🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Entrevista

Sem Parar, o primeiro unicórnio brasileiro, vai além do pedágio e acirra disputa por pagamentos

Com 5 milhões de clientes, o Sem Parar virou praticamente sinônimo de pagamento automático de pedágio. Mas diversificou a atuação para crescer e se defender da concorrência. Eu entrevistei Fernando Yunes, presidente da empresa, e conto mais detalhes dos planos

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
5 de junho de 2019
5:59 - atualizado às 19:06
Fernando Yunes, presidente do Sem Parar
Para este ano, a expectativa do Sem Para é ter um crescimento superior a 10%, segundo Yunes Imagem: Leo Martins/Seu Dinheiro

Nem Nubank nem o aplicativo de transporte 99. Se levarmos ao pé da letra a definição de unicórnio - nome dado a uma startup avaliada acima de US$ 1 bilhão - o primeiro que surgiu no mercado brasileiro foi o Sem Parar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A empresa de pagamento automático de pedágio, que permite ao usuário passar sem a necessidade de parada nas cabines, obteve a avaliação em março de 2016, na venda para a FleetCor. A americana pagou R$ 4 bilhões (ou US$ 1,05 bilhão, nas cotações da época) por 100% da companhia.

Quem reivindica o posto de primeiro unicórnio brasileiro para o Sem Parar é o presidente da companhia, Fernando Yunes, que me recebeu para uma entrevista na sede da empresa.

Com 5 milhões de clientes, o Sem Parar virou praticamente sinônimo do serviço que oferece e lidera esse mercado com folga. Mas, como todo bom negócio, atraiu vários concorrentes desde 2013, com o fim do monopólio do serviço em São Paulo, onde se concentra boa parte do fluxo de veículos – e pedágios.

Até o fim deste ano, a previsão é que seis empresas diferentes ofereçam o serviço. Atualmente existem quatro em operação, incluindo duas ligadas a grandes bancos, como a ConectCar (Itaú Unibanco) e Veloe (Bradesco e Banco do Brasil).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar da concorrência, trata-se de um mercado que ainda possui grande espaço para crescimento, segundo Yunes. Ele sabe bem do que fala, já que passou a última década na Whirlpool, fabricante de eletrodomésticos dona das marcas Brastemp e Consul. “Como você tem geladeira e fogão em 100% dos lares, só ganha participação de mercado tirando de um concorrente ou com o próprio crescimento do mercado.”

Leia Também

No caso do pedágio eletrônico, ainda há uma estrada a ser percorrida, sem trocadilho. A estimativa é que hoje metade das passagens nas rodovias aconteça nos sistemas automáticos. Mas como os carros com o equipamento instalado costumam passar muito mais vezes do que os demais, o número de potenciais clientes é ainda maior.

Para chegar aos demais veículos e se defender do avanço da concorrência, o Sem Parar decidiu investir para ter sua placa além das estradas. A companhia quer que você passe não só pelos pedágios sem colocar a mão na carteira como também em postos de gasolina, estacionamentos e restaurantes com “drive thru”. Em outras palavras, a empresa quer engrossar a disputa no cada vez mais acirrado mercado de meios de pagamento.

“No fundo, o Sem Parar nada mais é do que um cartão de crédito colado no vidro do carro”, comparou Yunes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fernando Yunes, presidente do Sem Parar, em entrevista a Vinícius Pinheiro
Yunes me mostra o aplicativo do Sem Parar para celular - Imagem: Leo Martins/Seu Dinheiro

E a crise?

Embora tenha sido avaliado como unicórnio, nos últimos anos o Sem Parar sentiu os efeitos da crise econômica e da maior concorrência e registrou taxas de crescimento menores. Mas para este ano, a expectativa é ter um crescimento superior a 10%, segundo Yunes.

Mesmo com o ritmo menor de expansão, no primeiro trimestre deste ano as operações brasileiras responderam por 17% da receita da Fleetcor, cujas ações estão listadas na Bolsa de Nova York (Nyse).

O faturamento da dona do Sem Parar foi de US$ 622 milhões (R$ 2,4 bilhões) nos três primeiros meses deste ano, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o lucro recuou 2%, para US$ 172 milhões (R$ 674 milhões).

Melhor que o Apple Pay?

Ao contrário do que muitos pensam, a receita do Sem Parar não vem do pedágio, mas da mensalidade cobrada dos usuários do sistema, que custa a partir de R$ 24,90. Os gastos com as passagens nas rodovias são debitados depois da conta corrente ou na fatura do cartão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Então, para valer a pena, o usuário precisa efetivamente usar o produto. Yunes se arrisca a dizer que a experiência de pagar com o Sem Parar é ser melhor do que em sistemas como o Apple Pay, que funciona por aproximação do aparelho celular nas maquininhas.

“Para pagar com o Sem Parar em um posto de gasolina basta apenas dizer ao frentista que vai pagar com o Sem Parar”, comparou.

Mas não basta ser cômodo, é preciso ter onde passar. Por isso, a empresa está numa ampla campanha para aumentar o alcance. Hoje já é possível usar a “tag” colada no carro como forma de pagamento em 650 postos das redes Shell e Petrobras (BR), além de estacionamentos de redes como Estapar e também no drive-thru do McDonalds.

Em outra parceria anunciada recentemente, todos os 96 mil veículos da frota da locadora de veículos Movida devem sair das lojas com o Sem Parar instalado até o fim deste ano. Caso o cliente queira usar o serviço, será cobrada uma diária cujo será dividido entre as empresas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quanto vale o seu tempo?

O objetivo é anunciar mais parcerias ao longo deste ano para fazer a mensalidade. Mas se você acha que pagar R$ 25 por mês por essa comodidade é caro, Yunes converte esse valor em outra medida: tempo.

"Dependendo do uso, uma pessoa pode ganhar de cinco a dez horas por mês com o Sem Parar", diz.

Para chegar a esse número, ele incluiu os minutos ganhos na fila para pagar o estacionamento do shopping center e no abastecimento e deu como exemplo uma pessoa que viaja duas vezes por mês no fim de semana de São Paulo para a Rio Claro, que fica a 180 quilômetros da capital.

Na ida e na volta desse trajeto o carro passa por oito pedágios, com um tempo de espera médio de 20 minutos nos horários de pico, no total de duas horas e meia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Uma pessoa que faça esse percurso toda semana gasta dez horas por mês na fila. O que você pode fazer com dez horas? Será que elas não valem R$ 20 por mês", questionou o presidente do Sem Parar quase ao fim da entrevista, que durou cerca de uma hora. Ou seja, o tempo na fila dos pedágios em uma viagem de ida para Rio Claro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PLANOS DE EXPANSÃO

Pague Menos (PGMN3) volta ao mercado seis meses após follow-on — e mira até R$ 900 milhões com nova captação na B3

3 de março de 2026 - 9:34

Parte dos recursos vai para o caixa da companhia, enquanto acionistas aproveitam a janela para vender participação; veja os destaques da oferta

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Com uma ou outra “infeliz”, o que esperar dos resultados das construtoras no quarto trimestre de 2025 e quem deve decepcionar na temporada?

3 de março de 2026 - 6:12

Temporada do 4T25 deve reforçar a força das construtoras de baixa renda, enquanto empresas como Eztec e Tenda ainda enfrentam desafios específicos

FORTE PRESENÇA NA REGIÃO

É hora de vender MBRF (MBRF3)? Conheça os efeitos do conflito no Oriente Médio para a ação, na visão do JP Morgan

2 de março de 2026 - 19:23

Metade da carne de frango consumida nos mercados halal do Oriente Médio é importada, principalmente do Brasil; entenda os efeitos do conflito na região para a exportadora brasileira

SMARTPHONE

iPhone 17e: tudo o que você precisa saber sobre o novo celular ‘baratinho’ da Apple

2 de março de 2026 - 18:40

Pré-venda começa na próxima segunda-feira (9); modelo mais acessível vem com 256 gigabytes e novo processador

ALÉM DOS CHIPS

Nvidia investe US$ 4 bilhões em fotônica; entenda o que é a tecnologia e por que é vital para a IA

2 de março de 2026 - 18:15

De olho na luz como motor da inteligência artificial, o investimento bilionário da Nvidia na Lumentum e na Coherent deve transformar a transferência de dados

PERDEU FÔLEGO

Braskem (BRKM5) no vermelho: o que a prévia da petroquímica no 4T25 revela — e por que acende alerta entre analistas do BTG

2 de março de 2026 - 17:35

Mesmo com sinais pontuais de melhora no exterior, spreads fracos no Brasil e geração de caixa negativa seguem no radar dos analistas

GIGANTE À VISTA

Após compra da Warner, Paramount planeja absorver HBO Max e criar um streaming turbinado

2 de março de 2026 - 16:45

Paramount cogita fundir os dois streamings em um único serviço, mas ainda não há detalhes sobre nome, data de lançamento ou preço

LÍDER NO AGRONEGÓCIO

Empresa centenária aprova venda e pode dar adeus à bolsa em breve; veja quem é e qual valor será pago aos acionistas

2 de março de 2026 - 10:11

Kepler Weber fecha acordo para combinação de negócios com a GPT; veja o que pode acontecer ao acionista de KEPL3

PRESSÃO FINANCEIRA

CSN (CSNA3) corre contra o relógio e negocia empréstimo de até US$ 1,5 bilhão com bancos para quitar dívidas

2 de março de 2026 - 9:40

Com vencimentos pressionando o balanço, empresa estrutura linha bilionária e coloca ações da CSN Cimentos na mesa

MOVIMENTAÇÃO

Raízen Energia aprova cisão parcial de subsidiária e incorpora R$ 1 milhão em reorganização societária

1 de março de 2026 - 14:37

A companhia informou que a operação está inserida em processo de reorganização administrativa, operacional, financeira e jurídica

HORA DE REALIZAR?

Gerdau (GGBR4) já entregou tudo o que tinha para dar? Itaú BBA tira selo de compra — mas revela trunfo fora das contas

28 de fevereiro de 2026 - 16:18

Após alta de quase 30% em seis meses, banco avalia que o valuation ficou mais justo — mas um catalisador pode mexer com a ação

FUSÃO NO OFFSHORE

Nova gigante à vista? OceanPact (OPCT3) anuncia fusão com CBO e cria potência de serviços marinhos com R$ 13,6 bilhões em contratos

28 de fevereiro de 2026 - 11:17

Negócio cria frota de 73 embarcações, muda o controle da companhia e consolida um novo peso-pesado no apoio offshore brasileiro

MINERAÇÃO

Já deu o que tinha que dar? Descubra o que pode acontecer com a Aura (AURA33) depois de subir mais do que o ouro

27 de fevereiro de 2026 - 19:43

Custos sob controle e projetos em expansão reforçam cenário construtivo para a mineradora, mas valorização recente entra no radar dos analistas

NOVO PLAYER DE SAÚDE

Bradsaúde na bolsa: quem ganha, quem pode pular fora e o que muda para investidores de Bradesco (BBDC4) e Odontoprev (ODPV3)

27 de fevereiro de 2026 - 17:08

A reorganização cria uma gigante de até R$ 50 bilhões, mas impõe uma decisão clara aos minoritários: aceitar a diluição e apostar em escala ou aproveitar a porta de saída

AINDA ESTÁ BARATA?

Avanço no lucro do 4T25 e salto das ações em 12 meses: ainda vale a pena ter B3 (B3SA3) na carteira?

27 de fevereiro de 2026 - 16:15

As ações da dona da bolsa acumulam alta de quase 70% em 12 meses; analistas divergem sobre a compra do papel neste momento

NOVO PESO-PESADO NA B3 

Bradesco (BBDC4) coloca a Bradsaúde no jogo da B3, Odontoprev (ODPV3) reage forte — há espaço para mais um gigante da saúde?

27 de fevereiro de 2026 - 13:22

Nova gigante nasce com escala bilionária e mira Novo Mercado — mas o que muda para Rede D’Or, Fleury e Mater Dei? 

BALANÇO FRACO

Qualicorp (QUAL3) reverte lucro em prejuízo líquido, e ação cai forte na bolsa; saiba como está a saúde da operadora de planos de saúde

27 de fevereiro de 2026 - 11:46

Qualquer melhora na bolsa depende do sucesso da Qualicorp em conseguir se reerguer. “Continuamos a acreditar que a performance da ação está firmemente conectada ao sucesso do seu plano de turnaround”, escreve o BTG Pactual.

A MAIS-VALIA DO BRADESCO

“É o momento certo de capturar valor”: CEO do Bradesco (BBDC4) revela plano para destravar até R$ 50 bilhões com a Bradsaúde

27 de fevereiro de 2026 - 11:43

Banco separa ativos de saúde via IPO reverso da Odontoprev e aposta que mercado vai reprecificar a “joia escondida” no balanço

FIM DA BATALHA

Netflix (NFLX34) abandona a Warner após sangria de US$ 170 bilhões na bolsa — e ações comemoram em disparada

27 de fevereiro de 2026 - 9:03

O catálogo da Warner Bros inclui franquias icônicas como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, e personagens da DC Comics como Batman e Superman

NASCE UM GIGANTE

Bradesco (BBDC4) prepara a joia da coroa para a bolsa: vem aí a Bradsaúde no Novo Mercado da B3

27 de fevereiro de 2026 - 7:33

Banco une operadora, hospitais, clínicas e participação no Fleury em um ecossistema de R$ 52 bilhões de receita — e já nasce mirando governança premium na bolsa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar