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SEM BUROCRACIAS

Em evento na CNI, Bolsonaro faz acenos ao empresariado ao criticar “burocracias”

"Cada instrução normativa deve ser muito bem pensada. Deve atender ao interesse do Brasil. Não de grupos", disse o presidente

Presidente da República, Jair Bolsonaro.
Imagem: Alan Santos/PR

Homenageado em cerimônia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente Jair Bolsonaro fez nesta quarta-feira, 11, acenos ao empresariado ao criticar "burocracias", agências reguladoras e prometeu rever regras da Receita Federal e decretos "que porventura estejam atrapalhando".

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"Nós temos decretos, por muitas vezes, que vão além da legislação e atrapalham vida de todos. Ofereço aos senhores, o que tiver em decretos que porventura estejam atrapalhando, nos procurem. Em poucos dias submetemos essa proposta de novo decerto a nossa assessoria jurídica. E, se for o caso, mudamos o decreto", afirmou Bolsonaro a uma plateia de empresários.

Bolsonaro recebeu da CNI o Grande Colar da Ordem do Mérito Industrial. A entidade também divulgou pesquisas e opinião feitas entre industriais e com a população em geral sobre políticas do governo.

No evento, o presidente afirmou que muitas vezes as agências reguladoras, "para o bem e para o mal", têm poder maior que ministérios. Ao dizer que Paulo Guedes, ministro da Economia, é aliado para a desburocratização, Bolsonaro declarou que deve rever instruções normativas da Receita Federal. "Cada instrução normativa deve ser muito bem pensada. Deve atender ao interesse do Brasil. Não de grupos", disse.

Bolsonaro voltou a afirmar que o País está mudando porque o governo valoriza a família, tem lealdade a seu povo, adora a Deus e reconhece militares. "A classe militar é tão atacada porque éramos último obstáculo ao socialismo", disse.

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O presidente agradeceu a classe política. "Que reconheceu a necessidade de ter ministros, presidentes de bancos, chefes de estatais, reconhecidos com a nação e não com partidos políticos. Fórmula que não deu certo no passado."

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Política ambiental

Bolsonaro atribuiu as críticas que tem recebido por causa da sua política ambiental a uma "questão econômica". O presidente ironizou ainda críticas por ter derrubado decreto que impedia plantação de cana-de-açúcar na Amazônia.

"Espero que o pessoal da COP-25 não venha nos acusar de querer substituir a floresta amazônica por um grande canavial. A sanha, a maneira como nos atacam nessa questão ambiental, virou uma política econômica", disse.

O presidente afirmou também que o "homem do campo" está "menos apavorado" em seu governo com a fiscalização.

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A ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, voltou a tema de declarações do presidente. "Tem até uma pirralha que tudo o que ela fala à nossa imprensa, a nossa imprensa, pelo amor de Deus, dá um destaque enorme. Ela está agora fazendo o seu showzinho lá na COP 25. Mas tudo bem. Eu acredito nós temos, ao trabalhar em equipe, meios de mudar o Brasil", afirmou.

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