crise de 2008 no sentido de ações de tecnologia - notadamente, as FAAMGs (Facebook, Amazon, Apple, Microsoft e Google) - ficarem mais caras no relativo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atualmente, tais empresas perfazem boa parte do índice S&P 500, gerando a distorção mercadológica verificada desde 23 de março, em uma recuperação do índice americano, em paralelo à injeção de liquidez do Fed. Note abaixo como cresceu a participação do market cap das cinco maiores companhias.

Leia Também

Feito o parêntese, por mais que o presente seja minimamente estranho, ainda existe a expectativa de que, no longo prazo, as coisas convirjam - seja por um aprimoramento dos ativos reais, seja por uma outra grande correção (ainda é válido dizer que renovaremos as mínimas). 

Contudo, quando entramos na discussão cambial… Bem, aí o jogo é outro. Felipe Miranda, estrategista-chefe e sócio fundador da Empiricus, a maior casa de análise de investimentos independente do Brasil, talvez seja uma das pessoas aplicadas à estratégia de investimentos com maior gabarito para falar de câmbio (sua tese de mestrado foi sobre prêmio de risco cambial). O economista é conhecido por dizer “ninguém sabe para onde vai o câmbio”.

Ora, se mesmo os mais gabaritados para o assunto admitem que, em vias de humildade epistemológica (da qual já tratamos neste espaço como sendo fundamental para o processo bem-sucedido de investimento), é impossível prever a taxa de câmbio, por que nós, mortais, deveríamos incorrer do erro (ou da arrogância) de tentar prevê-la? A verdade é que ninguém sabe se o dólar vai cair, subir, andar de lado, dar cambalhota ou mortal carpado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diante disso, quando me perguntam "comprar ou não comprar dólar”; eu devolvo com um segunda questionamento: “depende, você já tem dólar?”. A partir do momento que consideramos inviável a compra de dólar por acreditar que o mesmo vai subir ou cair, acabamos caindo no que realmente importa: uma abordagem estrutural para a posição.

Nesse sentido, sempre devemos carregar um pouco de moeda forte conosco. Preferencialmente dólar, pois mais de 80% do comércio mundial está em cima dela. Outras como franco suíço, libra esterlina, euro e iene, porém, também servem. Idealmente, ter uma cesta de moedas fortes é muito válido - algo como 5% do total investido em moeda forte, sendo 75% dos 5% em dólar e os outros 25% nas outras supramencionadas.

Claro, o processo de dolarização da carteira é muito importante na sofisticação patrimonial. Não só via dólar puro, mas também com ouro (preferencialmente dolarizado) e demais posições no exterior. Ficaria mais ou menos assim: 5% em moeda forte (75% dólar e 25% diversificado em outras moedas também fortes no mundo), 5% em ouro dolarizado e, em um início de internacionalização, 15% em uma carteira no exterior, comprando ativos lá fora (outra carteira mesmo, com renda fixa e renda variável). O processo de internacionalização é muito importante é já o defendi muito aqui.

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Então, se é para comprar dólar, respondo-lhes: sim, é preciso ter dólar. 

“Ah Matheus, mas eu já tenho dólar na carteira. Devo comprar mais?”. Novamente, depende do quanto você já tem. 5% seria importante sempre carregar em moeda forte, excesso sobre isso seria mais direcional. Como ninguém sabe para onde o dólar vai, fica difícil ter algum insight sobre o tema.

Entretanto, dada as condições atuais, fica bem claro que é mais provável que haja uma deterioração da moeda brasileira do que um aprimoramento; isto é, é mais fácil o dólar ficar como está ou subir do que cair com mais veemência.

Essas e outras ideias, todas ensinadas a mim pelo Felipe Miranda, podem ser acessadas no nosso best-seller na Empiricus, a série Palavra do Estrategista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trata-se da principal série de ideias do Felipe, com todos as sugestões que o investidor precisa para os momentos mais difíceis do mercado.  Lá, também disponibilizamos as melhores formas de dolarizar seu patrimônio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como surfar pela renda fixa, o preço do petróleo, e o que mais move os mercados hoje

9 de abril de 2026 - 8:27

Saiba como analisar as classificações de risco das agências de rating diante de tantas empresas em dificuldades e fazer as melhores escolhas com o seu dinheiro

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Quebrando a criptografia do pessimismo incondicional

8 de abril de 2026 - 20:05

Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As novas fronteiras do Nubank e o cessar-fogo nos mercados: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje

8 de abril de 2026 - 8:49

A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A normalização da inflação e dos juros, o recorde de pedidos de RJ, mudanças na Petrobras (PETR4), e o que mais afeta a bolsa hoje

7 de abril de 2026 - 8:53

Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Entre a crise geopolítica e a rigidez inflacionária: volta ao normal no Brasil é adiada em um mundo fragmentado

7 de abril de 2026 - 7:17

Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A verdadeira diversificação nos FIIs, a proposta de cessar-fogo no Irã, e o que mais move as bolsas hoje

6 de abril de 2026 - 8:09

O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo

TRILHAS DE CARREIRA

Entre o que você faz e onde você está: quanto peso dar à cultura organizacional nas suas escolhas de carreira?

5 de abril de 2026 - 8:00

Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder elétrico na sua carteira, as novas ameaças de Trump, e o que mais move os mercados

2 de abril de 2026 - 8:30

Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Volta da inflação? Aprenda a falar a língua do determinismo estocástico 

1 de abril de 2026 - 19:45

Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O novo momento da Boa Safra (SOJA3), o fim da guerra no Irã e o que mais você precisa ler hoje

1 de abril de 2026 - 8:28

A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os terremotos nos mercados com a guerra, a reestruturação da Natura (NATU3) e o que mais mexe com seu bolso hoje

31 de março de 2026 - 8:37

Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia