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Bolsonaro afirma que pode adiar escolha para a PGR

Presidente, que havia sinalizado que poderia bater o martelo na próxima segunda-feira, afirmou hoje que cerca de 80 nomes estão no páreo

Presidente da República, Jair Bolsonaro durante coletiva em Brasília
Imagem: Marcos Corrêa/PR/Flickr/Palácio do Planalto

O presidente Jair Bolsonaro declarou, nesta sexta-feira, 9, que pode adiar a escolha do comando da Procuradoria-Geral da República (PGR) para sexta-feira da semana que vem. "Porque é uma escolha muito importante, né?", declarou após ser perguntado sobre o motivo de estender a decisão quando deixava o Palácio da Alvorada.

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Anteriormente, ele havia falado que poderia bater o martelo sobre a PGR na próxima segunda-feira, 12. "O mesmo de quando você se casou na tua vida. Você não escolheu bastante para se casar? E ela também escolheu bastante para casar contigo", comentou, ao comparar a situação à escolha para a Procuradoria-Geral.

O presidente declarou ainda que "uns 80" nomes estão no páreo. "Todo mundo está no páreo". Bolsonaro concedeu a entrevista ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, com quem disse estar conversando sobre a PGR. "Em grande parte eu me aconselho com ele. Eu sou técnico de um time de futebol, ele é um jogador. Então jogador conversa comigo, dá sugestão: 'esse nome talvez não dê certo, aquele seja melhor'."

A atual ocupante do cargo, Raquel Dodge, não integra a lista tríplice eleita pela classe dos procuradores do Ministério Público Federal, mas está na disputa para ser reconduzida ao posto.

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Seu mandato atual vai até 17 de setembro. Também fora da lista, o subprocurador-geral Augusto Aras, o procurador-regional Vladimir Aras, o procurador regional Lauro Cardoso e o subprocurador Paulo Gonet são outros nomes cotados.

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Lista tríplice

A lista tríplice formada após eleição feita pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e apresentada ao presidente conta com o subprocurador-geral Mário Luiz Bonsaglia, a subprocuradora-geral Luiza Cristina Frischeisen e Blal Dalloul, que foi secretário-geral na gestão do ex-procurador-geral Rodrigo Janot. De perfil conservador, Bonsaglia é o que mais tem chances de ser escolhido dentro dos que estão na lista tríplice.

O chefe do Executivo não é obrigado a indicar alguém da lista tríplice, mas desde 2003 essa tem sido a tradição. A partir de 2001, a ANPR passou a promover a escolha da lista, que representa os nomes preferidos da categoria para o cargo.

A lista então é apresentada ao presidente, que tradicionalmente escolhe dali o nome a ser sabatinado pelo Senado Federal antes de assumir o mandato de dois anos à frente da Procuradoria-geral da República (PGR). O mandato é dois anos. Até 2001, a escolha do presidente era feita de forma livre, como ocorre, por exemplo, com os membros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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