Menu
2019-04-04T13:46:30-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Voltando para casa

Bolsonaro volta à realidade e decide sobre Previdência de militares

Expectativa é que presidente decida, ainda hoje, que modelo será adotado, enviando texto ao Congresso

20 de março de 2019
8:50 - atualizado às 13:46
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro - Imagem: Shutterstock

Depois de sorrisos e satisfação com a recepção de Donald Trump, o presidente Jair Bolsonaro volta a Brasília e a realidade se impõe. O presidente deve bater o martelo sobre o modelo de reforma da previdência dos militares. A expectativa é que o texto chegue ao Congresso ainda nesta quarta-feira destravando o andamento da reforma da Previdência dos servidores públicos e civis.

O ponto que gera discussão é uma pretendida reestruturação de carreiras dos militares, que resultaria em gasto inicial de R$ 10 bilhões nos primeiros 10 anos, segundo cálculos preliminares. O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou, por outro lado, que a proposta para os militares vai resultar em economia para os cofres públicos "ao longo e ao fim" do período desse período de anos.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, já tinha manifestado sua insatisfação com a eventual reestruturação de carreira, dizendo que a categoria está “querendo entrar nesta festa no finalzinho, quando já está amanhecendo, a música está acabando e não tem mais ninguém para dançar", em referência à falta de espaço fiscal para eventuais reajustes.

A ideia de reestruturar carreiras já tinha surgido como uma forma de tratar a peculiaridades da carreira durante a ativa e não quando os militares vão para a reserva. Vale notar, também, que no caso dos militares não se fala em “previdência”, mas sim em plano de “assistência”.

Nesta quarta-feira, Maia volta a mostrar “decepção” com a articulação política do governo com relação à reforma, segundo nos informa a “Folha de S.Paulo”. O presidente da Câmara é defensor da reforma, mas reclama da falta de "instrumentos" para costurar apoio na Casa.

A notícia pode ser vista como mais um pedido de ajuda tanto a Bolsonaro, como ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que são os detentores desses ditos “instrumentos”, que são cargos e verbas.

Bolsonaro, no entanto, segue no impasse de quanto ceder, para não perder o discurso de que não vai compactuar com a “velha política” de “toma lá, dá cá”. Esse continua sendo um equilíbrio difícil e essencial na formação de uma base de apoio no Congresso.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

Fiador sem crédito

Investidores veem omissão de Guedes no Renda Cidadã e mostram cansaço com “Posto Ipiranga”

Agentes do mercado financeiro questionam voto de confiança no ministro da Economia como fiador da disciplina fiscal

recadinho

Relevância do cumprimento do teto no pós-crise será ainda maior, diz Tesouro

Tesouro Nacional reforçou o alerta de que é preciso acelerar as reformas para manter a confiança dos investidores e os juros baixos

impacto fiscal

Rombo nas contas do governo soma R$ 647,8 bilhões até agosto

O resultado, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, sucede o déficit de R$ 87,835 bilhões de julho

GIGANTE DEBILITADO

Membro do Fed projeta contração de 3% do PIB dos EUA em 2020

Presidente da distrital de Dallas também estima crescimento de 3,5% da economia em 2021

compras em meio à crise

Cauteloso no início da pandemia, Warren Buffett investiu US$ 19 bilhões desde julho

No terceiro trimestre, a Berkshire Hathaway anunciou a compra de ativos de energia, aumentou participação em banco e até embarcou em um IPO de tecnologia

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements