O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
No dia em que a tomada do poder pelos militares completa 55 anos, histórias desse período da política brasileira
Hoje completam-se exatamente 55 anos da tomada do poder pelos militares, ocorrida em 1º de abril de 1964.
“Mas não foi no dia 31 de março?”, o caro leitor pode estar questionando.
Negativo. A Revolução (ou o Golpe), o Golpe (ou a Revolução) aconteceu em 1º de abril. Mas ficaria muito chato para os militares chamarem sua chegada ao poder de “Revolução de 1º de abril”. Certo?
Por isso anteciparam a data, pelo menos no aspecto comemorativo, em um dia.
Naquela ocasião, eu tinha 23 anos de idade. De certo modo, com muita boa vontade narrativa, participei da revolta (vamos chamá-la assim). Na manhã de 1º de abril, peguei meu revólver calibre .32, fui a um quartel da PM em Belo Horizonte e me alistei. Recebi uma faixa amarela que pus no antebraço esquerdo.
Passei o dia todo caçando comunistas. Felizmente, não achei nenhum. Eles não saiam às ruas brandindo bandeiras com a foice e o martelo. Isso seria coisa para a época do PT.
Leia Também
Quando cheguei em casa, à noite, com aquela faixa ridícula, ainda recebi um esporro de meu pai:
“Você está colaborando com o início de uma ditadura militar que vai durar 20 anos.”
O velho, que por sinal era a favor da deposição de Jango e convocação de eleições livres, errou por um.
Eu já esperava a rebelião. Heitor Picchioni, sócio majoritário da corretora na qual trabalhava, participava de reuniões com militares capitaneados pelo general Olímpio Mourão Filho, ex-integralista que servia em Minas.
Meu irmão, militante de esquerda, era funcionário da Petrobras e dirigente do sindicato dos empregados da refinaria Gabriel Passos, em Betim, MG. Um dos integrantes de meu clube de paraquedistas, sediado em Lagoa Santa, chamava-se Emílio (esqueci o sobrenome), militava pela POLOP (Política Operária), organização marxista da linha maoista.
Aliás, foi na casa de Emílio que assisti, pela TV, ao último discurso de João Goulart, no Automóvel Clube do Brasil, no Rio, em 30 de março de 1964.
Jango e seu cunhado, Leonel Brizola, defendiam a sublevação dos sargentos, cabos e praças das Forças Armadas.
Qualquer presidente que fizesse isso, mesmo nos Estados Unidos, seria apeado do poder. Lá, provavelmente pelo Congresso ou Suprema Corte. Mas o cara não se sustentaria na Casa Branca. Como João Goulart não se sustentou aqui.
Aqueles que não tinham nascido, ou eram muito jovens (Jair Bolsonaro tinha nove anos de idade) podem até achar que as Forças Armadas eram totalmente coesas em 1964.
Nada mais inexato. O Primeiro Exército, no Rio de Janeiro, era neutro, assim como neutro se mostrava o comandante do Segundo, em São Paulo, general Amaury Kruel. Já Osvino Ferreira Alves, o “general do povo”, e o comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, vice-almirante Cândido da Costa Aragão, se posicionavam abertamente a favor das reformas de base, principal bandeira da esquerda na época.
Quem realmente acendeu o estopim do golpe (ou Revolução) foi o então governador de Minas Gerais, José de Magalhães Pinto. Após Magalhães se entender com o general Olimpio Mourão, tropas da 4ª Divisão de Infantaria, sediada em Juiz de Fora, desceram para o Rio sem saber qual seria a reação do 1º e do 2º Exércitos.
Portanto, 1964 foi um tiro no escuro que acertou o alvo. João Goulart não quis partir para o confronto. Fugiu para o Uruguai, com breve escala em Porto Alegre. Na capital gaúcha, soube que as Forças Armadas do Rio e de São Paulo haviam aderido aos infantes de Juiz de Fora.
Nos meses que antecederam o levante, Jango jamais acreditara em golpe militar. Dizia isso a todos os seguidores que o alertavam sobre o perigo.
Vieram os 21 anos de regime militar. A previsão de meu pai, que acabou sendo secretário-geral do Planejamento no governo Castelo Branco, se realizara.
Hoje em dia é comum a esquerda dizer que seu conflito com a ditadura era uma luta idealista pela democracia.
Cascata! Eles queriam iniciar uma revolução nos moldes da cubana. Só que em Havana havia Fidel Castro e Che Guevara, homens cuja têmpera fora forjada em Sierra Maestra. Aqui, Jango, seu cunhado estancieiro e um “general do povo” não passavam de revolucionários de gabinete.
