Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Mercado de capitais

IPO da Centauro testa demanda dos investidores pelas ofertas de ações na bolsa

Varejista de produtos esportivos faz primeira abertura de capital do ano. Número de ofertas, incluindo as de empresas já listadas na bolsa, pode chegar a 40 em 2019. Isso com a reforma da Previdência aprovada, é claro

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
15 de abril de 2019
5:59 - atualizado às 9:53
Loja da Centauro
Imagem: Reprodução

Depois de um começo de ano morno, para dizer o mínimo, as ofertas de ações prometem esquentar a bolsa nos próximos meses. O primeiro grande teste para o mercado acontece hoje com a definição do preço por ação no IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações) da varejista de produtos esportivos Centauro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se tudo der certo - o que significa reforma da Previdência aprovada e um cenário externo favorável -, podemos chegar ao fim do ano com até 40 emissões. O número inclui emissões de ações de empresas novas (IPO) e de companhias já listadas, operação conhecida como “follow on”.

Eu já escrevi que o processo de abertura de capital na bolsa é parecido com um casamento de uma companhia em busca de recursos com investidores no mercado. E as ações funcionam como uma espécie de “aliança”.

Como em todo casamento, nem todos têm finais felizes. Afinal, trata-se de um investimento de risco, em um nível até maior do que a “simples” compra de ações de empresas já listadas na bolsa.

Mas nos casos em que a união dá certo, a rentabilidade costuma mais que compensar. Para ficar em um exemplo recente de aberturas de capital bem sucedida, temos o Banco Inter, cujas ações triplicaram de valor em apenas um ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta matéria eu dou algumas dicas sobre o que você deve olhar antes de investir em um IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações). Mas antes trago um pouco da expectativa de bancos e grandes investidores para esse mercado.

Leia Também

Vai engrenar?

Neste ano até a semana passada haviam ocorrido apenas quatro ofertas na bolsa brasileira, todas com ações já listadas: a locadora de veículos Localiza, a resseguradora IRB, da rede de fast food Burger King e a geradora de energia Eneva. Juntas, as operações somaram R$ 6,2 bilhões.

A primeira empresa a efetivamente testar o altar da B3 neste ano é a SBF, dona da Centauro, em uma oferta de até R$ 908 milhões. A definição do preço por ação no IPO da empresa acontece hoje, mas na semana passada já havia demanda para garantir a empresa na bolsa, segundo informações de mercado.

Quem também está na fila e prepara o lançamento as suas ações até o fim deste mês é a Vamos, companhia de locação de caminhões, máquinas e equipamentos do grupo JSL, que pode levantar até R$ 1,276 bilhão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se os dois primeiros IPOs do ano saírem do papel, o número de ofertas realizadas já empata com o de 2018, quando houve três aberturas de capital e três “follow ons”.

Privatizações na bolsa

O ambicioso plano de privatizações e vendas de participações em empresas estatais do governo Bolsonaro deve impulsionar a nova safra de ofertas de ações na bolsa, me disse Bruno Boetger, diretor executivo do Bradesco BBI.

O Bradesco fez um levantamento com base na lista de empresas e participações que o governo pretende colocar à venda e concluiu que as privatizações podem render até R$ 500 bilhões aos cofres públicos.

“Podemos ter o melhor ano da década para os IPOs”, disse Boetger, que espera um total de 30 a 40 ofertas neste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apenas nos próximos dois anos, o governo pode levantar R$ 221 bilhões. Desse total, R$ 57 bilhões devem acontecer com a abertura de capital das estatais na bolsa.

Outros R$ 101 bilhões virão com a venda de ações de empresas já listadas, como as participações que os bancos públicos detém na Petrobras. Só o BNDES possui mais de R$ 45 bilhões em ações da petroleira.

Mas foi a Caixa Econômica Federal quem deu o pontapé inicial com a venda das ações que o banco detinha no IRB na oferta realizada em fevereiro.

A resseguradora, aliás, é outro bom exemplo de que como as privatizações podem ser um bom negócio para quem investe. Desde o IPO, em julho de 2017, as ações do IRB acumulam uma valorização de mais de 280% na B3.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Semestre garantido, mas e depois?

Para Roderick Greenlees, diretor do Itaú BBA, o ano para as ofertas de ações na verdade começou em outubro passado, com a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais.

Somando, então, os dois “follow ons” realizados em dezembro, da locadora de veículos Unidas e da Notredame Intermédica, temos seis operações realizadas além das duas em andamento nesse novo ciclo do mercado.

A expectativa do diretor do Itaú BBA é de que o número de ofertas fique entre 10 e 15 até julho deste ano. Ele não vê grande risco para o cumprimento dessa meta apesar dos ruídos políticos em torno da aprovação da reforma da Previdência.

“Para o segundo semestre o cenário fica mais nebuloso, mas se a reforma for aprovada devemos ter entre 20 e 30 ofertas de ações neste ano”, ele me disse, em uma entrevista por telefone.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Rumo a NY

As projeções dos bancos de investimento, que são os responsáveis por preparar as empresas e depois apresentá-las e vendê-las ao mercado, também considera as ofertas de companhias brasileiras realizadas em Nova York.

Essa tendência ganhou força no ano passado com as aberturas de capital lá fora da empresa tecnologia para a educação Arco e das maquininhas de cartão Pagseguro e Stone. Entre as candidatas a listar suas ações no exterior neste ano estão os bancos digitais Nubank e Agibank.

O fenômeno da listagem de empresas brasileiras em Nova York deve ficar restrito ao setor de tecnologia, que encontra nas bolsas internacionais uma base específica de investidores que não vêm para o Brasil, segundo o diretor do Itaú BBA. “Não haverá uma migração de empresas para fora”, diz.

Vale a pena?

O investimento em ações em processos de IPO divide os investidores profissionais. Um dos gestores com quem eu conversei para esta matéria me disse simplesmente que não entra nesse tipo de operação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Por não haver um histórico na bolsa e pelo fato de os donos da empresa terem muito mais informação do negócio do que eu, prefiro ficar de fora”, me disse o gestor, que pediu para não ser identificado.

De fato existem mais riscos no investimento na fase do IPO do que em ações que já são negociadas. Para cada Banco Inter ou IRB existem várias empresas cujo preço só caiu depois da abertura de capital. Isso sem falar nos de companhias que simplesmente quebraram.

Com quase US$ 600 bilhões (R$ 2,3 trilhões) sob gestão, sendo R$ 15 bilhões no Brasil, a britânica Schroders avalia todas as ofertas que vem a mercado, me disse Alexandre Moreira, responsável pela área de renda variável para América Latina da gestora.

Moreira dá algumas dicas para quem pretende investir nas ações de uma empresa durante o processo de abertura de capital com foco no médio e longo prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A primeira resposta que você precisa buscar é a razão do IPO da companhia. Ou seja, porque a empresa quer captar dinheiro de investidores no mercado. Ofertas cujos recursos vão majoritariamente para o bolso dos controladores não costumam ser bem vistas, mas podem se justificar, por exemplo, nos processos de privatização planejados pelo governo.

O gestor da Schroders também recomenda uma análise da reputação do controlador e dos administradores da companhia. “Em vários casos uma simples busca no Google pode ser reveladora”, afirma.

É importante também dar uma checada o histórico de resultados da empresa, e não apenas o último ano, que pode mostrar trazer um crescimento atípico. Essas e outras informações você encontra no prospecto do IPO, onde também estão listados os principais fatores de risco da empresa e da oferta de ações.

Se o passado é relevante, mais ainda é o futuro da companhia que pretende listar suas ações na bolsa. “Analisamos se demanda pelo produto vendido pela empresa vai crescer e se o produto continuará necessário nos próximos anos”, diz Moreira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia pode passar por todos esses testes, mas mesmo assim o investimento pode não valer a pena se o preço das ações for muito alto, segundo o gestor. Uma forma de saber o valor relativo é comparar a empresa com outras do mesmo setor já listadas na bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
LOCATÁRIOS DE PESO

Alianza Trust Renda (ALZR11) traz Fleury (FLRY3) para o portfólio de inquilinos com compra de imóvel — e Shopee pode ser a próxima

1 de abril de 2026 - 13:59

As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte

AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

VISÃO DE ESPECIALISTA

Elétricas, petróleo e construtoras: onde se escondem as oportunidades na bolsa, segundo gestores

31 de março de 2026 - 15:32

Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Maior alta do Ibovespa: Natura (NATU3) salta mais de 10% com “selo” de gigante global e outro acordo de acionistas. Hora de comprar?

31 de março de 2026 - 14:31

Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.

ALÉM DOS GRINGOS

Virada de jogo? Brasil se destaca entre emergentes e investidor local volta à B3, diz Itaú BBA

30 de março de 2026 - 18:04

Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência

VIRADA DE CARTEIRA

Brasileiros perdem interesse na renda fixa e ações ganham espaço aos poucos — mesmo com a guerra aumentando os riscos, diz XP

30 de março de 2026 - 15:42

Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem

EFEITO BRENT

Guerra, petróleo em alta e novos poços: a combinação que colocou a Brava (BRAV3) no topo da bolsa nesta segunda

30 de março de 2026 - 13:18

Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa

MERCADOS HOJE

Ibovespa e dólar avançam com mercado dividido sobre a guerra e Galípolo “ganhando tempo”; veja os destaques de hoje

30 de março de 2026 - 11:55

Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC

FOME DE AQUISIÇÃO

O ‘pacman dos FIIs’ está de volta: GGRC11 fecha compra milionária de galpões; confira os detalhes da operação

30 de março de 2026 - 10:42

De acordo com o FII, a operação, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim de abril

QUEM EMAGRE E QUEM GANHA PESO

Fenômeno das canetas emagrecedoras: o “clique” de R$ 50 bilhões que está chacoalhando a bolsa brasileira

28 de março de 2026 - 17:15

Itaú BBA fez uma lista de ações que ganham e que perdem com a popularização do medicamento; confira o ranking

ANOTE NA AGENDA

Depois de sobreviver à guerra e acumular 3% de alta, Ibovespa dá de cara com dados de emprego na semana

28 de março de 2026 - 12:35

Do Caged ao Payroll, a semana será de temperaturas elevadas para a economia global; saiba como os indicadores e as tensões no Oriente Médio mexem com o seu bolso

COMMODITIES, CARRY E ELEIÇÃO

Real barato e petróleo no radar: por que o Bank of America aposta no Brasil contra o México

28 de março de 2026 - 11:32

Com o petróleo em alta e um carry trade atrativo, o BofA Securities aposta na moeda brasileira; confira os alvos da operação e como o cenário eleitoral pode ditar o ritmo do câmbio

O PRÊMIO DE CADA SHOPPING

Multiplan (MULT3), Iguatemi (IGTI11) ou Allos (ALOS3)? Bradesco BBI diz qual é a ‘favorita’ em receita, escala e consistência

27 de março de 2026 - 18:15

Analistas se debruçaram sobre as diferenças das ações de shoppings e afirmam que a qualidade dos portfólios justifica o patamar de preços de cada papel

FII EXPERIENCE 2026

‘O jogo dos FIIs mudou completamente’: Luiz Augusto, sócio fundador da TRX, conta a estratégia da gestora para crescer na nova fase do mercado

27 de março de 2026 - 14:12

O setor caminha para uma redução no número de fundos imobiliários e um foco em veículos maiores, mais robustos e líquidos

DINHEIRO NA CONTA

Renda extra vai pingar: B3 (B3SA3) pagará R$ 372,5 milhões em juros sobre capital próprio — até quando investir para ter direito?

27 de março de 2026 - 13:11

Data máxima para investir nas ações da B3 e ter direito ao pagamento se aproxima; confira o valor por ação e o calendário para a renda extra cair na conta

VEJA DETALHES DO BALANÇO

Azul (AZUL53) tem prejuízo 330% maior em 2025 e projeta ‘voo eficiente’ para este ano

27 de março de 2026 - 12:57

Companhia reporta lucro de R$ 125 milhões no ano passado após prejuízo bilionário em 2024, enquanto resultado ajustado aponta perda de R$ 4,3 bilhões; veja os números

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia