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Sondagem do Comércio da FGV também identificou o ambiente político como principal problema a atrapalhar o ambiente de negócios
O Índice de Confiança do Comércio (Icom) recuou 5,4 pontos na passagem de abril para maio, em 91,4 pontos, informou nesta sexta-feira, 24, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o indicador recuou 2,9 pontos, a terceira queda consecutiva.
"A nova queda expressiva da confiança do comércio sugere que os empresários do setor ainda estão encontrando dificuldades com o ritmo de vendas no 2º trimestre. Os indicadores de situação atual refletem o fraco desempenho da atividade no início de 2019", diz a nota divulgada pela FGV, em comentário assinado por Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).
O Índice de Situação (ISA-COM) recuou 4,0 pontos para 88,3 pontos, menor nível desde janeiro de 2018. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) voltou a registrar valor abaixo de 100 pontos (94,8 pontos em maio) ao cair 6,6 pontos, pior nível desde setembro de 2018 (93,2 pontos).
"Os empresários continuam revendo suas expectativas, resultado de uma frustração com o cenário apresentado até agora. A volta da recuperação da confiança ainda depende da redução dos níveis de incerteza, dos números mais positivos do mercado de trabalho e da retomada da confiança do consumidor", diz a nota da FGV.
O Icom de maio caiu em 11 dos 13 segmentos do comércio.
A Sondagem do Comércio da FGV também identificou o ambiente político como principal problema a atrapalhar o ambiente de negócios, na visão dos empresários do setor. Isso é medido na pergunta sobre os fatores que estão limitando a melhora dos negócios. Ali, há um espaço para que as empresas descrevam fatores que considerem importantes e que não estejam listados entre as opções de resposta oferecidas no questionário. As respostas abertas são agregadas em três principais temas: fatores políticos, fatores econômicos e outros.
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"O resultado sugere que os fatores políticos continuam contribuindo para a limitação da melhoria do ambiente de negócios do setor e também com a cautela adotada pelas empresas na hora de planejar os próximos meses. O porcentual de empresas citando fatores políticos como uma limitação ficou em 6,7%, o maior desde outubro passado quando registrou 9,4%", diz a nota da FGV.
A coleta de dados para a edição de maio da Sondagem do Comércio foi realizada entre os dias 1º e 22 do mês e obteve informações de 843 empresas.
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