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Divisão de gás de cozinha que pertence à estatal terá propostas de Itaúsa, holding de investimentos do Itaú Unibanco, e o fundo Mubadala

O Itaúsa, holding de investimentos do Itaú Unibanco, e o fundo Mubadala devem apresentar nesta sexta-feira, 16, propostas firmes para a compra da Liquigás, divisão de gás de cozinha que pertence à Petrobras, apurou o Estado. O Itaúsa terá em seu consórcio a empresa Copagaz e o Mubadala terá em seu grupo empresas regionais do País, segundo fontes ouvidas pela reportagem.
Esta é a segunda tentativa da Petrobras de se desfazer da Liquigás. Em 2016, a estatal chegou a vender a companhia para o grupo Ultra, dono da Ultragaz, por R$ 2,8 bilhões, mas o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) barrou a compra alegando concentração de mercado.
Para evitar problemas com o Cade, grupos econômicos e financeiros estão se unindo com empresas que atuam no setor para comprar a empresa de botijão. O Itaúsa, que tem entre seus investimentos a Alpargatas (dona da Havaianas) e é acionista do gasoduto NTS, que pertencia à Petrobras, quer expandir sua atuação no setor de gás. A holding do Itaú Unibanco estava entre as interessadas no gasoduto da TAG, que acabou sendo comprado pela francesa Engie por US$ 8,6 bilhões. A empresa Copagaz, quarta maior neste setor, mas com fatia menor de 10%, está neste consórcio ao lado da Itaúsa, que também pretende atrair o grupo Edson Queiroz para o negócio.
O fundo Mubadala é outro interessado, segundo fontes. Mas como não atua neste setor está em conversas com a Consigaz para fazer parte do consórcio.
A Petrobras pode levantar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões com a venda do negócio. O Santander está assessorando a estatal nessa venda.
O grupo Ultra não poderá fazer proposta direta pelo negócio. No entanto, poderá entrar no grupo que sair vencedor comprando partes da empresa que não tenham concentração com a Ultragaz.
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Procurados, Itaúsa e Petrobras não comentaram. O grupo Ultra e Copagaz não quiseram se pronunciar sobre o assunto. Mubadala não retornou os pedidos de entrevista.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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