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Próximos passos

Ministro da Infraestrutura promete leilão de estatais ainda em 2019 e detalha novo fundo de infraestrutura

Tarcísio de Freitas também comentou que as instabilidades políticas na América Latina não afetam a agenda de leilões do governo

Tarcísio Gomes de Freitas
Imagem: Divulgação/PPI.gov

As estatais do segmento de logística Valec, Infraero e EPL vão ser unificadas e transformadas em uma única até o fim de 2020, segundo o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Também está em andamento a fusão dos fundos de pensão de empresas ligadas à sua pasta, disse ele.

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"A gente vê que existe alguma superposição entre as atividades dessas empresas. A gente pode, eventualmente, ter essas atividades em uma empresa só, um área administrativa só, uma possibilidade de ter mais eficiência e menos custo. Mas é uma coisa muito embrionária, que está começando agora", disse o ministro, acrescentando que os funcionários das três estatais serão aproveitados. Não haverá demissões.

O principal desafio para a integração das estatais é definir o desenho da nova empresa. Esse período de estudo deve durar de seis a oito meses. Mas, para concluir a fusão não haverá dificuldade. A expectativa é que essa fase seja concluída rapidamente.

[captacao]

"Como o governo é acionista de todas as três estatais, a fusão é uma decisão de assembleia em que o governo é o acionista. Então é muito fácil. A operacionalização é simples, rápida. Difícil é a gente estudar e verificar o melhor modelo", afirmou Freitas, que participa de almoço com palestra promovido pela Câmara Espanhola de Comércio no Brasil.

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O ministro negou a notícia de que um desentendimento com a ala militar do governo tenha motivado a substituição do presidente da Valec. A saída do general Marcio Velloso Guimarães foi anunciada na última sexta-feira. Em seu lugar, assumirá Rafael Castello, atual assessor da diretoria de Mercado de Capitais e Crédito Indireto para Privatizações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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"Não tem nada disso. Isso é bobagem. Não há ala militar, isso é uma piração", contestou. Segundo ele, Castello foi escolhido pela sua experiência no setor privado. "Ele é graduado no IME-Instituto Militar de Engenharia, como eu. É um cara que foi executivo da Samsung, esteve na Coreia como executivo, participou da reestruturação da Gafisa, hoje está no BNDES. Tem densidade para explorar vocações que a Valec tem", acrescentou.

Alguns bilhões para o novo fundo

Tarcísio também confirmou que três fundos já existentes serão agregados num novo fundo de infraestrutura. Hoje, esses três fundos somam R$ 35 bilhões em recursos. A ideia é usar esse dinheiro no fomento a segmentos como os de aviação e naval.

"Eu não deixaria de assistir nenhuma das áreas e teria, na verdade, estoque, fôlego financeiro para fazer muito mais com o que a gente tem hoje", afirmou, em palestra promovida pela Câmara Espanhola de Comércio no Brasil. Segundo o ministro, apenas no fundo de aviação há cerca de R$ 24 bilhões.

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Freitas afirmou ainda que a ideia conta com o apoio do Ministério da Economia.

Instabilidade latina

Sobre as instabilidades políticas na América Latina, Tarcísio disse que o Brasil está protegido e a agenda de leilões será, portanto, mantida. O argumento é que as instituições brasileiras são amadurecidas, o que blinda o País de contágios que poderiam gerar insegurança entre os investidores.

"Estamos conseguindo mostrar para o investidor estrangeiro que criamos um bom ambiente de negócios, amigável, que respeita contratos", afirmou Freitas.

Segundo ele, o interesse de investidores pelo Brasil se manterá em alta. Em sua opinião, o País ainda está em situação de vantagem em relação aos demais. "Se a gente compara o mundo e o Brasil, o que acontece lá fora e aqui, é muito interessante para nós e principalmente para os investimentos em infraestrutura", disse, em palestra na Câmara Espanhola de Comércio no Brasil.

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*Com Estadão Conteúdo.

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