🔴 UM SALÁRIO MÍNIMO DE RENDA TODO O MÊS COM DIVIDENDOS? – DESCUBRA COMO

Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances "O Roteirista", "Abandonado" e "Os Jogadores"

Entrevista exclusiva

Depois de sacode dos mercados, Pimco vê oportunidade de ganho na renda fixa no exterior

Esteban Burbano, vice-presidente executivo e estrategista da gestora de US$ 1,7 trilhão, avalia que a economia americana não deverá enfrentar uma recessão. Sobre o Brasil, ele se coloca na fileira dos mais cautelosos, apesar de enxergar boas perspectivas para a economia

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
4 de fevereiro de 2019
10:39 - atualizado às 12:30
Esteban Burbano, vice presidente e estrategista de renda fixa da Pimco - Imagem: Leo Martins/Seu Dinheiro

Como vice-presidente executivo e estrategista da Pimco, uma das maiores gestoras de fundos globais, Esteban Burbano passa boa parte do tempo lidando com investidores de todos os cantos do planeta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Só no Brasil ele esteve cinco vezes nos últimos anos. A visita mais recente aconteceu no mês passado, quando eu fui entrevistá-lo na nova sede no país da gestora, que se mudou do Rio para São Paulo. Com um total de US$ 1,7 trilhão (R$ 6,4 trilhões) em ativos, a Pimco é, sozinha, maior que toda a indústria de fundos brasileira.

Embora os investidores sejam diferentes em todos os lugares que visita, Burbano diz que todos expressam uma preocupação parecida: que a renda fixa se comporte como renda fixa e investimentos com uma boa relação entre retorno e risco. Não foi o que aconteceu nos últimos meses, em particular no quarto trimestre do ano passado.

O executivo da Pimco sabia de cor as perguntas que eu tinha para fazer, que aliás eram bem parecidas com as dos investidores brasileiros que ele veio visitar: O que aconteceu com os mercados recentemente? Por que tivemos tanta volatilidade? Qual será o ritmo de crescimento da economia americana? O que os bancos centrais vão fazer? E como os mercados vão reagir?

A essas questões que ele mesmo se fez, eu acrescentei mais duas: o que a Pimco espera para a economia brasileira? A gestora compartilha da otimismo da maioria dos investidores locais ou está mais cautelosa?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do lado positivo, Burbano avalia que a economia americana não deverá enfrentar uma recessão, como teme parte do mercado. Ao mesmo tempo, o Federal Reserve (banco central americano) deve manter os juros estáveis ao longo deste ano ou, no máximo, promover mais um aumento na taxa.

Leia Também

Cautela com Brasil

Esse cenário criou um bom ponto de entrada para quem deseja diversificar a carteira no exterior, mas de forma mais conservadora, segundo o estrategista da Pimco.

A gestora distribui há três anos um fundo global de renda fixa com foco em renda (Income) nas prateleiras da principais plataformas de investimento no país. Agora lançará uma nova versão do produto, mas com exposição cambial. Por determinação da CVM, ambos são disponíveis apenas para investidores qualificados - com pelo menos R$ 1 milhão em aplicações.

No caso do Brasil, o executivo da Pimco se coloca na fileira dos mais cautelosos, apesar das boas perspectivas para a economia. “Existe muita incerteza sobre a capacidade de aprovação das reformas em um Congresso fragmentado”, diz. Ainda assim, o fundo conta com uma pequena posição em renda fixa local.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

Os últimos meses não foram particularmente bons para a renda fixa lá fora. O que aconteceu?

Existem dois componentes para essa questão: o primeiro é o que aconteceu no quarto trimestre. Houve uma continuação da desaceleração da economia global, um aumento da incerteza política, em especial nos Estados Unidos, e também nas ações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Isso fez as taxas subirem significativamente.

A segunda parte da resposta tem a ver com o ponto em que estamos do ciclo. O mundo depois da crise financeira ficou acostumado à baixa volatilidade em razão da injeção de liquidez pelos bancos centrais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E em que ponto estamos agora?

Acho que estamos num ponto de virada. Não é mais uma questão se a economia global vai ou não desacelerar e sim o quão rápido. E, especialmente no caso dos Estados Unidos, qual a probabilidade de uma recessão. Não é mais uma questão se vai acontecer ou não, mas se vai acontecer nos próximos seis, 12 meses ou dois anos.

E o que a Pimco espera?

Achamos que a economia dos EUA está bem estável, embora em tendência de queda. Em 2018, o PIB deve crescer ao redor de 3%. E neste ano esperamos que desacelere para ao redor de 2,25% com o fim do efeito dos estímulos fiscais. Então, sim, a economia americana está reduzindo o crescimento, mas ainda achamos que a possibilidade de recessão nos próximos 12 meses é relativamente baixa. Ela cresceu, mas ainda é baixa. Então não esperamos recessão em 2019. Como investidores, procuramos ter algum tipo de hedge (proteção) o risco de surpresas com a inflação, mas nosso cenário-base é de que a inflação deve permanecer na meta de 2%.

Quais as expectativas para os juros nos EUA?

O mandato do Fed é equilibrar emprego e inflação. E faz isso ajustando o nível das taxas de juros. Se a taxa está muito baixa, você corre o risco de mais inflação na economia. Se a taxa está muito alta, corre o risco de parar a economia e aumentar o desemprego. O ponto médio é o que chamamos de juro neutro. Você não consegue apontar exatamente qual é esse ponto, mas nossa estimativa durante muitos anos é que a taxa neutra se situe entre 2% e 3%.

Em dezembro, nós ficamos no meio desse ponto. E o Fed indicou que esperava mais aumentos nas taxas no futuro. Por isso o quarto trimestre foi diferente. Mas desde dezembro, as expectativas melhoraram significativamente depois dos comentários de representantes do Fed de que devem ser mais pacientes. Agora, o que se espera para este ano é mais na linha de uma alta ou talvez nenhuma. Tudo depende de como a economia dos EUA se ajusta às condições financeiras mais apertadas em relação a seis meses atrás.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Então o pior para os mercados já passou? Quais os riscos no radar?

Certamente existem mais riscos no horizonte que podem afetar a economia. Mas no mercado de renda fixa, houve uma reprecificação nas taxas, o que oferece um ponto de entrada mais interessante para o investidor.

Quando pensamos no mercado de títulos, existem duas grandes categorias: os de alta qualidade e aqueles mais sensíveis a riscos de crédito, mas que oferecem taxas mais altas. A primeira categoria é mais defensiva, enquanto a segunda tem um risco mais correlacionado ao mercado de ações. A parte que teve uma performance ruim foi a segunda. Mas os Treasuries e títulos com garantia de agências federais tiveram um quarto trimestre excelente.

E onde estão as oportunidades hoje?

Achamos que essa primeira porção da renda fixa está mais atrativa em relação ao ano passado porque não esperamos que as taxas aumentem significativamente. Já os mercados de crédito, apesar da queda do fim do ano passado, estão sujeitos a mais volatilidade. A volatilidade do quarto trimestre deve continuar crescendo com as incertezas monetárias, políticas e guerra comercial. Além do Brexit e outras incertezas na Europa e no resto do mundo. Nesse cenário, nosso foco é preservar o capital e ter liquidez.

Mas para conseguir retorno é preciso tomar riscos…

Não estou dizendo necessariamente para não assumir riscos. Mas assumir riscos onde haja um bom entendimento de quais são os potenciais de alta e de queda. Outro ponto importante é o da diversificação. Mesmo quando estamos muito animados com uma determinada oportunidade no mercado, as coisas podem dar errado, o cenário econômico pode mudar ou nós podemos estar errados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quais as principais teses de investimento da Pimco?

O foco dos nossos investimentos no nível mais amplo da carteira está balanceado em ativos mais defensivos e que oferecem proteção em períodos de aversão a risco. Do lado do crédito, também procuramos posições que oferecem proteção contra um risco de queda. Nossos favoritos são os ligados ao mercado imobiliário, um setor que continua indo bem nos Estados Unidos. Na área corporativa, existem oportunidades no setor financeiro. Os bancos estão bem capitalizados e com balanços fortes em razão da maior regulação. Na posição de investidor de bonds (títulos de dívida), trata-se de um setor defensivo para a Pimco.

Como vê as perspectivas para os mercados emergentes?

Existem oportunidades em muitos países, mas é preciso ser cauteloso em como dimensionar essas posições. No ano passado, os emergentes tiveram um período de descolamento, em que superaram os demais mercados de crédito. Mas, novamente, seremos bastante seletivos.

E quais países o fundo deve selecionar?

Um país é o México, onde a expectativa é de queda nas taxas de juros com a inflação aparentemente mais controlada. Também investimos em países como Rússia e Brasil, com pequenas posições em renda fixa. Nós na Pimco avaliamos bastante que tipo de exposição queremos ter: no mercado local de juros, na moeda ou nas empresas de cada país. Em lugares como na Rússia, por exemplo, empresas que são campeãs nacionais oferecem um spread (prêmio) atraente em relação aos títulos do governo e com risco muito parecido.

De um modo geral, o investidor estrangeiro tem sido mais cauteloso que o local em relação ao Brasil. Qual a visão da Pimco?

Do ponto de vista macroeconômico, a economia brasileira continua indo bem. Obviamente um fator-chave será se as reformas e outras mudanças propostas pelo novo governo serão aprovadas em um Congresso muito fragmentado. Então ainda existem muitos desafios. Os mercados parecem precificar uma probabilidade muito alta de algo passar. A inflação está controlada e as taxas de juros podem até subir, mas não vemos altas significativas no horizonte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como investidores, temos que olhar as dificuldades desse cenário político relativamente desafiador, versus o que os mercados precificam. E nós acreditamos que os mercados estão mais otimistas do que o nosso cenário-base. Não porque achamos que a aprovação das reformas não é provável, só achamos menos provável do que os mercados.

Mesmo assim a Pimco tem uma posição pequena no Brasil...

Para você entender, é preciso colocar essa posição em relação a todo o portfólio. Nós podemos investir em todo o mundo. Então, para nós, consideramos que o Brasil oferece um retorno (yield) atrativo hoje nos títulos de renda fixa. E uma posição pequena nos proporciona uma boa diversificação em relação a outros ativos de risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RENDA FIXA

Tesouro Direto: prefixado curto dá adeus aos 13% ao ano — atrelados à inflação começam a perder taxa de 7%

11 de novembro de 2025 - 14:01

Surpresa da divulgação do IPCA de outubro foi gatilho para taxas do Tesouro Direto se afastaram dos níveis mais altos nesta terça-feira (11)

CARTEIRA RECOMENDADA

Renda fixa para novembro: CRAs da Minerva e CDB que paga IPCA + 8,8% são as estrelas das recomendações do mês

7 de novembro de 2025 - 14:21

BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano

RENDA FIXA

Onda de resgates em fundos de infraestrutura vem aí? Sparta vê oportunidade nos ativos isentos de IR listados em bolsa

6 de novembro de 2025 - 16:40

Queda inesperada de demanda acende alerta para os fundos abertos, porém é oportunidade para fundos fechados na visão da gestora

DEBÊNTURES INCENTIVADAS

A maré virou: fundos de infraestrutura isentos de IR se deparam com raro mês negativo, e gestor vê possível onda de resgates

3 de novembro de 2025 - 6:04

Queda inesperada de demanda por debêntures incentivadas abriu spreads e derrubou os preços dos papéis, mas movimento não tem a ver com crise de crédito

DE OLHO NOS RENDIMENTOS

Ficou mais fácil: B3 passa a mostrar posições em renda fixa de diferentes corretoras na área do investidor

23 de outubro de 2025 - 17:50

Funcionalidade facilita o acompanhamento das aplicações, refletindo o interesse crescente por renda fixa em meio à Selic elevada

DEBÊNTURES EM RISCO

Novo “efeito Americanas”? Títulos de dívida de Ambipar, Braskem e Raízen despencam e acendem alerta no mercado de crédito

23 de outubro de 2025 - 6:05

As três gigantes enfrentam desafios distintos, mas o estresse simultâneo nos seus títulos de dívida reacendeu o temor de um contágio similar ao que ocorreu quando a Americanas descobriu uma fraude bilionária em 2023

SIMULAÇÃO

Tesouro IPCA+ com taxa de 8%: quanto rendem R$ 10 mil aplicados no título do Tesouro Direto em diferentes prazos 

22 de outubro de 2025 - 6:30

Juro real no título indexado à inflação é histórico e pode mais que triplicar o patrimônio em prazos mais longos

RENDA FIXA

Tesouro Direto: Tesouro IPCA+ com taxa a 8% é oportunidade ou armadilha? 

22 de outubro de 2025 - 6:02

Prêmio pago no título público está nas máximas históricas, mas existem algumas condições para conseguir esse retorno total no final

ANBIMA

Até o estrangeiro se curvou à renda fixa do Brasil: captação no exterior até setembro é a maior em 10 anos

20 de outubro de 2025 - 17:35

Captação no mercado externo neste ano já soma US$ 29,5 bilhões até setembro, segundo a Anbima

NOVO TESOURO NA BOLSA

Com renda fixa em alta, B3 lança índice que acompanha desempenho do Tesouro Selic

16 de outubro de 2025 - 15:50

Indicador mede o desempenho das LFTs e reforça a consolidação da renda fixa entre investidores; Nubank estreia primeiro produto atrelado ao índice

ESTRATÉGIA APERTADA

Fim da ‘corrida aos isentos’: gestores de crédito ficam mais pessimistas com as debêntures incentivadas com isenção de IR garantida

9 de outubro de 2025 - 17:41

Nova pesquisa da Empiricus mostra que os gestores estão pessimistas em relação aos retornos e às emissões nos próximos meses

CARTEIRA RECOMENDADA

Renda fixa recomendada para outubro paga IPCA + 8,5% e 101% do CDI — confira as opções de debêntures isentas, CDB e LCA

9 de outubro de 2025 - 16:02

BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam travar boa rentabilidade agora e levar títulos até o vencimento diante da possibilidade de corte dos juros à frente

AINDA NÃO SERÁ DESTA VEZ

LCI, LCA, FII e fiagro mantêm isenção de imposto de renda; veja as novas mudanças na MP 1.303/25, que deve ser votada até amanhã (8)

7 de outubro de 2025 - 13:00

Tributação de LCIs e LCAs em 7,5% chegou a ser aventada, mantendo-se isentos os demais investimentos incentivados. Agora, todas as isenções foram mantidas

RENDA FIXA CORPORATIVA

Problemas de Ambipar (AMBP3) e Braskem (BRKM5) podem contaminar títulos de dívida de outras empresas, indica Fitch

3 de outubro de 2025 - 19:34

Eventos de crédito envolvendo essas duas empresas, que podem estar em vias de entrar em recuperação judicial, podem aumentar a aversão a risco de investidores de renda fixa corporativa, avalia agência de rating

RENDA FIXA

Tesouro Direto: retorno do Tesouro IPCA+ supera 8% mais inflação nesta quinta (2); o que empurrou a taxa para cima?

2 de outubro de 2025 - 18:21

Trata-se de um retorno recorde para o título de 2029, que sugere uma reação negativa do mercado a uma nova proposta de gratuidade do transporte público pelo governo Lula

APETITE ESTRANGEIRO

Brasil captou no exterior com menor prêmio da história este ano: “há um apetite externo muito grande”, diz secretário do Tesouro 

24 de setembro de 2025 - 16:15

Em evento do BNDES, Rogério Ceron afirmou que as taxas dos títulos soberanos de cinco anos fecharam com a menor diferença da história em relação aos Treasurys dos EUA

DEMANDA RENOVADA

Isentas de imposto de renda ou não, debêntures incentivadas continuarão em alta; entenda por quê

24 de setembro de 2025 - 6:03

A “corrida pelos isentos” para garantir o IR zero é menos responsável pelas taxas atuais dos títulos do que se pode imaginar. O fator determinante é outro e não vai mudar tão cedo

A HORA É AGORA

Renda fixa: Tesouro IPCA+ pode render 60% em um ano e é a grande oportunidade do momento, diz Marília Fontes, da Nord

21 de setembro de 2025 - 13:03

Especialista aponta que as taxas atuais são raras e que o fechamento dos juros pode gerar ganhos de até 60% em um ano

SIMULAÇÃO

Quanto rendem R$ 10 mil na renda fixa conservadora com a Selic estacionada em 15% — e quais são os ativos mais atrativos agora

18 de setembro de 2025 - 13:17

Analistas de renda fixa da XP Investimentos simulam retorno em aplicações como poupança, Tesouro Selic, CDB e LCI e recomendam ativos preferidos na classe

AGF DAY

Tesouro Selic deve ser primeiro título do Tesouro Direto a ter negociação de 24 horas, diz CEO da B3

18 de setembro de 2025 - 12:02

Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, também falou sobre o que esperar do próximo produto da plataforma: o Tesouro Reserva de Emergência

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar