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Pode ser tanto um excelente investimento, como um péssimo produto financeiro…
Olá, seja bem-vindo ao nosso papo de domingo sobre Aposentadoria FIRE® (Financial Independence, Retire Early).
Na semana passada, comecei uma série de colunas que pretendo estender nos próximos dois domingos, sobre produtos financeiros muitas vezes confundidos com investimentos, ou investimentos que são confundidos com produtos financeiros.
Confuso?
Já vai ficar claro…
No último domingo falei sobre o Seguro de Vida, um produto financeiro muito bom, mas que não é um investimento.
Hoje, vou explicar tudo o que você precisa saber sobre Previdência Privada, que pode ser tanto um excelente investimento, como um péssimo produto financeiro…
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A previdência privada em parceria com o empregador é o contato mais comum que a maioria de nós tem com o produto.
Em geral, um plano de previdência com o empregador vem no modelo de coparticipação.
Você coloca de 1% a 3% do seu salário na previdência e o empregador dobra o valor que você investiu.
Muita gente (tipo, muita gente mesmo) me pergunta se esse é um bom investimento.
Independente da composição do fundo de previdência (pois é isso que são as previdências privadas, fundos de investimento…) a combinação de poderes entre você e o empregador é muito forte!
Ao dobrar seu aporte, seu empregador te concede uma valorização de 100% do capital investido.
A previdência da firma é um excelente investimento, mas que carrega um GRANDE RISCO.
Um risco em boa parte fora do seu controle.
Sempre existem condições para acessar a parcela depositada pelo empregador. Essas condições estão geralmente vinculadas à sua permanência na empresa.
Se você sair num determinado intervalo de tempo (geralmente entre 5 e 10 anos), ou mesmo for demitido, esqueça a parcela do empregador.
Neste caso, você acessa apenas o seu aporte, que terá sido rentabilizado (ou não) pelos investimentos do fundo de previdência.
Em geral, a composição desses fundos que chegam ao segmento corporativo são desastrosas, muitas vezes com performances que sequer superam a inflação do período.
Logo, a única atratividade costuma ser mesmo o depósito do empregador.
Impossível decidir sem assumir riscos. Se você acredita que ficará na empresa até o período em que poderá acessar os aportes do empregador, tome o risco.
Do contrário, recorra a uma previdência privada particular.
Muita gente (novamente, muita gente mesmo) acha que a previdência só existe no âmbito da Firma.
Nada disso.
Você pode fazer quantas previdências privadas quiser, através de corretoras, seguradoras, gestoras de recursos…
E aí, o que interessa nessa previdência - e fará dela um investimento bom ou ruim - são dois fatores:
Quanto ao primeiro tópico, são duas decisões a serem tomadas: primeiro, se optamos por um PGBL ou VGBL; depois, se optamos por uma tributação progressiva ou regressiva.
A resposta para ambas as perguntas varia de caso a caso, mas a regra de bolso é a seguinte:
Se a sua declaração anual do imposto de renda é simplificada (ou seja, você já recebe uma dedução de 20% da base tributável), então opte pela categoria VGBL.
Isso porque as previdências da modalidade PGBL permitem a dedução fiscal em até 12% da sua renda tributável anual.
Para que o PGBL faça sentido econômico, é preciso que você faça a declaração completa, e que caso não tenha nenhuma outra despesa dedutível fora a previdência, esses 12% devem ser superiores ao teto de R$ 16.754,34 do IRPF (do contrário, faria mais sentido simplesmente uma declaração simplificada).
Quanto à tabela - progressiva ou regressiva - seu horizonte de investimento é quem vai decidir.
Se você optar pela tabela regressiva, terá um incentivo tributário para permanecer o máximo de tempo possível com a previdência.
Por exemplo, um aporte será tributado em apenas 10% dos rendimentos para investimentos que durarem mais de 10 anos, porém será tributado em 35% caso o investimento dure menos de 2 anos.
Em resumo:
O retorno da sua previdência será tão bom quanto o for a capacidade dos gestores que você escolher para gerirem seus investimentos.
É um trabalho de escolher o melhor fundo, que alia a relação risco e retorno que te deixa mais confortável para o longo prazo.
Se você for ultraconservador com essa grana, pode escolher uma previdência 100% focada em renda fixa, com um mix de crédito público e privado.
Se estiver disposto a buscar bons retornos, pode escolher um previdência em formato de fundo multimercados, ou um fundo de fundos (os famosos FoFs) que aliem diferentes estratégias.
Se você for um investidor super arrojado, pode encarar uma previdência com 100% de alocação em ações (importante: fundos de ações para previdência são restritos a investidores qualificados, uma amarra regulatória).
Todos esses casos são possíveis, mas você estará sempre sentado no lugar do carona, nunca ao volante ditando o caminho da sua própria aposentadoria.
Aí você terá a opção de misturar tudo que eu disse acima, da maneira que melhor lhe convir.
Eu costumo segmentar os projetos de aposentadoria em três “caixinhas”:
Necessariamente, a equação do seu patrimônio pessoal versus o seu projeto de aposentadoria se enquadra em alguma dessas três estratégias gerais.
Seja qual for o seu objetivo, eu, o Rodolfo Amstalden e a Maria Clara trazemos recomendações de investimento sob medida para o seu perfil em nosso Empiricus FIRE®.
De startups de tecnologia com alto potencial de valorização aos casos mais coxinhas e seguros com potencial de geração de renda recorrente.
O Empiricus FIRE® nasceu para te ajudar a tomar as rédeas do seu projeto de aposentadoria, e decidir por conta própria a melhor hora de pisar no acelerador e a melhor hora de parar para um cafézinho.
Se você tiver interesse, veja aqui mais informações sobre como construir sua Aposentadoria em Dobro sozinho.
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