Jair Bolsonaro, o garoto de 9 anos da época da “Revolução Democrática”, tem a mania de dizer que o primeiro presidente militar, general Humberto de Alencar Castelo Branco, foi eleito legitimamente pelo Congresso.
Cascata! Antes das eleições, ocorridas 9 de abril de 1964, a junta militar que assumira o poder no lugar de Jango tratou de promover um simulacro de escolha livre no Congresso, com voto aberto, sendo candidatos três militares de alta patente: Castelo, Juarez Távora e o ex-presidente Eurico Gaspar Dutra, os dois últimos só para constar.
Castelo Branco recebeu 361 votos; Juarez, 3; Dutra, 2.
Nas vésperas da “eleição”, Castelo Branco fora pessoalmente visitar o ex-presidente Juscelino Kubitschek no Rio para pedir seu voto no Colégio Eleitoral, constituído às pressas pela Junta através de um ato institucional.
Esses são os fatos, que testemunhei minuto a minuto. Eram dois lados, esquerda e direita, lutando por uma ditadura. Venceu o mais forte. Mais forte e, acredite quem quiser, mais popular naquele momento.
A Revolução de 1964 foi aclamada pelo povaréu em todas as cidades brasileiras. Só que, de democrática, só teve o nome. Cassou os direitos políticos daqueles que poderiam formar uma oposição consistente. Prendeu ou desterrou os mais importantes, inclusive JK, confinado numa masmorra úmida nos subterrâneos da Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói.
Resumindo: naquele momento crítico da política brasileira, eram golpistas de um lado e golpistas de outro. Venceram os golpistas fardados. Perderam os autodenominados progressistas.
Caro amigo leitor, quando você ler ou ouvir palpiteiros falando sobre o assunto, não se esqueça que o golpe (ou Revolução) não resolveu nenhum dos grandes problemas brasileiros.
O voto direto que se seguiu também não adiantou muita coisa.
Ainda estamos à espera de um liberal redentor com forte apoio popular.
Talvez esse cara tenha hoje nove anos de idade.
Eleições perderam peso nos preços dos ativos, e investidores estrangeiros seguem otimistas com o país
Para o presidente do conselho de administração do BTG Pactual, o país está com a economia no lugar e o cenário ideal para acelerar
“Por que as taxas de juros são tão altas no Brasil? Por conta da nossa dificuldade de convergência com a meta de inflação”, resumiu o presidente do BC
Veja o que esperar da nova linha Galaxy S com informações vazadas de insiders da Samsung
Lotofácil não foi a única loteria a pagar prêmio de sete dígitos na terça-feira. Dia de Sorte pagou o maior valor da noite. Estimativa de prêmio da Mega-Sena sobe para R$ 55 milhões.
Economistas enxergam ambiente mais favorável para cortes no Brasil do que nos EUA, mas com limites impostos pelos altos gastos públicos
Apesar de não ser tão extravagante quanto a residência principal do bilionário, o imóvel tem várias características de luxo
O deputado acrescentou que, sob sua presidência, a Câmara não colocará em votação nenhuma proposta que altere o modelo atual de independência do BC
Na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o ministro avaliou sua gestão na Fazenda, rebateu o ceticismo de investidores, defendeu a autonomia do BC e comentou o caso Master, exaltando Gabriel Galípolo
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da semana. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão.
Mesmo com sinais de arrefecimento da inflação, Gabriel Galípolo afirma que mercado de trabalho forte e salários em alta exigem cuidado extra com cortes na taxa básica
A proposta é antecipar as contribuições ordinárias dos associados do FGC, de 2026 a 2028, além de exigir uma contribuição extraordinária, segundo o jornal O Globo.
Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina é a loteria da Caixa com o maior prêmio em jogo na noite desta segunda-feira (9); confira os valores.
Nos últimos cinco anos, a queda do consumo de vinho foi de 22,6%. O último ano positivo foi 2020, início da pandemia, quando o isolamento obrigou muitos argentinos a ficar em casa
Pagamentos de dividendos e JCP ocorrem em conjunto com a temporada de divulgação de balanços das principais empresas da B3
Dados preliminares mostram que, dos dias 1o a 29 de janeiro, a entrada de recursos na bolsa vindos do exterior somou R$ 25,3 bilhões
A única loteria que contou com um vencedor na categoria principal foi a Lotofácil 3608
Enquanto o bilionário projeta um mundo sem mercado de trabalho, o debate filosófico e a ficção científica oferecem pistas sobre suas consequências
Concurso 2970 acontece em São Paulo; último sorteio pagou R$ 141,8 milhões para uma única aposta
Na época da deflagração da operação, Sidney chegou a ser preso, porém foi solto dias depois. Agora, o MP pede à Justiça que os acusados usem tornozeleira eletrônica