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Seu Dinheiro apurou que Iron Capital tentou comprar participação da empresa, mas não conseguiu dinheiro suficiente e pode ter entrado como cotista em fundos da Planner, que se apresentou como dona de 18% da Gafisa na sexta-feira às 22h
A história do investimento do fundo GWI, do gestor coreano Mu Hak You, na construtora Gafisa, ganhou traços de surrealismo, ou ficou patética mesmo, nas últimas 24 horas. Extraoficialmente vazou a informação ao mercado de que leilão de 33,6% de ações da Gafisa na quinta-feira (14) na bolsa representou a saída da GWI da posição de controle da empresa.
Mu Hak, mais uma vez, “quebrou”: estava alavancado nas ações da Gafisa, dando os próprios papéis em garantia; as ações caíram e ele não deu conta de arcar com as chamadas de margem da B3 e da corretora Planner, corretora utilizada por ele para o termo. Teve de vender as ações em leilão e o que se falava ontem era que “um grupo de investidores representado pela Planner” ficou com as ações.
O Seu Dinheiro apurou que quem se comprometeu com a Planner a ficar com a posição acionária da GWI foi a Iron Capital, uma casa de investimentos de ex-executivos de quase todos os bancos de investimentos que atuam no Brasil. Sua atuação é focada em três situações: private equity, real estate e empresas em dificuldades.
Conforme informações de mercado, a Iron passou toda a sexta-feira em reuniões na Planner tentando atrair outros investidores para fechar a compra _ apesar do declarado interesse, a Iron ainda não possuía a totalidade de recursos necessária para a liquidação da operação.
Por volta de 22h de sexta-feira (15), a gestora da Planner Redwood enviou comunicado à Gafisa informando que fundos por ela geridos alcançaram fatia de 18,45% da empresa e que pretende promover mudanças em sua administração.
A especulação do mercado era que a Iron Capital pode ter entrado como cotista desse fundo da Planner, por não ter conseguido reunir os investidores necessários para formar um grupo e tomar a frente da participação. Procurada, a Iron não retornou a pedido de entrevista.
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A Planner precisa de um investidor mais estratégico para o negócio, até porque não tem tradição na gestão de companhias. Fontes que conversaram diretamente com a empresa financeira afirmam que eles não fazem ideia dos problemas operacionais da Gafisa, tampouco das necessidades de capitalização.
Antes de divulgar o comunicado na sexta, a Planner informou à reportagem que não daria entrevista sobre o tema por tratar-se de “assunto sigiloso”. A Gafisa tem capital pulverizado e o percentual declarado pela Planner, de 18,45%, confere agora à gestora poder relevante nas decisões da empresa.
No fechamento da B3 ontem, a participação atribuída à GWI havia sido reduzida de 49% para 7,7%. Além do leilão de quinta, a GWI continuou atuando na venda na sexta-feira. O fato de a gestora não ter saído totalmente do negócio não foi bem recebido pelos investidores.
Também ontem, por determinação da Planner, que é administradora dos fundos da GWI, três fundos de ações da da gestora de Mu Hak You foram fechados para resgate por tempo indeterminado: GWI Classic, GWI Leverage e GWI Pipes.
Esses fundos estão mais de 90% negativos no ano. Mu Hak já viveu essa situação de não ter como honrar chamadas de margem e fechar fundos pelo menos duas outras vezes, com investimentos em Marfrig e B2W.
No caso da Gafisa, o estrago foi maior. Além do dano ao seu patrimônio e dos cotistas, ele também deteriorou as operações da empresa, ao usar o dinheiro do caixa na recompra de ações e afastar toda a diretoria de um dia para o outro.
As dificuldades da Gafisa expostas ao mercado já chamavam a atenção de investidores _ a Alvarez & Marsal liderava investidores interessados em negociar com Mu Hak e ficar com a participação dele na empresa. Mas pelo que se viu, não deu tempo.
Apesar da total falta de transparência na divulgação do resultado do leilão de quinta-feira _ embora isso possa apenas ser reflexo do fato de o novo grupo que ditará nas regras na Gafisa ainda não ter se formado _ , as ações da empresa negociaram livremente no pregão da B3 nesta sexta-feira.
Nem Planner nem Gafisa deram satisfação aos acionistas antes do fechamento do pregão - são mais de 8 mil pessoas físicas. Nem B3 nem Comissão de Valores Mobiliários julgaram que uma indefinição no controle de uma empresa aberta em sérias dificuldades expostas há meses no noticiário seria razão para uma cobrança mais efetiva de esclarecimento, como por exemplo, suspendendo a negociação das ações.
Uma hora após o fechamento do pregão, às 18h, a Gafisa soltou um fato relevante informando que apesar de ter questionado, não havia sido comunicada, até aquele momento, quer pelo Grupo GWI, quer pelos novos adquirentes, sobre quem era o comprador das suas ações. Depois das 22h, divulgou o comunicado da Planner.
A B3 não respondeu a pedido de entrevista sobre a decisão de não suspender as ações para a negociação ou mesmo a situação da GWI que levou à chamada de margens.
Após o fechamento do pregão, a Comissão de Valores Mobiliários informou ao Seu Dinheiro que “a execução de garantias pela Planner ocorreu por conta da crescente chamada de margem adicional em virtude das operações de compra a termo de ações de emissão da Gafisa por integrantes do grupo GWI, bem como pela diminuição progressiva do valor de mercado das próprias garantias (fundamentalmente ações GFSA3) depositadas na Planner pelos integrantes desse grupo, que também não atenderam aos comandos para depositar garantias adicionais e regularizar a situação”.
A autarquia também informou que abriu um processo administrativo para averiguar a falta de divulgação de um fato relevante sobre o assunto pela Gafisa. Na resposta, cita o artigo 12 as Instrução CVM 358 que diz que após a realização de negócios considerados relevantes, os acionistas devem comunicar imediatamente esse fato à companhia, que fará a divulgação ao mercado também de forma imediata.
No caso de as negociações resultarem em mudança de composição do controle ou estrutura administrativa, a comunicação feita pelo investidor deve também ser feita pelos canais de comunicação habitualmente utilizados pela companhia para divulgação de fatos relevantes.Ainda que o investidor não faça a comunicação como descrita acima, uma vez que a companhia tome conhecimento da negociação, deve avaliar se ela representa fato relevante.
O Seu Dinheiro perguntou à CVM se diante da incerteza sobre troca de controle da empresa, as ações não deveriam ter sido suspensas à negociação; mas a autarquia não comentou esse ponto específico em sua resposta.
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