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desenhando o cenário

Confiança do comércio tem primeira alta do ano, informa FGV

Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 1,8 ponto na passagem de maio para junho, aos 93,2 pontos; Já confiança da construção avançou para 82,8 pontos

Imagem: Fotos Públicas

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) registrou o primeiro avanço em 2019: subiu 1,8 ponto na passagem de maio para junho, aos 93,2 pontos, informou nesta quarta-feira, 26, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais o indicador cedeu 1,2 ponto, quarta queda consecutiva.

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Segundo o coordenador da Sondagem do Comércio no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), Rodolpho Tobler, o o resultado positivo do em junho foi influenciado pela melhora das expectativas. "Apesar da melhora, o IE-COM ainda está em nível semelhante ao do período eleitoral, sugerindo que ainda há um processo de calibragem depois de fortes quedas ao longo do início do primeiro semestre", diz.

O especialista ainda pondera que a nova queda dos indicadores de situação atual mostra que os empresários do setor estão incomodados com o ritmo das vendas, reforçando o cenário de recuperação gradual, dada a vagarosa recuperação do mercado de trabalho e o nível baixo da confiança dos consumidores.

Em junho, houve aumento na confiança em oito dos 13 segmentos pesquisados. O Índice de Expectativas (IE-COM) avançou 5,1 pontos em junho, mas ainda se encontra em patamar desfavorável, aos 99,9 pontos. Por outro lado, o Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 1,5 ponto em junho, para 86,8 pontos, menor patamar desde dezembro de 2017.

"As variações do ICOM têm sido mais influenciadas pela volatilidade das expectativas ao longo dos últimos meses", diz Tobler.

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A coleta de dados para a edição de junho da Sondagem do Comércio foi realizada entre os dias 3 e 24 do mês e obteve informações de 851 empresas.

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Confiança da construção avança 2,1 pontos

A FGV também divulgou a confiança da construção, que avançou 2,1 pontos em junho ante maio, para 82,8 pontos, depois de ter recuado 1,8 ponto no mês anterior. Em médias móveis trimestrais, o indicador se manteve relativamente estável, ao variar 0,1 ponto, após três meses de queda.

O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) de junho, por outro lado, acelerou o ritmo de alta a 0,44%, após 0,09% em maio. A taxa do indicador relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços desacelerou a velocidade de elevação a 0,11%, na comparação com 0,18% no quinto mês do ano. Em contrapartida, a taxa do índice referente à Mão de Obra avançou a 0,72% em junho, depois de 0,01% em maio.

Ainda que tenha mostrado uma "melhora significativa" dos indicadores em junho, a coordenadora de Projetos de Construção do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), Ana Maria Castelo, avalia que o aumento da confiança da construção não repõe as perdas dos últimos meses. "Assim, a percepção dominante é que ao longo do semestre a atividade encolheu e aumentou o pessimismo."

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Em junho, a alta do confiança da construção deveu-se tanto à melhora da situação corrente das empresas quanto às perspectivas de curto prazo do empresariado. O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 1,2 ponto, atingindo 73,6 pontos, nível abaixo do alcançado em dezembro de 2018 (74,7 pontos).

Esse resultado foi obtido pela melhora da percepção sobre a situação atual da carteira de contratos, cujo avanço foi de 1,4 ponto, para 72,1 pontos, e da melhora da situação atual dos negócios, que subiu 1,1 ponto, para 75,3 pontos.

No caso do Índice de Expectativas, o aumento foi de 3,1 pontos, chegando a 92,5 pontos. Dentro do IE, os dois quesitos apurados contribuíram para o resultado. O indicador de demanda prevista nos próximos três meses subiu 3,8 pontos, para 93,2 pontos, o maior nível desde fevereiro (95,3 pontos), enquanto o indicador de tendência de negócios nos próximos seis meses teve elevação de 2,4 pontos, para 91,9 pontos, interrompendo uma sequência de quatro meses de queda.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor avançou 2,0 pontos porcentuais, para 68,3%, o maior patamar desde novembro de 2015 (68,8%). Tanto o Nuci para Máquinas e Equipamentos quanto o Nuci para Mão de Obra também tiverem variações positivas: 1,4 e 2,1 pontos porcentuais, respectivamente.

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*Com Estadão Conteúdo 

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