O segundo Réveillon de 2020: ainda dá para salvar sua meta financeira?
A minha sugestão é que você aproveite a chance de buscar um segundo “Ano Novo” dentro deste ano que ainda não acabou.

Olá, seja bem-vindo ao nosso papo de domingo sobre Aposentadoria FIRE® (Financial Independence, Retire Early).
Na semana passada, dei várias dicas para quem precisa ajustar o orçamento pessoal aos próximos meses. A maioria das ideias está acessível a todos, enquanto algumas são um pouco mais difíceis de serem implementadas, variando caso a caso.
Hoje, quero falar um pouco sobre uma postura que têm me chamado muito a atenção...
Muita gente simplesmente desistiu de 2020
Estamos distantes dos parentes, amigos e do trabalho (desculpe, mas o home office não é a oitava maravilha do mundo) e ao que parece, cada vez mais distantes de nós mesmos.
Não é um cenário fácil e não vou colorir aquilo que é preto e branco por essência, mas também não posso aceitar com naturalidade os argumentos de quem jogou a toalha.
Quais eram suas metas (e aqui, por vocação, vou me ater ao lado financeiro da coisa) pessoais para este ano? O que você se propôs a atingir apenas quatro meses atrás?
Leia Também
Dado o clima de otimismo que acendeu as luzes de 2020, a maioria de nós (eu também) esperava que este ano fosse um marco de construção de patrimônio em suas vidas.
Até aqui, definitivamente, não foi o que aconteceu.
Diante disso, ou você desiste, ou você segue em frente, tirando lições valiosas da crise e lutando para sair ainda mais forte dela.
E o que foi que aprendemos?
Se você é novo no mundo dos investimentos, é muito provável que tenha se empolgado.
Mercado para cima aumenta a autoestima de todo mundo, e aqueles que - como sempre o fazemos - alertam para investir em ações apenas o dinheiro da pinga, e não o do leite das crianças, parecem loucos e terroristas.
Mas sempre foi assim. Todo longo processo de bull market, ou seja, uma longa tendência de alta dos mercados, é marcada por episódios de grandes correções, quedas de 40%, 50% e às vezes, até mais do que 60%.
Quando colocadas em perspectiva, em gráficos de longo prazo, essas quedas não chamam quase nenhuma atenção. Mas no aqui e no agora, vivendo o problema, a perspectiva de longo prazo se mistura aos boletos que não param de chegar; a coisa fica meio fora de controle. A realidade teima em ser mais complexa do que a teoria.
Mas a boa notícia é que não há tragédia que dure para sempre. Dá uma olhada no gráfico abaixo.
O S&P 500 é a “Bolsa” americana - o índice das 500 empresas mais valiosas do país.
No início dos anos 2000 veio o combo da bolha das empresas pontocom, seguido do atentado de 11 de setembro de 2001 às torres gêmeas. Foram pouco mais de dois anos em que os ativos de risco perderam 46% de seu valor.
Depois veio 2008 e a crise do subprime, também conhecida como “grande recessão”. Foram quase dois anos em que a renda variável perdeu novamente 51% de seu valor.
Mesmo assim, se eu tirasse do gráfico acima os dois quadros ilustrativos que destacam os períodos, tenho certeza que você não ficaria nem um pouco impressionado com as quedas.
O mesmo vale para o coronavírus, com a diferença de que estamos no meio furacão, e ainda não é possível enxergá-lo de fora, sob uma perspectiva de mais longo prazo.
E perspectiva de longo prazo não é daqui um mês
Tenho visto também muitas pessoas rancorosas e vingativas para com o mercado.
Para cada R$ 100 de desvalorização de suas carteiras, essas pessoas querem recompor R$ 200 em questão de poucos dias.
Esse desespero leva ao que nós apelidamos de “trade da vingança”.
Inconformados com as perdas momentâneas, alguns investidores montam novas operações não porque elas possuem uma boa relação de risco e retorno, e sim porque precisam de retorno, independente do risco.
