🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O mistério do Boeing 737 Max 8

Poucas coisas são tão prejudiciais a um fabricante de aviões do que a queda de um dos seus exemplares. Se for um modelo relativamente novo, é uma tragédia sem tamanho

11 de março de 2019
11:16 - atualizado às 12:38
Boeing 737 Max 8
Boeing 737 Max 8 - Imagem: shutterstock

Quem leu minha crônica “O Boeing derrubou a Boeing, que derrubou o Dow, que derrubou o Ibovespa”, publicada nesta coluna  em 31 de outubro de 2018, sabe as consequências, no mercado de ações, para os papéis de uma indústria aeronáutica quando um dos modelos de sua fabricação sofre um acidente grave.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Principalmente quando se trata de um tipo de aeronave recém-lançado.

Pois bem, naquela ocasião um Boeing 737 Max 8 (voo 610 da Lion Air) mergulhou no mar de Java 12 minutos após decolar do Aeroporto Internacional Soekarno-Hatta, em Jacarta, Indonésia, com destino à cidade de Pangkal Pinang. Todos os 189 ocupantes do jato tiveram morte instantânea.

As ações da Boeing em Nova York caíram 7% no primeiro pregão após a tragédia.

Mas a queda não teve prosseguimento. Afinal de contas, a Boeing Company já lançara os 737-200, 300, 500, 700, 800 e 900, com enorme sucesso em cada uma das séries.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora o desastre se repetiu, como se fosse um macabro replay, desta vez envolvendo um Max 8 da Ethiopian Airlines, que despencou em direção ao solo apenas seis minutos após partir do aeroporto internacional da capital etíope, Adis Abeba, com destino a Nairobi, no Quênia.

Leia Também

Tal como acontecera na Indonésia, nenhum dos 157 tripulantes e passageiros sobreviveu.

Prejuízo

Poucas coisas são tão prejudiciais a um fabricante de aviões do que a queda de um dos seus exemplares. Se for um modelo relativamente novo (o primeiro voo do 737 Max, ainda em fase de testes, ocorreu em 29 de janeiro de 2016), é uma tragédia sem tamanho.

Agora, raciocinemos juntos, caro leitor: duas aeronaves idênticas caindo do mesmo modo num intervalo de cinco meses é uma verdadeira desgraça para quem as construiu. Pode (e deve) significar que o projeto tem algum erro de planejamento e concepção. Talvez uma simples resistência elétrica, quem sabe uma falha estrutural gravíssima.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Acredito que a Boeing Company, seja por iniciativa própria, seja por determinação da FAA (sigla em inglês para Administração Federal de Aviação), vai recolher todas os 737 Max 8 até que os investigadores descubram o que aconteceu nos dois voos e possam corrigir o que está errado. Isso pode levar muito tempo.

Existem mais de 350 Boeings exatamente iguais aos dois que caíram voando em diversas companhias aéreas espalhadas pelo mundo. Os pedidos em fila de espera somam 5.111.

Há algumas semanas, a Airbus anunciou que irá parar de fabricar, em 2021, o A-380, maior aeronave de passageiros existente no mercado. Motivos da decisão: a Emirates cancelou um pedido de 39 unidades; o Super Jumbo está vendendo um terço do que os franceses calculavam colocar no mercado.

Essa deliberação da Airbus impulsionou as ações de sua única concorrente, a Boeing Company, que inclusive está entre as 30 integrantes do índice Industrial Dow Jones da New York Stock Exchange, impulso esse que agora cairá (literalmente) por terra após o acidente na Etiópia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Será um tombo dos grandes. E deverá ocorrer logo na abertura dos trabalhos de hoje da NYSE.

Por mais que sejam exaustivamente testados, modelos novos de aeronaves são sempre uma incógnita.

Para aqueles que se interessam pelo assunto, recomendo a leitura de Loud & Clear, de Robert J. Sterling, publicado em 1969 pela editora Doubleday & Company. Entre outras histórias intrigantes sobre a aviação comercial, Sterling narra o enigma do Electra.

Electra 2

Para pessoas como eu, que voaram por décadas em aviões da ponte aérea Rio/São Paulo, o quadrimotor turboélice Electra 2 sempre foi sinônimo de conforto e segurança.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante 17 anos, entre março de 1975 e dezembro de 1991, o Electra 2 fez milhares de voos entre as duas capitais, sem que ocorresse sequer um acidente.

O que pouca gente sabe é que o Electra em seu início (Electra 1) foi um avião amaldiçoado.

Dois Electra 1 da empresa norte-americana Braniff, ao entrarem em zonas de turbulência, sofreram pane estrutural irrecuperável. Um deles perdeu uma das asas e o outro simplesmente se desintegrou. Todos os passageiros e tripulantes morreram.

O conselho da FAA estava reunido, para decidir se mandavam recolher todos os Electras (havia centenas deles espalhados pelo mundo), quando chegou a notícia de que o voo 508 da LANSA, voando entre duas cidades peruanas, se desmanchou no ar, matando 91 de seus 92 ocupantes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Juliane Koepcke, a adolescente que sobreviveu, deve ser imortal. Após a queda, coberta de feridas, safou-se sozinha, caminhando pela selva até encontrar a civilização.

Todas as aeronaves Electra foram proibidas de sair do chão até que se descobrisse a causa dos acidentes. Um piloto de provas da Lockheed, usando paraquedas e pilotando num cockpit equipado de assento e teto ejetores, decolou inúmeras vezes e saiu voando pelos céus americanos em busca de tempestades.

Achou uma extremamente severa, na qual uma das asas se separou da fuselagem.

O Electra 2, que tanto voou entre São Paulo e o Rio, é o resultado dos reforços que fizeram nas junções das asas com a fuselagem. Deu certo. Durante aqueles 17 anos não houve nenhum incidente grave.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto a Boeing não descobrir o que aconteceu na Indonésia e na Etiópia, a empresa estará sob ameaça de sofrer sérias perdas financeiras.

Talvez isso influencie hoje o comportamento das ações da Embraer, já que a Boeing Company possui 80% da divisão de jatos comerciais da fabricante brasileira. Mas não vejo nenhum razão para maiores temores. Pelo menos não na Bolsa brasileira.

O mesmo não posso dizer da matriz norte-americana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CINEMA

Zootopia 2: Animação da Disney supera bilheteria de Divertida Mente 2, mas não alcança produção chinesa (ainda)

19 de janeiro de 2026 - 14:11

Continuação de Zootopia arrecadou US$ 1,7 bilhão enquanto animação chinesa lucrou US$ 2,25 bilhões

ESG

Cortes de geração, dificuldades de conexão e alta do dólar: mercado de energia solar cai 29% no Brasil 

19 de janeiro de 2026 - 13:20

A potência adicionada no País, que considera tanto as grandes usinas quanto os sistemas de pequeno porte instalados em telhados e terrenos, somou 10,6 gigawatts (GW) no ano passado

FGC

Banco Master: FGC começa a pagar credores; veja como evitar golpes

19 de janeiro de 2026 - 10:24

Quase dois meses depois da liquidação extrajudicial do Banco Master, R$ 40,6 bilhões começam a ser distribuídos pelo FGC

POLUIÇÃO SONORA

Cidade brasileira está entre as mais barulhentas do mundo, mas há outras piores; confira ranking

19 de janeiro de 2026 - 7:05

Spoiler: o lugar mais barulhento do mundo não é Nova Iorque nem Tóquio.

COMEÇA HOJE

Caixa inicia hoje o pagamento do Bolsa Família de janeiro; confira o calendário completo

19 de janeiro de 2026 - 5:41

Os repasses seguem um cronograma escalonado de acordo com o dígito final do NIS; o valor mínimo é de R$ 600, com acréscimos para famílias com crianças, gestantes e adolescentes

ASSINATURA

Ganhos para indústria e suco de laranja, cooperação tecnológica e criação de empregos: quais os impactos do acordo UE-Mercosul

18 de janeiro de 2026 - 16:27

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou um levantamento que aponta que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), quando entrar em vigor, vai aumentar de 8% para 36% o acesso brasileiro ao mercado de importações mundiais de bens. Isso porque a União Europeia, sozinha, respondeu por 28% do comércio global em 2024. […]

ALGO NÃO CHEIRA BEM

Delegados da PF estão ‘perplexos’ e apontam cenário ‘atípico’ em inquérito do STF sobre Master

18 de janeiro de 2026 - 14:14

Em nota divulgada neste sábado (17), a classe reage ao cenário “manifestamente atípico” na investigação, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o grupo, tal contexto causa “legítima perplexidade institucional”

ENVOLVIMENTO PESSOAL

Caso Master: Transparência Internacional diz que PGR deveria pedir impedimento de Toffoli

18 de janeiro de 2026 - 13:07

O cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro é o dono dos fundos de investimento que compraram parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá, no interior do Paraná

FLORESTA NO DESERTO?

A Grande Muralha Verde: China planta floresta em um dos desertos mais inóspitos do planeta

18 de janeiro de 2026 - 12:12

China combate a desertificação do Deserto de Taklamakan com uma mistura improvável de árvores, ciência e megaprojetos de energia solar

COMPRA DA ILHA

Tarifaço pela Groenlândia: Trump anuncia tarifas de 25% para oito países europeus

18 de janeiro de 2026 - 11:02

O presidente norte-americano tem dito repetidamente que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e aos grandes depósitos minerais, e não descartou o uso da força para tomá-la

MERCADO DE TRABALHO

Quando o anúncio de uma vaga de trabalho é uma roubada? Esses sinais servem de alerta

18 de janeiro de 2026 - 10:15

Antes de se inscrever para centenas de processos seletivos, conheça quais pontos de atenção que podem evitar problemas no futuro

OS DESTAQUES DA SEMANA

Vamos (VAMO3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Hapvida (HAPV3) é a ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

17 de janeiro de 2026 - 17:23

Os investidores acompanharam os novos desdobramentos do caso Master, as atualizações da corrida eleitoral e as publicações de indicadores econômicos

O SOM DO SILÊNCIO

Silêncio! O show está prestes a começar: Cidade do interior de São Paulo é a mais silenciosa do Brasil

17 de janeiro de 2026 - 16:02

Município com pouco menos de 15 mil habitantes segue à risca o limite de 55 decibéis, estabelecido por lei

26 ANOS DE NEGOCIAÇÕES

Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial sem a presença de Lula; entenda o que falta para o tratado valer na prática

17 de janeiro de 2026 - 12:04

A assinatura, no entanto, não faz o acordo valer imediatamente. Após o evento, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país do Mercosul

DINHEIRO DE VOLTA

FGC vai começar a pagar CDBs do Master na próxima semana; veja como solicitar os valores e evitar golpes

17 de janeiro de 2026 - 11:12

Para fugir de criminosos, o FGC alerta que não solicita o pagamento de qualquer taxa ou o depósito prévio de valores

LOTERIAS

Máquina de milionários emperrada? Mega-Sena 2960 acumula e prêmio sobe para R$ 41 milhões; confira os sorteios do fim de semana

17 de janeiro de 2026 - 10:03

Enquanto os apostadores se preparam para o sorteio da Mega-Sena, outras quatro loterias também voltam a correr neste sábado

ENTRE POLÊMICAS, RUMORES E INVESTIGAÇÕES

Caso Master: o mapa das conexões entre Nelson Tanure e o banco de Daniel Vorcaro — e o que o empresário nega

16 de janeiro de 2026 - 12:50

Entenda os pontos sob investigação e o que o empresário diz sobre sua relação com o banco

SURPRESA

IBC-Br: Prévia do PIB brasileiro interrompe queda e sobe 0,70% em novembro, acima da expectativa

16 de janeiro de 2026 - 10:19

O indicador da atividade industrial foi um dos que registrou as maiores altas; veja como a divulgação movimenta o mercado hoje

CIÊNCIA

O “sol artificial” da China ajuda a responder uma antiga questão: afinal, entre fusão e fissão nuclear, qual é mais segura?

16 de janeiro de 2026 - 9:49

Entenda como a China está mudando a percepção sobre energia nuclear e explorando novas tecnologias com seu ‘sol artificial’

ONDA DE CALOR

Para fugir do calor: Esses destinos de viagem proporcionam um clima mais ameno, mesmo durante o verão, sem precisar sair do Brasil

16 de janeiro de 2026 - 9:15

Confira os 6 melhores locais para se refugiar das altas temperaturas da estação mais quente do ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar