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Tá complicado

Líder do PSDB diz que articulação política por parte do governo é zero

Deputado Carlos Sampaio lembrou que o governo de Jair Bolsonaro enfrenta dificuldades dentro do próprio partido

Carlos Sampaio (PSDB-SP)
Carlos Sampaio (PSDB-SP) - Imagem: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), fez uma crítica direta à articulação do governo no Congresso para a aprovação da reforma da Previdência.

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Após se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na sede do ministério, ele afirmou que a falta de articulação "é um dos grandes problemas que o governo enfrenta hoje". "A articulação política hoje é zero por parte do governo", acrescentou.

Sampaio lembrou que o governo de Jair Bolsonaro enfrenta dificuldades dentro do próprio partido, o PSL, e também para constituir uma base de apoio.

Segundo ele, muitos partidos estão apoiando a reforma dentro da Câmara porque acreditam na importância da matéria. "O PSDB tem autonomia, independência, não é base do governo, mas quer ajudar o País", citou.

O deputado e membros da bancada do PSDB estiveram em reunião nesta terça com Guedes e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, para discutir pontos da reforma.

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"Foi uma reunião importante para colocar ao ministro não só o sentimento conceitual favorável à reforma, como também para colocar quais são os assuntos que nos afligem", disse Sampaio.

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Entre esses assuntos, estão pontos ligados à transição, ao envolvimento dos Estados e municípios, à aposentadoria rural, ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), à aposentadoria por invalidez e à pensão por morte", disse Sampaio.

"Precisamos de dados para saber quais as sugestões de melhoramento que poderemos fazer", acrescentou o líder do PSDB, lembrando que Guedes assumiu o compromisso de abrir os números na primeira audiência pública da comissão especial para debater o tema.

Sampaio afirmou ainda que a reforma deve ser votada ainda nesta terça ou na manhã desta quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

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"O importante é podermos discutir a Previdência na comissão especial o quanto antes", acrescentou. "Previdência é tema urgente para o Brasil. Quanto antes for instalada a comissão especial, melhor."

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