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Na Indústria, o recuo de 0,7 ponto foi determinado pela piora das expectativas. No setor de serviços, a confiança caiu pela quarta vez consecutiva, acumulando perda de 9,2 pontos no período

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 2,0 pontos em maio ante abril, para 91,8 pontos, informou nesta sexta-feira, 31, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice diminuiu 1,6 ponto, a terceira queda consecutiva.
"A confiança empresarial acumula queda de 5,7 pontos desde janeiro, praticamente anulando a alta de 6,3 pontos entre outubro de 2018 e janeiro deste ano, período de lua de mel dos mercados com o novo Governo. O resultado geral continua retratando uma economia com um nível de atividade fraco e, o que é pior, um quadro de relativo pessimismo com a possibilidade de uma aceleração consistente nos próximos meses. De certa forma esse pessimismo moderado pode estar contribuindo para manter a economia andando de lado neste segundo trimestre", avaliou Aloisio Campelo Junior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que o ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.
Em maio, o Índice de Situação Atual (ISA-E) caiu 0,7 ponto, para 89,5 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-E) cedeu pela terceira vez consecutiva, em 2,2 pontos, para 96,1 pontos.
Houve piora na confiança em todos os componentes do ICE.
Na Indústria, o recuo de 0,7 ponto foi determinado pela piora das expectativas. No setor de serviços, a confiança caiu pela quarta vez consecutiva, acumulando perda de 9,2 pontos no período. No Comércio, houve queda de 5,4 pontos, e na Construção, de 1,8 ponto. Na métrica de média móveis trimestrais, todos os setores recuaram.
A coleta do Índice de Confiança Empresarial reuniu informações de 4.402 empresas dos quatro setores entre os dias 1º e 24 de maio.
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