Dólar a R$ 4? Acostume-se…
Um conjunto de forças paralelas puxa as cotações das moedas do mundo para um lado e para o outro. São as taxas de juros, perspectivas de crescimento das diferentes nações, apetite das empresas por negócios internacionais, crises políticas em todos os cantos do mundo e até mesmo o Twitter de autoridades como Donald Trump. Com […]

Um conjunto de forças paralelas puxa as cotações das moedas do mundo para um lado e para o outro. São as taxas de juros, perspectivas de crescimento das diferentes nações, apetite das empresas por negócios internacionais, crises políticas em todos os cantos do mundo e até mesmo o Twitter de autoridades como Donald Trump. Com tanta coisa em jogo não é fácil identificar para onde vai o câmbio. Mas há momentos em que parece que essas forças vão se acomodar em algum lugar e dá para arriscar um palpite.

O desenho global sugere um dólar forte, constatou o Eduardo Campos na sua reportagem de hoje. Um dos motivos é que o Federal Reserve se mostra mais relutante em cortar as taxas de juros americanas do que os bancos centrais de outros países. Se confirmada essa postura, a atratividade dos investimentos nos EUA cresce na comparação com outras economias, o que pressiona a cotação do dólar frente às demais moedas.
Neste momento, as forças locais também movem o câmbio para uma valorização do dólar sobre o real. Por aqui, as empresas seguem trocando suas dívidas externas por empréstimos em moeda local, o que gera uma demanda por moeda estrangeira para quitar esses débitos. Há ainda um efeito de contágio pela situação da Argentina, que está flertando novamente com o populismo, elevando a incerteza em toda a região.
Quer entender melhor o que está levando a alta do dólar? O Eduardo Campos traz os detalhes nesta reportagem.
A Bula do Mercado: saída de recursos
O mercado financeiro segue tenso com sinais de desaceleração da economia global. O temor de recessão afeta principalmente os países emergentes, em meio à saída de recursos estrangeiros dos ativos mais arriscados. A crise na Argentina tende a agravar esse movimento na região e o Brasil sofre os efeitos de contágio.
Alguns grandes fundos com exposição relevante no país vizinho sofreram fortes perdas e resgataram recursos, o que levou gestores a fazer caixa e reduzirem posição também em ativos mais líquidos, como é o caso de Brasil.
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Os ativos emergentes podem sofrer pressão novamente hoje, mas o sinal positivo vindo das bolsas lá fora pode aliviar essa carga. Os índices futuros das bolsas de Nova York apontam para uma sessão de ganhos, abrindo espaço para um terceiro pregão de alta na Europa. Na Ásia, Xangai e Hong Kong registraram leves perdas, enquanto Tóquio subiu.
Ontem, o Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,34%, aos 99.468,67 pontos. O dólar à vista encerrou em alta de 1,58%, a R$ 4,0662. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.
Dinheiro no caixa
A B2W, dona dos sites Americanas.com e Submarino, mostra que está disposta a investir pesado. A companhia aprovou um aumento de capital de R$ 2,5 bilhões, um dinheiro que pretende usar para melhorar sua plataforma digital. Serão 64 milhões de novas ações ordinárias, ao preço de R$ 39. Saiba mais.
Mais investigações na Vale
Além do prejuízo bilionário nos últimos trimestres e de ter que lidar com a Justiça, a Vale não deve ter vida fácil no que depender da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A autarquia instaurou um inquérito administrativo para apurar se houve responsabilidade de executivos da mineradora pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG). Em janeiro, a tragédia matou 248 pessoas e deixou ao menos 22 desaparecidos.
Faltam R$ 300 milhões
A emissão de CPF e processamento de restituições de Imposto de Renda estão em risco. A Receita Federal já não tem dinheiro para manter seus sistemas informatizados em pleno funcionamento a partir do dia 25 deste mês. Segundo o Estadão, o órgão - que teve contingenciado 30% de seu orçamento de 2019 - precisaria de pelo menos R$ 300 milhões.
Nem Economia, nem Justiça
Alvo de disputas desde o início da gestão Bolsonaro, o Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf) está de mudança. O presidente assinou a Medida Provisória que transfere o órgão para o Banco Central. Inicialmente, o governo queria que o órgão saísse do Ministério da Economia e fosse para a pasta de Sergio Moro, mas o Congresso rejeitou a proposta. Saiba mais.
Um grande abraço e ótima terça-feira!
Agenda
Índices
- CNI divulga índice de confiança empresarial
- Estados Unidos publicam dados semanais de petróleo
Balanços 2º trimestre
- Teleconferências: Cemig
Política
- CCJ do Senado faz audiência para debater a reforma da Previdência
- Comissão especial da reforma tributária na Câmara realiza audiência sobre o tema
- Novo ministro da Fazenda da Argentina, Hernán Lacunza, assume o cargo em cerimônia oficial
- Primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, participa de sabatina no Senado local antes de possível votação da moção de desconfiança contra seu governo
NOVA ECONOMIA?
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