Sob pressão, Trump assina projeto de lei para reabrir governo
O acordo que o presidente norte-americano conseguiu com os líderes do Congresso não contém dinheiro novo para o muro, mas encerra a paralisação mais longa história dos Estados Unidos

Sob pressão cada vez maior, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um projeto de lei para reabrir o governo por três semanas, mas afirmou que tentará novamente persuadir os legisladores a financiar a construção de um muro na fronteira com o México.
O acordo que o presidente norte-americano conseguiu com os líderes do Congresso não contém dinheiro novo para o muro, mas encerra a paralisação mais longa história dos Estados Unidos.
O acordo foi aprovado nesta sexta-feira, de forma rápida e unânime, primeiro no Senado, depois a Câmara. Na mesma noite, Trump assinou o projeto. A administração pediu aos chefes dos departamentos federais que reabram os escritórios de maneira "pronta e ordenada".
Os fatos desta sexta-feira foram vistos como uma vitória dos democratas, já que reabrem o governo sem a concessão de fundos para o muro almejado pelo presidente americano.
O recuo de Trump ocorreu no 35º dia de paralisação parcial, em meio ao aumento dos atrasos nos aeroportos do país e não pagamento de salários a centenas de milhares de trabalhadores federais, o que trouxe urgência aos esforços para resolver o problema.
"Isso não foi de forma alguma uma concessão", escreveu Trump em sua conta no Twitter, nesta sexta-feira, afastando os críticos que queriam que ele continuasse lutando.
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"Eu estava cuidando de milhões de pessoas que foram gravemente feridas, com o entendimento que, em 21 dias, se nenhum acordo for feito, é hora de prosseguir".
O fechamento terminou quando os líderes democratas insistiram que deveriam reabrir o primeiro governo, depois falar de segurança na fronteira.
"O presidente achou que poderia desbancar os democratas, e não conseguiu, e espero que isso seja uma lição para ele", disse o líder democrata no Senado, Chuck Schumer.
"Nossa união é o nosso poder. E é isso que o presidente pode ter subestimado", disse a presidente da Câmara, Nancy Pelosi.
Trump afirma que o governo pode voltar a sofrer paralisação em meados de fevereiro, caso não seja liberada verba para o muro.
No entanto, quando as negociações forem retomadas, Trump entra em uma posição enfraquecida. Uma grande maioria dos americanos o culpou pelo impasse e rejeitou seus argumentos sobre um muro de fronteira, indicou uma recente pesquisa.
"Se não conseguirmos um acordo justo do Congresso, o governo fechará em 15 de fevereiro novamente, ou usarei os poderes conferidos a mim pelas leis e pela Constituição dos Estados Unidos para resolver essa emergência", disse Trump.
O presidente disse que poderia declarar uma emergência nacional para financiar unilateralmente o muro da fronteira se o Congresso não fornecer o dinheiro. Tal movimento quase certamente enfrentaria obstáculos legais.
Como parte do acordo com os líderes do Congresso, legisladores bipartidários da Câmara e do Senado estavam sendo treinados para considerar os gastos com a fronteira como parte do processo legislativo nas próximas semanas.
"Eles estão dispostos a colocar o partidarismo de lado, eu acho, e colocar a segurança do povo americano em primeiro lugar", disse Trump. Ele disse que uma "barreira" ou muros serão uma parte importante da solução.
*Com Estadão Conteúdo
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