Guedes transmite mensagem de confiança a investidores estrangeiros
Ministro reforçou a importância das reformas para que economia seja de mercado e se afaste da padronização bolivariana que leva à miséria

O ministro da Economia, Paulo Guedes, iniciou sua fala no Fórum de Investimentos Brasil, organizado pelo governo, falando que iria transmitir uma mensagem de confiança a uma plateia formada por investidores estrangeiros e autoridades.
Guedes fez seu roteiro tradicional. O aumento de gastos públicos corrompeu a política e a economia. Por isso da importância de uma agenda de reformas, sendo a Previdência a primeira delas. Aliás, Guedes disse que estaria mais feliz com uma reforma de R$ 1 trilhão e um regime de capitalização. Mas que podemos celebrar.
Segundo o ministro, a inflexão da trajetória econômica já foi feita. A reforma da Previdência nos deu 20 ou 30 anos de estabilidade fiscal. Guedes reconheceu que a reforma sozinha não resolve tudo, mas que podemos ter certeza de que o Brasil “não explode” por causa da questão fiscal. Sinal disso é a queda da inflação e das taxas longas de juros, aliada a sinais de retomada do crescimento, “lento, mas persistente”.
Para Guedes, o ponto a ser destacado é que esse crescimento acontece sem “balão de oxigênio, nada de estímulo artificial”, que é como o ministro chama o crédito público ou programas que atendam apenas a setores escolhidos pelo governo. “Pela primeira vez é o setor privado que está empurrando o Brasil”, disse.
O imposto cruel e o feio
Guedes também falou, mas novamente sem entrar em detalhes, sobre a proposta de reforma tributária. O ministro disse que dará um passo em direção à proposta que tramita na Câmara ao apresentar o projeto de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual, para os impostos federais. Estados e municípios entrariam na reforma se quisessem.
Não é de hoje que Guedes fala que o imposto sobre a folha de pagamento é um imposto "cruel", que mantém 40 milhões de trabalhadores fora do mercado formal, derrubando a produtividade da economia.
Leia Também
Segundo o ministro, desonerar a folha geraria um “milagre”, o aumento da produtividade da mão de obra.
“Quando falamos em cobrar imposto sobre transações era para trocar o cruel pelo feio. Era um imposto feio. Mas não há clima, não gostaram...Então deixamos para que proponham uma alternativa para desonerarmos a folha de pagamentos”, disse.
A ideia original de Guedes e equipe era instituir um imposto sobre pagamentos para financiar a desoneração da folha. No entanto, desde o período de campanha o novo imposto foi associado à CPMF, o antigo imposto do cheque, causando grandes desgastes políticos, que terminaram com a demissão do estão secretário da Receita, Marcos Cintra, e o fim das discussões sobre o "imposto feio".
O ministro voltou a falar que assim que a Previdência for aprovada, o governo quer avançar com o pacto federativo, devolvendo à classe política a responsabilidade de alocar os orçamentos públicos. Junto disso, também está a reforma administrativa, que prevê novos planos de cargos e salários para o funcionalismo público. Guedes também sugeriu que o funcionalismo fique um ou dois anos sem reajuste de salário.
Fraterno, mas não com vagabundo
Ao longo de sua fala, Guedes destacou a construção da aliança entre conservadores e liberais que mudou o eixo do país. “A mídia pode dizer o que quiser, os resultados estão saindo de forma acelerada”, disse, citando a cessão onerosa, que estava parada há 5 anos, e agora saiu, o acordo comercial com a União Europeia, e a reforma da Previdência. “Alguém fez alguma coisa.”
“Nosso governo acredita nos mercados, nos investimentos privados. Vamos manter todos os benefícios dos mais frágeis, tudo que for bom tem de ser mantido. Mas a principal força da dignidade humana é sua própria capacidade, seu emprego”, disse.
Guedes ressaltou que a fraternidade do governo é para quem trabalha e não para vagabundos, sejam eles militantes políticos ou empresários que pediam crédito ou leis especiais em Brasília.
“Brasil está indo bem. Não tem redução de espaço democrático. Isso é conversa de quem perdeu a eleição”, disse, afirmando que tínhamos mais de 35 partidos políticos, mas todos pulavam com uma perna só, a esquerda, tirando risos da plateia.
“Acreditamos nos mercados para criar riquezas e vocês são bem-vindos a investir no Brasil”, concluiu.
TAG SUMMIT 2026
De olho no marco de R$ 1 trilhão, Nu Asset coloca ETFs no centro da estratégia; entenda o que está por trás da aposta
29 de setembro de 2026 - 15:49NOVO OBSTÁCULO
El Niño pode atrapalhar queda da Selic em 2027 — mas há uma saída para os juros voltarem a cair, diz CEO da Bradesco Asset
29 de setembro de 2026 - 15:08ASSUNTO 'PROIBIDO'?
“Isso não ganha voto”: por que o ajuste fiscal deve ficar para depois da eleição, segundo Bruno Funchal, ex-secretário do Tesouro
29 de setembro de 2026 - 14:45CORTOU PROJEÇÕES
Maior queda do Ibovespa hoje, CSN (CSNA3) derrete 11% e divisão de mineração (CMIN3) vai junto: o que preocupa os investidores?
29 de setembro de 2026 - 13:35CHEGOU AO TST
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho julga dissídio em meio a impasse entre banco e funcionários
29 de setembro de 2026 - 9:59PÉ NA AREIA
Lotofácil 3791 premia bolão no Nordeste; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 52 milhões
29 de setembro de 2026 - 7:25E AGORA, PETROBRAS?
EUA podem fechar a torneira do diesel e deixar o Brasil mais vulnerável, segundo Citi; é hora de rever a carteira de BDRs?
28 de setembro de 2026 - 18:10CASAS DE APOSTAS
R$ 1,7 bilhão na mesa: bets terão de devolver dinheiro a 22,9 milhões de apostadores após MP de Lula
28 de setembro de 2026 - 17:16O PREÇO DAS ELEIÇÕES
Sem rali eleitoral? Gatilho para a bolsa brasileira fica para depois das eleições; saiba qual é, segundo o JP Morgan
28 de setembro de 2026 - 12:00INSEGURANÇA
Bets estudam medidas para tentar reverter proibição depois de MP de Lula, mas proximidade da eleição atrapalha
28 de setembro de 2026 - 10:04É BOM SABER
Milhões de brasileiros desconhecem benefício do novo RG e ficam sem acesso mais seguro ao gov.br
28 de setembro de 2026 - 9:27DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária acumulada promete R$ 99 milhões, mas Mega-Sena se aproxima; confira o ranking dos maiores prêmios das loterias da Caixa
28 de setembro de 2026 - 6:41NAS MÃOS ERRADAS
Fim da humanidade? Desenvolvimento da IA sem controle pode levar a um bilhão de mortes, diz Bill Gates
27 de setembro de 2026 - 17:01O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus