E se Mary Poppins for para Brasília?
As coisas não vão nada bem na casa da família Banks quando uma babá chega para arrumar a casa. As crianças não se comportam e ninguém é feliz. Mary Poppins chega para mudar a vida deles. Ela voa no seu guarda-chuva encantado, pula dentro de desenhos do parque e dança com limpadores de chaminé nos […]

As coisas não vão nada bem na casa da família Banks quando uma babá chega para arrumar a casa. As crianças não se comportam e ninguém é feliz. Mary Poppins chega para mudar a vida deles. Ela voa no seu guarda-chuva encantado, pula dentro de desenhos do parque e dança com limpadores de chaminé nos telhados. Tudo é lindo no mundo da fantasia.
Vamos voltar à realidade. O Brasil tem um severo problema fiscal para enfrentar. Mesmo assim, os investidores deram um voto de confiança ao governo atual. Ainda estamos em março e a bolsa brasileira já subiu cerca de 13% em 2019 e alcançou a histórica marca de 100 mil pontos. Nada mal.
Até onde ela vai? Depende. Os economistas têm previsões diferentes para o cenário mais pessimista e para o mais otimista. O que se considera mais provável, em geral, é uma estimativa que fica no meio do caminho entre um e outro. E se tudo der certo?
Bem, vamos pensar no melhor cenário. Se a Mary Poppins bater na porta do Congresso para colocar o país em um mundo encantado de felicidade, ventura e equilíbrio fiscal, quanto a bolsa vai subir?
O Vinícius Pinheiro conversou com o chefe da análise de ações do Bradesco BBI, André Carvalho, para entender os diferentes cenários e perspectivas para a bolsa. Eu quero acreditar que tudo vai dar certo. Mas é bom você não contar com uma babá encantada para resolver a situação do Brasil em um passe de mágica. Entenda os diferentes cenários para a bolsa nesta reportagem.

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Agendas alinhadas
Quando a equipe do Seu Dinheiro estava reunida para decidir as pautas desta semana, o Eduardo Campos chamou a nossa atenção para um fato curioso em 2019: quase todas as reuniões do Copom e do Fed ao longo deste ano vão acontecer no mesmo dia - algo que inevitavelmente vai tornar todas essas datas especiais para o seu dinheiro.
A primeira delas, no caso, é hoje. Por aqui, Roberto Campos Neto faz sua estreia como presidente do BC. Por lá, Jerome Powell deve trazer novas pistas sobre o que o BC americano pretende fazer daqui para frente. Para você não ficar perdido no meio de tanto encontro, o Edu preparou esta matéria explicando o que esperar de cada decisão.
Falando de imóveis com o Leão
Se você é como eu, uma fã declarada do mercado imobiliário, terá algumas contas para acertar com o leão. A declaração de aluguéis - tanto os pagos como recebidos - é item obrigatório no Imposto de Renda e pode gerar muitas dúvidas entre os contribuintes. Para esclarecer todas elas, a Julia Wiltgen preparou esta reportagem especial sobre como declarar seus aluguéis da forma correta.
De volta para a realidade...
Depois de uma rápida visita pelos Estados Unidos, Jair Bolsonaro retornou hoje e deve encarar a realidade das reformas. O presidente deve bater o martelo, especialmente, sobre o modelo de reforma da Previdência dos militares. O texto deve chegar hoje ao Congresso e com isso, a expectativa é que o documento destrave o andamento da PEC dos servidores e civis que já está na CCJ. Saiba mais
Troca-troca
Paulo Guedes deu a deixa e Donald Trump atendeu o pedido de apoio à candidatura do Brasil como membro da OCDE. Mas como não existe almoço grátis, o presidente americano logo pediu uma contrapartida. E o governo brasileiro disse que vai “começar a renunciar” ao tratamento dado aos emergentes na OMC. Confira os detalhes dessa negociação aqui.
Dinheiro à vista
Depois de quase seis anos de espera, a Petrobras pode ter uma boa notícia em breve. A petroleira espera receber mais de US$ 18 bilhões do governo e da iniciativa privada para dar fim à disputa sobre o valor das reservas de petróleo. As informações são da “Bloomberg”. Se entrar dinheiro no caixa da estatal, ele pode ser usado para ajudar a petroleira a reduzir uma parte do seu endividamento. É bom pra quem tem ações da empresa. Saiba mais
A Bula do Mercado - Dia de decisão

A tão aguardada “super quarta-feira” chegou e com ela muita ansiedade em torno das decisões sobre a taxa básica de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Mesmo que mudanças não sejam esperadas, a expectativa gira em torno dos próximos passos do Fed e do Copom.
No Brasil, os investidores analisam a primeira reunião sob o comando de Roberto Campos Neto, mas as reações do mercado financeiro devem ficar para amanhã. No radar também entra o tão aguardado texto da reforma da previdência militar, que pode chegar ainda hoje ao Congresso após passar pelo crivo do presidente Jair Bolsonaro.
O encontro do presidente com os principais líderes da direita nos Estados Unidos ampliou o otimismo nos negócios. Agora, é preciso avaliar o impacto da concessão feita pelo Brasil na OMC para agilizar sua entrada na OCDE e o apoio dado pela Casa Branca.
E ainda não foi dessa vez que o Ibovespa encerrou o dia acima dos 100 mil. Ontem, o índice fechou com queda de 0,41%, aos 99.588,37 pontos. O dólar recuou 0,06%, a R$ 3,7891. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.
Um grande abraço e ótima quarta-feira!
Agenda
Índices
- Reino Unido divulga inflação em fevereiro
- Banco Central divulga dados do fluxo cambial semanal
Balanços
- No Brasil: Lojas Americanas, B2W, Eneva, Anima e Randon
Bancos Centrais
- Copom decide nova taxa Selic
- Fed decide taxa de juros nos Estados Unidos, com coletiva de Jerome Powell na sequência
Política
- Bolsonaro deve encaminhar proposta de reforma da Previdência dos militares ao Congresso
- Theresa May fala ao Parlamento britânico
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