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Depois de aceno conciliador dado por Samuel Moreira na segunda-feira, Marcelo Ramos sobe à tribuna, critica o governo e pergunta: “Vamos transformar isso aqui em uma Venezuela?”
A cena de cinema é bem conhecida. Temos um suspeito sentado na sala de interrogatório e dois policiais fazendo perguntas. Um deles tem uma postura bastante agressiva, bate na mesa, ameaça a testemunha. O outro, mais ponderado, tenta mostrar as vantagens de uma eventual colaboração, com um tom de voz mais amigável.
O jogo ou estratégia é chamado de “good cop, bad cop”, ou “policial bom” e “policial ruim”. A tradicional cena parece descrever bem o que acontece nas declarações sobre a reforma da Previdência feitas pelo relator da medida da Comissão Especial, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), e o presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos (PR-AM). Nos filmes, no entanto, essa atuação é combinada, no caso aqui, não se sabe.
Na segunda-feira, depois de um fim de semana de grande incerteza que fechou a “semana do tsunami”, Moreira saiu de audiência com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e fez o papel do “policial bom”.
Moreira descartou a ideia de que o Congresso faria sua própria proposta para Previdência, disse que iria defender a potência fiscal de R$ 1 trilhão, e que não havia desentendimentos com o governo.
“Se houver alterações, será apresentando um substitutivo, como sempre ocorreu na Casa, sem nenhum problema. Não há qualquer desentendimento, pelo contrário, estamos cada vez mais unidos. Unindo cada vez mais os partidos. Temos que ter o governo junto. É evidente. O governo tem um partido importante que é o PSL. Temos que estar juntos”, disse Moreira.
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Chegamos na quinta-feira, e o presidente Marcelo Ramos sobe à tribuna da Câmara dos Deputados e assume o papel do "policial ruim". Defende sua atuação falando que não há qualquer atraso na tramitação da matéria, o que é fato, mas que se depara com duas declarações que “jogam contra a sociedade e que fragilizam a tramitação da matéria”.
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Primeira, segundo Ramos, foi uma fala meio enigmática de Jair Bolsonaro em reunião com a Bancada do Nordeste, na qual o presidente falou que proporia medida como impacto fiscal maior que o R$ 1 trilhão da Previdência e que seria aprovada, com toda a certeza, por unanimidade, nas duas Casas.
“Se é verdade, que ele apresente à Câmara e que suspenda os trabalhos da Comissão Especial”, disse Ramos.
Na sequência, Ramos disse ter se deparado com declarações de deputado do PSL, dizendo que quem fala em aprovar a reforma na comissão em junho e no plenário em julho está mentindo.
Ramos chamou a atitude de irresponsabilidade e lembrou que em rede social já tinha visto outro deputado do PSL postar meme perguntando se o povo concorda em atrasar a reforma, o colocando como culpado.
“São ataques covardes e injustos. De covardes pelas redes sociais, até relevo. Cada um diz o que quer. Agora, quando dois deputados do partido do presidente colocam em xeque o que está sendo tratado por essa Casa para aprovar a reforma, começo a duvidar de que, realmente, o governo quer aprovar essa reforma. Quem quer aprovar essa reforma age para unir o Parlamento e valorizar a condução de vossa excelência, presidente Rodrigo Maia”, afirmou.
Mas o ponto alto de sua intervenção veio depois e combina bem com as cenas que assistimos ontem, no plenário da Câmara, durante a votação da MP 870, quando deputados estavam todos grudados em seus celulares postando mensagens em redes sociais.
“É um momento de grandeza, meus amigos, de serenidade. O país é muito mais do que curtida no Twitter. O país é muito mais do que um like no Instagram. É hora de serenidade. É hora de unir o país. Um país dividido não anda para frente. Vamos transformar isso aqui em quê? Em uma Venezuela? Um dia, um ato pró governo. No outro dia, ato contra o governo. E o país paralisado. Do que adianta as vitórias de Pirro que todos nós estamos tendo aqui? Governo e oposição, independente, todas as vitórias até aqui forram de Pirro! Enquanto comemoramos nossas vitórias pontuais, o Brasil está perdendo. Perdendo porque não estamos sendo capazes de manter a serenidade. E a responsabilidade maior disso é do governo, é do partido do presidente.”
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Nos filmes, geralmente, os dois policiais têm razão. No caso aqui, o nosso suspeito, o PSL, não parece mesmo estar com uma postura muito coesa ou responsável. Há membros trabalhando ativamente pela reforma, como Felipe Francischini e Alexandre Frota, citados por Ramos. Mas a falta de unidade na atuação e na postura, abre espaço para críticas e desgastes, por vezes, desnecessários. Vide o rompimento de Maia com major Vitor Hugo, líder do governo na Câmara.
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