Menu
2019-08-08T14:01:52-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
de olho nos preços

Inflação oficial registra menor taxa para julho em 5 anos

IPCA passou de 0,01% em junho para 0,19% neste mês, informou o IBGE nesta quinta-feira

8 de agosto de 2019
11:59 - atualizado às 14:01
Consumo inflação mercado
Imagem: Shutterstock

A inflação passou de 0,01% em junho para 0,19% em julho - menor taxa para o mês desde 2014, quando ficou em 0,01%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira, 8, pelo IBGE.

O índice acumula alta de 2,42% em 2019 e de 3,22% nos últimos 12 meses, seguindo abaixo da meta de 4,25% definida para o ano.

A alta foi puxada pelo aumento da energia elétrica, que segundo o instituto, aconteceu pela mudança da bandeira tarifária, que passou de verde para amarela, e o reajuste da tarifa em São Paulo.

De acordo com o analista da pesquisa, Pedro Kislanov, se não fosse a energia elétrica, o IPCA de julho ficaria muito próximo da estabilidade, pois outros grupamentos importantes, como alimentação, transportes e saúde e cuidados pessoais, tiveram estabilidade ou queda.

Grupos

O grupo alimentação e bebidas, que responde por cerca de um quarto das despesas das famílias, ficou estável, com variação de 0,01%. “Por um lado, houve aumentos em alimentos como cebola, frutas e carnes. Por outro, tomate, hortaliças e batata-inglesa tiveram quedas nos preços”, esclarece Pedro.
Já os transportes tiveram deflação em julho, com uma variação de -0,17% e impacto de -0,03 p.p. Apesar das passagens aéreas terem aumentado pelo segundo mês seguido, foram os combustíveis que ditaram o comportamento de queda do grupo. “A gasolina caiu 2,80% e já vinha de uma queda de 2,04% em junho. Também o etanol caiu 3,13%, vindo de uma queda de 5,08% no mês anterior”, analisa Pedro.

Destacou-se ainda, a deflação observada no grupo saúde e cuidados pessoais, que caiu 0,20% por conta dos itens de higiene pessoal, que tiveram descontos e promoções. Com isso, o grupo gerou um impacto negativo de -0,02 p.p.

Por outro lado, o grupo de despesas pessoais subiu 0,44%, ficando com o segundo maior impacto positivo no mês (0,05 p.p). O grupo foi pressionado pelos itens excursão, com aumento de 4,43%, e empregado doméstico, com aumento de 0,24%.

Pressões pontuais

Em avaliação sobre os números mensais, o gerente no Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE, Fernando Gonçalves, afirmou que a inflação sofre pressões pontuais, não há nada ainda que indique influência de um eventual aumento na demanda por bens e serviços.

Segundo Gonçalves, o aumento sazonal na procura por passagens aéreas e alimentação fora de casa durante as férias de julho impulsionou os preços desses itens no mês. No entanto, a elevada informalidade no mercado de trabalho e o alto nível de endividamento das famílias ainda não dão segurança para que aumentem o consumo, opina o pesquisador.

"Só pressões pontuais, nada que indique pressão de demanda", disse Gonçalves.

Para as próximas leituras do índice de preços, o gerente do IPCA lembra que está previsto o impacto da entrada em vigor da cobrança extra na conta de luz pela incidência da bandeira vermelha, mas a safra recorde esperada para este ano pode ajudar a amenizar a pressão sobre a inflação através dos alimentos. "Pode ser que tenha impacto para frente sim, se for uma safra boa. Considerando que alimentos tem peso de um quarto do índice", lembrou.

A bandeira vermelha patamar 1 implicará na cobrança de energia elétrica em agosto de R$ 4,00 adicionais a cada 100 kW/h consumidos. "A gente tem que ver os outros componentes para saber como vai ficar (o IPCA). Isso (bandeira vermelha) com certeza tem um impacto no índice como um todo. A safra agrícola veio muito boa, alimentos têm peso importante", acrescentou.

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

mercado de ações

A B3 vai ter concorrência, mas não hoje: os riscos e oportunidades dos desafiantes ao monopólio da bolsa brasileira

Autorização para a empresa Mark2Market operar como central depositária de títulos volta a esquentar debate sobre atuação da B3, mas mercado vê quebra de monopólio improvável no curto prazo

Triste marca

Brasil registra mais de 500 mil mortos por covid-19

Em 24 horas foram 2.301 óbitos e 82.288 novos casos. Em nota, Conass ressalta que o Brasil tem 2,7% da população mundial, e é responsável por 12,8% das mortes

Here comes the sun

Energia solar ruma para liderança no País até 2050

O sol será responsável por 32% da geração, ao mesmo tempo em que a participação das hidrelétricas deve cair para cerca de 30%

ESTRADA DO FUTURO

Os três setores mais lucrativos em tecnologia, e por que você deve investir neles

Integração entre softwares e Inteligência Artificial são dois dos segmentos que devem fazer parte de qualquer portfólio de investimentos vencedor

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies