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Mudanças no horizonte

Governo promete à indústria “revogaço” e pacote de competitividade em 15 dias

Promessas foram feitas durante encontro entre onze entidades industriais, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes
Jair Bolsonaro e Paulo Guedes - Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock / Fotos Públicas

Além de finalmente realizar um "revogaço" de medidas burocráticas nos próximos dias, o governo prometeu nesta segunda-feira, 25, a empresários da indústria o lançamento de um pacote de competitividade para as empresas nas próximas duas semanas - incluindo ações para baratear o custo da energia. Onze entidades industriais se reuniram nesta segunda com o presidente Jair Bolsonaro e com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para manifestarem apoio integral à reforma da Previdência.

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"É preciso limpar o terreno para que o empreendedor se sinta seguro e confortável para tocar os seus negócios", afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel. "O governo nos disse nesta segunda que fará nos próximos dias um 'revogaço' de medidas que complicam o ambiente de negócios. Mas ainda não temos detalhes sobre quais normas desse entulho burocrático serão derrubadas", completou.

Os executivos também levaram ao governo a necessidade de realização de uma reforma tributária com mais transparência e justiça na cobrança de impostos, isentando completamente as exportações. A necessidade de uma maior disponibilidade de crédito de longo prazo também foi levada pelos empresários ao Planalto.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Carlos Megale, afirmou que o custo de capital de giro hoje é um dos maiores entraves enfrentados pela indústria. "Embora tenhamos hoje uma Selic controlada no nível mais baixo da história, ainda há um custo excessivo de crédito que tira competitividade dos produtos nacionais", comentou.

Da sua parte, o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, alertou que as exportações brasileiras de produtos manufaturados estão estagnadas desde 2014 devido ao custo Brasil. "Acreditamos que a aprovação das reformas previdenciária, trabalhista e tributária possibilitará ao País retomar o crescimento nesses embarques", afirmou.

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O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, apontou que há hoje uma demanda reprimida muito grande no setor. "É preciso retornar a confiança na economia para que as empresas possam voltar a investir e tomar crédito. O mercado é enorme e dá para ajudar muito o País a crescer", avaliou.

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Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho, lembrou que o Brasil tem um déficit considerável em infraestrutura e destacou que os investimentos feitos anualmente não cobrem nem a manutenção das estruturas. Ele destacou o programa de concessões do governo, com o potencial de atração de investimentos internacionais.

A Coalizão Indústria reúne 11 entidades industriais, que representam 39% do Produto Interno Bruto (PIB) do setor (R$ 485 bilhões) e 58% das exportações manufatureiras (R$ 151 bilhões), além de 30 milhões de empregos. As companhias desses segmentos pagam R$ 250 bilhões em impostos anualmente.

Entre os membros do grupo estão Instituto Aço Brasil, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos (Abrinq), Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Associação Brasileira de Indústria de Máquinas Equipamentos (Abimaq), Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

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