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na prateleira

Itaú lança mais dois ETFs de renda fixa, que permitem investimento em uma cesta de títulos públicos

Fundos de índice IB5M11 e IRFM11, lançados hoje pelo banco na B3, permitem ao investidor ter acesso a uma cesta de títulos públicos prefixados ou corrigidos pela inflação

ETF
Imagem: Shutterstock

A partir desta segunda-feira, 23, o investidor brasileiro tem na prateleira mais duas opções de aplicação em renda fixa - mas que representam um pouco mais de exposição do que a compra de um mero título público no Tesouro Direto. O Itaú Unibanco lançou hoje dois novos fundos de índice (ou ETF, na sigla em inglês) negociados na B3.

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Os ETFs são fundos que acompanham índices de mercado. No Brasil, são mais comuns os de renda variável. Servem para quem, ao invés de comprar as ações de uma empresa, prefere adquirir os ativos da carteira do Ibovespa, por exemplo. Com isso, o investidor fica sujeito às variações dos papéis das companhias mais importantes da bolsa. A B3 tem oito ETFs que replicam índices de renda variável.

Algo similar acontece com os ETFs de renda fixa, como esses dois lançamentos do Itaú. No caso, os produtos acompanham índices calculados pela Anbima compostos por uma carteira de títulos públicos.

[captacao]

Itaú e suas duas novas opções

Os dois fundos do Itaú lançados hoje são identificados como IB5M11 e o IRFM11. O primeiro replica a carteira do índice IMA-B5+. Como ele, o investidor tem acesso a uma carteira de títulos públicos indexados à inflação com vencimento igual ou maior do que cinco anos.

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Já o segundo replica a carteira do IRF-MP2 de títulos públicos federais pré-fixados (aqueles com taxa de retorno definida no momento da compra). Essa opção representa um pouco menos de risco: o prazo médio é igual ou superior a dois anos.

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No primeiro dia de negócios na bolsa, o IB5M11 era negociado em alta de 0,76%, cotado a R$ 93,06, enquanto que o IRFM11 subia 0,05%, a R$ 60,72.

As novas opções de investimento não são os primeiros ETFs com referência em títulos públicos na bolsa brasileira. Em maio, o próprio Itaú lançou o IMAB11 - cesta composta por 13 papéis corrigidos pela inflação (Tesouro IPCA+), de diferentes vencimentos.

Além do Itaú, a corretora Mirae possui um ETF de renda fixa, o FIXA11, que segue um índice formado por contratos de juros com vencimento em três anos.

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Menos imposto

Uma das vantagens dos ETFs de renda fixa, como os lançados hoje pelo Itaú, é a tributação. A alíquota de imposto é de 15% sobre o rendimento, independentemente do prazo da aplicação.

Ou seja, a mordida do Leão pode ser menor do que na renda fixa tradicional e no próprio Tesouro Direto, cujo imposto varia de 22,5% a 15% conforme o prazo.

O ETF também não está sujeito à cobrança de IOF no caso de venda das cotas antes de 30 dias nem ao chamado "come-cotas" - tributação semestral que incide sobre as cotas de fundos de investimento.

Custos

A taxa de administração do IB5M11, do Itaú, é de 0,25% ao ano, a mesma cobrada na custódia do Tesouro Direto. Já o IRFM11 é ainda mais baixa: 0,20% ao ano.

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Vale lembrar, porém, que a compra e venda de cotas dos ETFs na bolsa está sujeita às taxas de negociação cobradas pelas corretoras. Já a aplicação direta em títulos públicos possui taxa zero na grande maioria das instituições.

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