É uma postura puramente emocional, sem nenhum componente estratégico.
Na maioria dos casos, o trade da vingança transforma um prejuízo em ainda mais prejuízo. Uma bola de neve que rola montanha abaixo, crescendo seu raio de alcance e poder de destruição a cada novo quilômetro percorrido.
Sinceramente, eu não gostaria que você fosse levado por essa avalanche. Ela não é nem um pouco condizente com o comportamento daqueles que buscam um projeto de aposentadoria.
A minha sugestão é que você aproveite a chance de buscar um segundo “Ano Novo” dentro deste ano que ainda não acabou.
Temos sugerido cautela e apenas oportunidades pontuais aos membros do Empiricus FIRE®, além de uma alocação estratégica composta sobretudo de empresas e fundos imobiliários que caíram bastante devido ao coronavírus e oferecem boas oportunidades de carrego para os próximos anos.
O que estou propondo é realmente passar a régua na meta que você traçou no início do ano e fazer um plano a partir de agora. Em vez de buscar um retorno a qualquer custo em 2020, amplie o seu horizonte rumo à aposentadoria precoce.
Um abraço!
O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Como os grandes investidores buscam ganhar com o trade eleitoral, o império de bolos de R$ 800 milhões, e a última pesquisa eleitoral: o que ler hoje
14 de setembro de 2026 - 8:06TRILHAS DE CARREIRA
O fim da carreira em 3 fases: por que a transição profissional está se tornando a norma no mercado
13 de setembro de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Como resolver briga por aluguel em uma fração do tempo e do custo, as oportunidades na bolsa de valores e o que mais agita o mercado hoje
11 de setembro de 2026 - 8:15SEXTOU COM O RUY
Ainda vale comprar ações? Histórico indica que a bolsa brasileira pode não estar tão cara quanto parece
11 de setembro de 2026 - 7:31O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Como calcular o valor justo do IPTU ou ITBI, o futuro da Selic e a crise no STF: o que move os mercados hoje
10 de setembro de 2026 - 8:31EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: De agora em diante, o trade eleitoral é com emoção
9 de setembro de 2026 - 19:55O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O retorno da Petz Cobasi (AUAU3), a crise no STF e o que mais movimenta os mercados hoje
9 de setembro de 2026 - 8:13O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Imposto sobre herança e doações pode ficar mais caro, payroll afeta juros nos EUA e qual o risco do IPCA +8%: os mercados hoje
8 de setembro de 2026 - 8:14INSIGHTS ASSIMÉTRICOS
O CPI virou o voto de Minerva do Fed: o que o dado pode revelar sobre os próximos passos dos juros nos EUA?
8 de setembro de 2026 - 8:13O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O Brasil pode dar calote na dívida, a agenda de inflação e o que mais mexe com seu bolso hoje
7 de setembro de 2026 - 8:19O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O FII do mês com desconto e qualidade, as oportunidades de investimento em bancos, o caso Master no STF: o que ler hoje
4 de setembro de 2026 - 8:19SEXTOU COM O RUY
O cenário está cada vez mais difícil para os bancos, mas ainda existem boas oportunidades para investir
4 de setembro de 2026 - 7:02O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O back to basics na bolsa, o quebra-quebra corporativo e o que mais mexe com o mercado hoje
3 de setembro de 2026 - 8:18EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: Quem está por cima, e quem está por baixo?
2 de setembro de 2026 - 20:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Como a IA mexe com o futuro da Vale, a guerra no Oriente Médio e a relação entre Moraes e Vorcaro: o que mexe com seu bolso hoje
2 de setembro de 2026 - 8:06O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Internacionalização de negócios, pêndulo eleitoral e alta do petróleo: confira tudo o que agita os mercados hoje
1 de setembro de 2026 - 8:37DÉCIMO ANDAR
O elevador mudou de direção: o mau humor já está no preço dos fundos imobiliários?
30 de agosto de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO