Menu
2019-08-01T12:44:59-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Nosso dinheiro

Estatais federais lucraram R$ 24,6 bilhões no 1º trimestre

Resultado foi 57,5% maior que o registrado em igual período do ano passado. BNDES teve maior crescimento de lucro, de 437%

1 de agosto de 2019
12:36 - atualizado às 12:44
Principais estatais federais
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O conjunto das 133 empresas estatais controladas pelo governo federal encerrou o primeiro trimestre de 2019 com lucro de R$ 24,6 bilhões. Cifra 57,5% maior que a registrada um ano antes, de R$ 15,6 bilhões.

Segundo o Ministério da Economia, o maior crescimento percentual observado foi do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que saiu de lucro de R$ 2,1 bilhões para R$ 11,1 bilhões (alta de 437%).

Embora apresentem melhora de resultados e programas para redução de gastos com pessoal e aumento de governança, as estatais ainda são vistas como um sinal de atraso e sinônimo de corrupção.

Não por acaso, uma das bandeiras do governo Jair Bolsonaro e de seu ministro Paulo Guedes é vender o maior número possível de empresas, tentado acabar com o modelo de Estado empresário.

Essa disposição do governo em privatizar o maior número possível de empresas ou mesmo de reduzir sua participação tem tido forte impacto no valor de mercado das estatais listadas em bolsa.

O valor de mercado da Eletrobras dobrou entre maio de 2018 e maio de 2019, para R$ 44,8 bilhões. Banco do Brasil teve alta de 54%, para R$ 140 bilhões.

Despesas e Pessoal

Em relatório, o governo destaca a “adequação da força de trabalho”, com uma redução de 2.408 pessoas no quadro das estatais, em comparação com o primeiro trimestre de 2018. As principais reduções viram dos Correios (1.721 empregados) e Banco do Brasil (402 empregados).

Desde dezembro de 2015, a redução de pessoal passa de 59 mil pessoas, ou 10,8% do total. Grande parte da redução, algo como 47 mil vagas, foram fechadas por meio de programas de demissão voluntária. A economia estimada com a folha é de R$ 7,49 bilhões.

Além de folha de salários, o governo também aponta redução nos demais gastos com pessoal, da ordem de R$ 1,1 bilhão, ou 4,78% em termos nominais, considerando apenas as empresas não dependentes.

A íntegra do 10º Boletim das Empresas Estatais Federais pode ser acessada neste link.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Radiocash

“Quando comecei a criar o Me Poupe, eu queria transformar finanças em mainstream”, conta Nathalia Arcuri

A plataforma de conteúdo e educação financeira tem uma CEO com uma jornada polêmica e impactante; confira no RadioCash

Economia na defesa

Privatização da Eletrobrás é ‘entrega elevadíssima’, afirma secretário de Guedes

Segundo associações do setor, o texto aprovado vai aumentar o custo da energia para consumidores em R$ 84 bilhões nas próximas décadas

Entre a cruz e a espada

Bitcoin se aproxima da “Cruz da Morte”: O que isso significa para a criptomoeda?

O bitcoin tocou essa linha imaginária no último final de semana, o que deve determinar o futuro da moeda para os próximos meses

Buscando confiança

Números de abril mostram melhora do IRB, mas queda da ação mostra que desconfiança persiste

Estratégia de rever contratos, principalmente no exterior, diminuiu as receitas fora do Brasil, mas ajudou sinistralidade e resultado final

Economia dos eua

Dirigente do Fed admite inflação alta, mas defende contínuo apoio monetário

Presidente da distrital do banco admitiu que as leituras recentes de inflação estão “altas” e devem ser monitoradas de perto

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies