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Após mudanças de regulamento, esporte se tornou mais dinâmico
Os amantes do golfe ganharam neste ano um incentivo extra para praticar a modalidade. Após dois anos de estudos, novas regras finalmente entraram em vigor, com o objetivo de simplificar o esporte e, principalmente, torná-lo mais dinâmico. “O jogo se tornou mais amigável e mais rápido”, diz Abilio Junior, head professional do Gavea Golf and Country Club, no Rio, um dos mais belos e restritos clubes do gênero no país.
Ainda pouco conhecido do grande público no Brasil, o golfe costuma atrair celebridades, sobretudo de outros esportes. O americano Kelly Slater, uma lenda do surf profissional, é um dos que podem ser vistos de vez em quando arriscando algumas tacadas no Gavea Golf.

“Quando ele (Slater) tem compromissos ou competições no Rio, às vezes passa lá”, revela Junior. O ex-namorado da mega top model Gisele Bündchen “é um bom jogador”, garante o especialista.
A lista de esportistas famosos que gostam de golfe conta ainda, por exemplo, com os ex-jogadores de futebol Ronaldo Fenômeno e Kaká. No mundo financeiro, Fernando Pinto de Moura, conselheiro do Banco Alfa, e Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, são conhecidos praticantes da modalidade.

Fraga, inclusive, frequenta o Gavea Golf, um clube cercado de charme e tradição, que já recebeu a visita do príncipe de Gales Edward, na década de 30, e cuja origem data de 1921. Hoje, para integrar o seleto quadro de associados do Gavea Golf, não basta estar disposto a desembolsar por volta de R$ 100 mil por um título. É necessária a indicação de no mínimo três sócios com mais de cinco anos de casa.

Outra referência no Rio é o Itanhangá Golf Club, na Barra da Tijuca, criado em 1933 e que já teve o presidente Getúlio Vargas entre os frequentadores.
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A ligação do esporte com a cidade maravilhosa, portanto, é antiga – e se fortaleceu em 2016, ano em que a cidade sediou as Olimpíadas. Foi justamente nessa edição dos Jogos que o golfe retornou como esporte olímpico, após 112 anos! “Isso trouxe uma divulgação que até então não havia no país”, afirma o presidente da Confederação Brasileira de Golfe (CBG), Euclides Gusi. “O Brasil contou com três atletas no evento (Adilson da Silva, Miriam Nagl e Victoria Lovelady), nenhum deles convidado, mas sim por méritos.”
Um dos poucos legados da competição para o Brasil foi o Campo Olímpico de Golfe, inaugurado no fim de 2015, na Barra, e que traz a marca do arquiteto americano Gil Hanse.

A crise financeira vivida pelo país nos anos seguintes, no entanto, minou os patrocínios, realidade que Gusi espera que mude daqui para frente, diante da expectativa de retomada no crescimento econômico e com o novo regulamento do golfe. Ao mirar em mudanças que, na prática, aumentam a velocidade das partidas, as novas regras trouxeram também um benefício comercial, lembra Gusi: ampliar as chances de que haja, por exemplo, a transmissão de um jogo pela TV.
Até o ano passado, o tempo médio de uma partida de golfe com 18 buracos era de aproximadamente quatro horas. Agora, espera-se que esse intervalo caia em 30 minutos. Ainda assim, exigiria do expectador o mesmo que assistir, por exemplo, a dois jogos inteiros de futebol na sequência, já incluindo o tempo extra normalmente aplicado pelos juízes. A aposta, porém, está nas disputas de golfe em campos menores, com 9 buracos, o que levaria de uma hora a 90 minutos, em média, considerando os critérios de jogo em vigor.

“Aí já começa a ficar equivalente ao tempo de ir à academia de ginástica ou praticar natação, por exemplo. É algo que pode ser encaixado no começo ou fim do dia das pessoas”, observa Gusi, da CBG. “A expectativa é usar esse momento de mudança de governo federal, com perspectivas econômicas mais sólidas, para trabalhar junto a empresas dispostas a apoiar ou patrocinar o golfe.”
Atualmente, o país conta com cerca de 9 mil jogadores que participam de eventos oficiais e algo como 6 mil praticantes por lazer, segundo dados da CBG. Além de clubes – sendo o São Paulo Golf Club, em Santo Amaro, o mais antigo do país (fundado no fim do século XIX) –, o esporte pode ser praticado em campos abertos ao público, como o Olímpico, no Rio, e o da Federação Paulista de Golfe, que fica próximo ao aeroporto de Congonhas, na capital.

A Federação Paulista tem um campo executivo de 9 buracos, mas que simula os obstáculos de uma área oficial, com bancas de areia, lago, árvores e “greens” (área onde fica o buraco e a bandeira) ondulados. Considerado ideal para tacadas curtas, o local tem como diferencial ficar aberto até as 22h todos os dias da semana, e até as 20h aos sábados, domingos e feriados. O green fee de uma partida de 18 buracos (no caso, duas voltas) varia de R$ 46 a R$ 62 e, no caso de 9 buracos, de R$ 40 a R$ 46. Não há cobrança para o empréstimo de tacos.

Como quase todo o equipamento de golfe é importado, quem quiser adquirir artigos específicos precisa encomendar. Um jogo completo masculino da modalidade, com 9 tacos e acessórios, custa em média R$ 2 mil, mas a conta pode facilmente atingir R$ 10 mil, dependo da quantidade de itens e da marca. “A vantagem é a durabilidade, em geral de quatro a cinco anos”, afirma Gusi, da CBG.
Para saber mais*
www.gaveagolfclub.com.br
www.itanhanga.com.br
www.rioogc.com.br
www.cbg.com.br
www.fpgolfe.com.br/ce
www.spgc.com.br
*Informações de referência, não se tratando de indicações dos produtos ou serviços.
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