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2020-07-15T15:53:16-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Mercados animados

Ibovespa sobe e busca os 101 mil pontos, embalado pelo avanço na vacina contra a Covid

O Ibovespa e as bolsas globais sobem em bloco nesta quarta-feira, impulsionados pelas notícias de avanço no desenvolvimento de um tratamento contra o coronavírus. O dólar à vista tem um dia instável e, neste início de tarde, opera em leve alta

15 de julho de 2020
10:36 - atualizado às 15:53
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Uma notícia que sempre anima o Ibovespa e os mercados globais é o avanço no desenvolvimento de uma possível vacina contra o coronavírus. E, nesta quarta-feira (15), os investidores mostram empolgação no mundo todo, repercutindo mais um progresso de uma empresa farmacêutica nesse sentido.

Por volta de 15h50, o Ibovespa operava em alta de 1,01%, aos 101.452,06 pontos, num desempenho em linha com o visto no exterior: na Europa, as principais praças acionárias subiram mais de 1% e, nos EUA, o Dow Jones (+0,72%) e o S&P 500 (+0,87%) e Nasdaq (+0,59%) avançam.

O câmbio, por outro lado, tem um dia de instabilidade: o dólar à vista oscila entre os campos negativo e positivo, sem mostrar uma tendência clara — no momento, a moeda americana sobe 0,35%, a R$ 5,3675.

  • Eu gravei um vídeo para comentar um pouco mais a respeito do andamento dos mercados nesta quarta. Veja abaixo:

A grande impulsionadora das bolsas globais é a notícia de que os testes da vacina contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pela farmacêutica americana Moderna conseguiu produzir anticorpos em todos os pacientes — um sinal animador e que renova as esperanças quanto à criação de um tratamento viável contra a pandemia.

Esse avanço mostrado pela Moderna é particularmente importante para os mercados porque, nos últimos dias, o número de novos casos da doença nos EUA tem aumentado num ritmo preocupante — um dado que, inclusive, fez a Califórnia retroceder em seus esforços para a reabertura da economia local.

Assim, ao ver a possibilidade de uma segunda onda do coronavírus forçar um novo fechamento nos Estados Unidos — o que, consequentemente, frearia a recuperação no nível de atividade no país —, os investidores mostram-se cada vez mais ansiosos pelo desenvolvimento de uma vacina, de modo a afastar de fez os riscos de mais um período de quarentena.

Balanços em evidência

Ainda nos EUA, o mercado reage com otimismo ao início da temporada de balanços do segundo trimestre. Ontem, os dados apresentados por J.P. Morgan, Citi e Wells Fargo já surpreenderam positivamente; hoje, foi a vez do Goldman Sachs superar as expectativas dos analistas.

Ao menos por enquanto, os números trimestrais das empresas não tem mostrado um impacto tão devastador assim da pandemia — uma tendência que vai dando força às bolsas globais e que, se mantida, pode levar os índices acionários para níveis ainda mais altos, incluindo o Ibovespa.

Juros longos em baixa

No mercado de juros futuros, a tendência é de queda na ponta mais longa das curvas:

  • Janeiro/2021: estável em 2,05%;
  • Janeiro/2022: de 3,02% para 3,01%;
  • Janeiro/2023: de 4,11% para 4,09%;
  • Janeiro/2025: de 5,59% para 5,56%.

Há pouco, o ministério da Economia divulgou projeções atualizadas para o PIB e outras variáveis macro em 2020. Os números, contanto, não trouxeram grandes mudanças em relação às estimativas anteriores: a previsão de queda na atividade econômica continua de baixa de 4,7% neste ano.

O dado trouxe reações mistas ao mercado. Por um lado, o governo está mais otimista que o boletim Focus, que prevê uma baixa de 6,1% no PIB em 2020; por outro, alguns previam que o ministério mexeria em suas projeções e assumiria uma postura não tão negativa, levando em conta os dados mais fortes da indústria e do varejo em maio.

Logo após a publicação dos números do governo, o Ibovespa perdeu força e o dólar à vista mudou de trajetória, passando a flutuar ao redor da neutralidade — uma certa instabilidade nas bolsas americanas também influencia o andamento das negociações por aqui.

Top 5

Confira as cinco maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
CVCB3CVC ON21,62+8,31%
SBSP3Sabesp ON61,40+8,10%
EMBR3Embraer ON8,65+7,99%
SUZB3Suzano ON38,88+6,06%
GOLL4Gol PN21,75+5,99%

Saiba também quais são as cinco maiores quedas do índice hoje:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
CSNA3CSN ON11,81-3,12%
IRBR3IRB ON9,13-1,83%
MRVE3MRV ON20,49-1,77%
SULA11SulAmérica units46,78-1,74%
BTOW3B2W ON113,81-1,63%
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