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2020-01-20T17:21:34-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Renda variável

UBS vê céu azul para bolsa brasileira, com alta de até 15% sobre emergentes

Desempenho da bolsa deve ser impulsionado pela recuperação da economia e dos lucros das empresas, além do ciclo de reformas e da migração de recursos para o mercado de ações, segundo os analistas do banco suíço

20 de janeiro de 2020
10:51 - atualizado às 17:21
Homem olhando para o céu.
Imagem: Shutterstock

Céu de brigadeiro para a bolsa brasileira nos próximos 6 a 12 meses. A previsão é do banco suíço UBS, que vê espaço para as ações do país registrarem uma alta de 10% a 15% acima dos demais mercados emergentes em dólar no curto prazo.

As razões para o otimismo são basicamente três: a recuperação da economia brasileira, que deve levar a um crescimento maior dos lucros, o ciclo de reformas e a migração de recursos para o mercado de ações proporcionado pela queda dos juros.

"Uma potencial valorização do real (BRL) poderia proporcionar um upside adicional", escreveram os analistas do UBS, em relatório a clientes. O banco projeta um avanço de 20% no lucro das empresas listadas neste ano, puxado pelos setores financeiro, consumo, commodities e energia – os favoritos dos analistas.

O UBS projeta um crescimento de 2,5% do PIB nos próximos três anos. O desempenho deve ser impulsionado pelo crédito privado e investimentos corporativos.

"Enxergamos o Brasil como uma história única de 'início de ciclo, finalmente passando de uma economia liderada pelo Estado para outra orientada pelo mercado."

A bolsa brasileira já bateu de longe a dos demais mercados emergentes no ano passado. O índice de ações MSCI Brazil subiu 27%, contra 19% do mesmo indicador das bolsas emergentes.

Para o UBS, apesar da alta recente, a bolsa brasileira ainda não está cara. "Embora o MSCI Brazil negocie acima da média histórica, achamos que isso se justifica, dadas as taxas de juros reais nas mínimas e a perspectiva de lucros maiores", escreveram os analistas do banco suíço.

É claro que esse céu azul esperado pela bolsa pode virar. Entre os riscos, o UBS destaca o de desaceleração da economia global, pressões de queda sobre os preços das commodities e uma nova frustração com o desempenho da economia e do ritmo de aprovação das reformas.

Os analistas também apontam como fatores de preocupação que podem afetar a bolsa a onda de protestos na América Latina e uma desvalorização do real em relação ao dólar.

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