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vai vingar?

Nova lei das agências reguladoras é oficializada com veto à lista tríplice

Congresso, no entanto, ameça derrubar o veto presidencial; proposta vinha sendo criticada por Bolsonaro desde semana passada

Jair Bolsonaro discursa em Dallas (EUA)
Deputados e senadores sinalizam que a análise do veto de Bolsonaro, que é feita em sessão do Congresso, terá prioridade.Imagem: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta terça-feira, 25, projeto que trata da gestão e da organização das agências reguladoras. A nova lei foi publicada nesta quarta-feira, 26, no Diário Oficial da União. No Congresso, parlamentares já prometem derrubar o veto presidencial.

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Bolsonaro chegou a acusar deputados e senadores de tentarem retirar suas atribuições, transformando-o em uma "rainha da Inglaterra". O presidente alegou que o projeto previa a possibilidade de delegar ao parlamento a função de escolher os nomes, e "restringe a competência constitucionalmente conferida ao Chefe do Poder Executivo para fazer as indicações desses dirigentes".

A justificativa principal é que o artigo como foi aprovado pelo Congresso viola dispositivo da Constituição que prevê que compete privativamente ao presidente da República a nomeação de ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República, o presidente e os diretores do Banco Central e outros servidores.

O texto aprovado no Congresso, porém, estabelece que a lista tríplice seja elaborada por uma comissão de seleção, que terá sua composição e forma de atuar regulamentadas pelo próprio presidente da República. O texto do projeto também mantém com o presidente a prerrogativa de indicar os nomes dos dirigentes das agências.

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Impasse

Deputados e senadores sinalizam que a análise do veto de Bolsonaro, que é feita em sessão do Congresso, terá prioridade. Até parlamentares do PSL, partido do presidente, admitem que será difícil mantê-lo, diante da insatisfação do Congresso com Bolsonaro.

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Para a senadora Simone Tebet (MDB-MS), uma das relatoras quando a proposta tramitou no Senado, o voto é um passo contrário ao caminho traçado pelo presidente da República, o do combate à corrupção.

Ela disse ser "improcedente" a alegação de que, com a proposta, Bolsonaro seria transformado em uma "rainha da Inglaterra", e afirmou acreditar que ele foi induzido ao erro. "É o presidente que vai fixar as regras que achar mais conveniente. O que nós fizemos foi justamente moralizar o processo", disse.

Na Câmara, o líder do PDT, André Figueiredo (CE), confirmou a disposição dos colegas em derrubar o veto. "É um projeto antigo que quase não altera a competência do presidente. Não tem porque esse governo vetar nada", afirmou.

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O líder do Solidariedade, deputado Augusto Coutinho (PE), concorda e diz que, atualmente, "nada do que vem do governo está tendo boa vontade no Congresso".

Vai mudar 

O projeto transformado em lei nesta terça por Bolsonaro e publicado nesta quarta no Diário Oficial da União proíbe a recondução de dirigentes de agências reguladoras aos cargos. O mandato, dessa forma, aumenta de quatro para cinco anos.

Como regra de transição, quem já está no exercício dos cargos e ainda não foi reconduzido poderá ficar por um novo período, só que de quatro anos. Os candidatos a uma vaga na diretoria colegiada serão obrigados a comprovar experiência de cinco anos para ocupar o posto.

De acordo com o texto da proposta, perderão o mandato membros do Conselho Diretor ou da Diretoria Colegiada das agências que tenham condenação penal irrecorrível por crime doloso ou processo disciplinar e dirigentes que exercerem outra atividade profissional que não seja dar aulas.

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Pela nova lei, os dirigentes também ficarão proibidos de participar de sociedade ou comando de empresa de qualquer espécie. Além disso, não poderão exercer atividade sindical e político-partidária ou ter alguma participação que configure conflito de interesses com o cargo ocupado na agência. Não poderão ser indicados diretores que tenham trabalho em empresa da área de regulação nos 36 meses anteriores.

A medida dá ainda autonomia orçamentária às agências reguladoras e ao Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

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