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Hipótese parte de uma simulação em que os norte-americanos aumentariam as tarifas e as barreiras não tarifárias sobre importações de todos os seus parceiros comerciais em 10%

O Banco Central Europeu (BCE) divulgou hoje um estudo em que, simulando uma escalada das tensões comerciais emanando dos Estados Unidos, o país governado por Donald Trump veria a sua atividade mais prejudicada do que a zona do euro no médio prazo. Nesse cenário, a China seria até beneficiada.
A hipótese apresentada pelo BCE parte de uma simulação em que os EUA aumentassem as tarifas e as barreiras não tarifárias sobre importações de todos os seus parceiros comerciais em 10% e os outros países retaliassem simetricamente.
No médio prazo, defende a instituição com sede em Frankfurt, o efeito direto sobre o Produto Interno Bruto (PIB) americano poderia reduzir 1,5 ponto porcentual (p.p.) da atividade em relação ao cenário-base após o primeiro ano sob essas condições comerciais.
Isso porque, segundo o BCE, mesmo que os consumidores e empresas nos EUA passassem a consumir mais bens produzidos domesticamente, predominaria o impacto negativo do aumento de preços e da redução de exportações resultante das medidas retaliatórias de parceiros comerciais.
Já na China, a projeção dá conta de que os produtores locais melhorariam sua competitividade em países terceiros em relação a fabricantes americanos, gerando efeitos positivos, com ganho de 0,6 p.p. no PIB.
Enquanto a zona do euro pudesse ter, no cenário analisado, alguns ganhos possíveis em participação nos mercados de exportação, os transbordamentos derivados da deterioração da confiança global provavelmente se sobreporiam aos ganhos de competitividade, causando um decréscimo modesto na atividade.
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"Finalmente, o comércio global e a atividade global poderiam cair mais de 2,5 p.p. e 1 p.p., respectivamente, como resultado dos efeitos negativos combinados por meio dos canais comercial e financeiro", conclui o estudo do BCE.
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