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Segundo o vice-presidente, o Brasil tem tentado criar o 'ambiente político propício' e um clima de confiança para diversificar as exportações à China

O presidente em exercício Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira, 9, que o mundo acompanha com "apreensão" a escalada das barreiras tarifárias e o aumento do risco de recessão global pelo conflito entre a China e os Estados Unidos. Durante cerimônia de 15 anos do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), ele disse que qualquer ganho de curto prazo que o Brasil está tendo com o conflito pode ficar comprometido com a desaceleração global.
"Sabemos que ganhos de curto prazo para o Brasil, como a demanda por soja, podem ficar comprometidos pela redução global da atividade econômica", afirmou Mourão.
Ele disse que o Brasil quer diversificar as exportações à China. Segundo Mourão, ir além das vendas de produtos de baixo valor agregado - como soja e minério - é um "desafio persistente" do País. "O colosso asiático não deve ser visto apenas como destino fácil para exportação de commodities. A China amplia e diversifica sua presença política e econômica no exterior, apresentando-se como protagonista", comentou.
Segundo ele, o Brasil tem tentando criar o "ambiente político propício" e um clima de confiança para diversificar as exportações à China. O presidente disse ainda que a guinada no consumo interno chinês, bem como a disposição da China em fazer investimentos em infraestrutura no exterior, são oportunidades para o Brasil.
O Ministério da Agricultura brasileiro recebeu nesta segunda comunicação oficial da Administração Geral da Aduana da China (GACC) sobre a habilitação de 25 novos frigoríficos de carne - 17 de bovinos, seis de frango, uma de suínos e uma de asininos. Com isso, o País, que antes tinha 64 plantas habilitadas a exportar para o gigante asiático, passa a ter 89.
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