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Estudo divulgado pela Insead mostra que as classificações mais altas estão associadas a níveis de renda mais elevados nas nações; Brasil ocupa a 72ª posição

Mesmo sendo considerada por muitos o símbolo do "velho mundo", a Europa segue como principal polo mundial de talentos empreendedores. O Índice Global de Competitividade por Talentos de 2019, divulgado pela Insead, revelou que apenas dois países não-europeus estão entre as dez nações mais bem classificados no ranking. Na liderança da lista está a Suíça, seguida por Cingapura e Estados Unidos.
O estudo mostra que as melhores classificações estão associadas a níveis de renda mais elevados nas nações. No geral, economias mais ricas têm estabilidade para investir em ensino permanente, reforçando qualificações, atraindo e retendo talentos globais.
De acordo com o relatório, o que sustenta o título de potência de talentos da Europa são grandes universidades e um setor educacional forte. Questões sobre o tema talentos se tornaram uma preocupação generalizada para empresas, nações e cidades, onde o desempenho dessas pessoas é visto como um fator fundamental para o crescimento e a prosperidade.
Na contramão desse fluxo, o documento aponta que países da Ásia, América Latina e África observaram uma erosão progressiva de suas bases de talentos, fator que justifica um desempenho ruim no ranking global. O Brasil, por exemplo, aparece apenas na 72ª posição, com 37,57 pontos, apesar de ser um dos destaques regionais em talentos.
O relatório da Insead de 2019 passou a avaliar de modo especial o desenvolvimento do chamados "talentos empreendedores". Na avaliação foram consideradas variáveis como o encorajamento, o cultivo e o desenvolvimento dos talentos no mundo e como isso afeta a competitividade relativa de economias diferentes.
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Os resultados também apontaram que novos métodos estão surgindo para estimular talentos empreendedores e intraempreendedores, bem como empregados preparados para o futuro.
Outro ponto que chama a atenção no relatório é o fato de as cidades, mais do que os países, exercerem papéis mais fortes como centros de talentos. Os dados mostram que a importância crescente dos municípios se deve à alta capacidade de mutação e flexibilidade em sua legislação, com políticas econômicas em menor escala que podem ser implementadas e alteradas de forma mais ágil.
Nesse sentido, a Insead também elaborou um ranking das cidades mais atraentes para talentos empreendedores. O topo do ranking em 2019 ficou com Washington, seguida por Copenhague, Oslo, Viena e Zurique. O relatório mostra que a posição da capital estadunidense é reflexo do seu forte desempenho em quatro dos cinco pilares medidos na pesquisa: "ser global", "atrair", "crescer" e "capacitar".
Entre as cidades brasileiras, São Paulo é a mas bem posicionada no ranking. A capital paulista aparece na 88ª posição, com 30,9 pontos.
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