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Comentando sobre episódios em que se pronunciou em dissonância com a opinião do presidente Jair Bolsonaro, Mourão afirmou que, quando não existe decisão para questões, cada um pode dar sua opinião
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, reconheceu, em entrevista à Rádio CBN, que as propostas relativas à capitalização, ao BPC e à aposentadoria rural dentro do texto da reforma da Previdência não estão sendo bem recebidas no Congresso. Mourão ainda sugeriu que, caso esses temas forem retirados da proposta, a economia com a reforma em dez anos pode cair de R$ 1,1 trilhão, que seria obtida com o texto original enviado pelo governo para algo em torno de R$ 500 bilhões. "Precisamos dar uma solução para o problema da Previdência por pelo menos 15 anos", disse.
Comentando sobre episódios em que se pronunciou em dissonância com a opinião do presidente Jair Bolsonaro, Mourão afirmou que, quando não existe decisão para questões, cada um pode dar sua opinião, mas que sua "lealdade à decisões do presidente são inquestionáveis".
O vice-presidente ainda garantiu que tem uma boa relação com Bolsonaro que o orienta quando há posicionamentos divergentes.
Sobre a morte do músico Evaldo dos Santos Rosa a tiros pelo Exército no Rio, o vice-presidente disse que "sob forte pressão e sob forte emoção, ocorrem erros dessa natureza".
Ele ainda avaliou que os disparos foram "péssimos", já que os 80 tiros só atingiram uma pessoa dentro do carro. "Houve uma série de disparos contra o veículo da família. Uma pessoa só foi atingida, então foram disparos péssimos."
Ele comentou também que um processo militar foi aberto e que, uma vez comprovada a culpa dos militares envolvidos, as providências cabidas devem ser tomadas.
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