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Aaron Sorkin, em artigo publicado no New York Times, criticou a postura do CEO do Facebook diante de anúncios sobre política; a resposta veio por uma indireta nas redes sociais
O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, envolveu-se em mais uma polêmica nesta semana. O bilionário foi alvo de críticas do roteirista do filme "The Social Network" (no Brasil, A Rede Social), Aaron Sorkin, por não fazer o suficiente para combater a desinformação (ou "fake news") em sua rede social.
Em artigo publicado no jornal New York Times, Sorkin diz que a postura de Zuckerberg a respeito de anúncios sobre política do Facebook é equivocada. Para exemplificar, o roteirista afirma ter visto no site um anúncio afirmando que Joe Biden, pré-candidato democrata a presidência dos EUA, deu ao procurador-geral ucraniano US$ 1 bilhão para não investigar seu filho.
"Cada centímetro quadrado disso é uma mentira e está embaixo do seu logotipo", escreve. "Isso não é defender a liberdade de expressão. Mark está atacando a verdade", diz Sorkin.
O roteirista escreveu em resposta, principalmente, ao discurso que o bilionário fez na Universidade de Georgetown no início de outubro. Na ocasião, Zuckerberg argumentou que a política de anúncios políticos do Facebook se baseia no interesse em preservar a liberdade de expressão. "Nós não checamos os anúncios políticos", afirmou.
Segundo o bilionário, a postura não tem como objetivo ajudar os políticos, mas permitir que as pessoas vejam, por si mesmas, o que os políticos estão dizendo. De todo modo, Zuckerberg respondeu publicamente ao artigo de Sorkin, mas não de maneira direta.
O CEO do Facebook postou, em seu perfil na rede social, uma citação ao filme "The American President" (lançado no Brasil com o título de "Meu querido presidente"). A película é dirigida pelo próprio Aaron Sorkin.
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O trecho recortado pelo bilionário é um do discurso do personagem de Michael Douglas no final do filme para uma sala cheia de repórteres na Casa Branca. A fala, escrita por Sorkin, é uma defesa apaixonada da liberdade de expressão nos Estados Unidos.
"Você quer reivindicar esta terra como a terra da liberdade?", questiona o personagem. "Então o símbolo do seu país não pode ser apenas uma bandeira; o símbolo também tem que ser de seus cidadãos exercendo o seu direito de queimar a bandeira em um protesto. Mostre-me isso, defenda isso, celebre isso em suas salas de aula. Então, você poderá cantar sobre a terra da liberdade"
Em outras palavras, o bilionário estava chamando Sorkin de hipócrita por fazer, em outro momento da vida (o filme é de 1998) uma defesa irremediável da liberdade de expressão, na voz de um de seus personagens, e agora escrever um artigo criticando as ideias de Zuckerberg.
https://www.facebook.com/zuck/posts/10110290602526841
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