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sem tempo para 'reforminha'

Guedes pode deixar o cargo se não houver apoio à Nova Previdência: ‘se não fizermos a reforma, o Brasil pega fogo’

Em entrevista à revista Veja, Guedes disse que se houver uma mudança radical na proposta ele renunciará ao cargo e que é preciso aprovar uma reforma que garanta uma economia mínima de R$ 800 bilhões

24 de maio de 2019
9:35 - atualizado às 18:49
O ministro da Economia, Paulo Guedes privatizações
Imagem: José Cruz/Agência Brasil

O ministro da economia Paulo Guedes parece confiante em uma aprovação da reforma da Previdência nos próximos 90 dias, mas a ideia de um texto desidratado, com mudanças profundas na proposta original não está nos planos do ministro e pode decidir o seu destino no governo

Em entrevista à revista "Veja", Guedes disse que se houver uma mudança radical na proposta ele pode renunciar ao cargo. O ministro garante que Bolsonaro está completamente empenhado em aprovar a proposta da forma como foi enviada ao Congresso, mas que se sentir que está sozinho na defesa do texto e que a "mídia está a fim só de bagunçar" é hora de sair do governo. “Pego um avião e vou morar lá fora", disse à revista.

"Eu não sou irresponsável. Eu não sou inconsequente. Ah, não aprovou a reforma, vou embora no dia seguinte. Não existe isso. Agora, posso perfeitamente dizer assim: ‘Olha, já fiz o que tinha de ter sido feito. Não estou com vontade de ficar, vou dar uns meses, justamente para não criar problemas, mas não dá para permanecer no cargo’".

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Além disso, Guedes também destacou que uma 'reforminha', com economia menor que R$ 800 bilhões (contra o R$1,2 trilhão pretendido pela equipe econômica), não resolveria os problemas da Previdência e só remendaria a situação atual, anunciando um caos que poderia chegar já em 2020.

Paulo Guedes ainda comentou a situação atual da Previdência, que tem um déficit que cresce R$ 40 bilhões ao ano. O cenário assusta os mercados e os investidores a sair do país. "Se não fizermos a reforma, o Brasil pega fogo. A velha Previdência quebrou. Não vamos ter nem dinheiro para pagar aos funcionários. Vai ser o caos no setor público, tanto no governo federal como nos estados e municípios", avisa.

Em um diagnóstico de curto prazo, o ministro da Economia prevê: o Brasil pode enfrentar problemas semelhantes ao de seus vizinho sul-americanos. "Podemos virar uma Argentina, com 30% a 40% de inflação. A médio prazo, antes de o governo acabar, uma Venezuela, com desabastecimento, inflação alta, dólar explodindo, zero investimento, desemprego elevado, atraso de salário, atraso de pagamentos a aposentados e pensionistas.”

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